In old California (br: Caminhos fatais) é um filme estadunidense de 1942, do gênero western, dirigido por William C. McGann.
Em meados de 1848, o cavalheiro culto e educado Tom Craig, vindo de Boston, toma um navio fluvial em São Francisco e se dirige para Sacramento. Farmacêutico de méritos, ele logo faz um amigo depois que o curou de uma forte dor-de-dente. No navio conhece a dançarina de saloon Lacey Miller, que se apaixona por ele. O namorado dela, o perigoso e rico Britt Dawson (que juntamente com seu irmão lideram a quadrilha dos Dawson), se irrita com essa atração e começa a hostilizar Tom.
Quando chegam a Sacramento, Tom abre o seu estabelecimento, tendo como sócia Lacey. Britt começa a armar planos para prejudicar o negócio de Tom, e quase o leva à forca. Mas Tom é salvo quando surge a notícia de haver ouro no Rio Sacramento.
John Wayne.... Tom Craig
Binnie Barnes.... Lacey Miller
Albert Dekker.... Britt Dawson
Helen Parrish.... Ellen Sanford
Patsy Kelly.... Helga
quarta-feira, 5 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Acordeon Todeschini
SONHO
Luiz Matheus Todeschini nascia em 15 de Setembro de 1906, em Alfredo Chaves, hoje Veranópolis. Certa vez quando guri foi à casa de Túlio Veronese, que consertava acordeões. Ficou muito curioso ao ver uma máquina rudimentar que fazia botões de ossos de canela de boi para os instrumentos. Em 1914 a família Todeschini mudava-se para Bento Gonçalves na localidade de 15 de Graciema. Aos 13 anos trabalhava na oficina de Luigi Somensi (seu vizinho) que consertava jóias e acordeões . Passando algum tempo veio morar com a família Somensi, Cesari Apiani e Maria Savoia, italianos que fabricavam acordeões, com este casal sem dúvida alguma Somensi e Todeschini enriqueceram seus conhecimentos na fabricação desses instrumentos. Passados dois anos, o casal de imigrantes fixou-se no distrito de Santa Teresa e montaram uma pequena industria de gaitas de botão.
O APOGEU
Para melhorar as gaitas que fabricavam, Todeschini foi estudar música com o Sr Diacetti em Garibaldi, viagens que fazia de bicicleta e posteriormente a cavalo. O primeiro acordeon a piano fabricado no Brasil foi feito por eles em 1925, tinha 37 teclas e 80 baixos. Este instrumento participou na Exposição Agro-industrial de Porto Alegre, e ganhou medalha de ouro. Em 1930 morreu Luigi Somensi , Todeschini ficou responsável pela pequena indústria e dividia os lucros com a viúva. Em1932 já casado conseguia comprar a fábrica mudando-se para a zona urbana de Bento Gonçalves, registrou sua firma com o nome “Grande Fábrica de Instrumentos Musicaes a Foles de Luiz M. Todeschini”. O 1° acordeon foi vendido para Antônio Mazo o 2° para Antônio Romagna , os dois de Bento Gonçalves. Em 1938 ganhava o 1º prêmio na exposição de harmônicas em Santa Maria. Em 1939, transformou a empresa para “Todeschini e Cia Ltda” admitindo alguns sócios a maioria funcionários. Em 1944 adquiriu um grande imóvel, uma cantina de vinhos desativada, já contava então com 56 operários. Com o grande crescimento da empresa, máquinas modernas eram importadas, o número de funcionários aumentava. Em 1947 foi transformada em “AcordeõesTodeschini SA”. A fábrica abastecia o mercado interno e exportava para o Chile, Argentina; México e América do Norte. Em 1960 os empregados eram mais de 500 pessoas produzindo uma media mensal de 1500 acordeões. Em 1963 começou a fabricar Harmônios . Bento Gonçalves passou a ter a maior fábrica de acordeões da América Latina.
O FIM
Em 1967 as vendas despencaram violentamente; e para manter o quadro de funcionários a empresa passou a fabricar cozinhas em madeiras.Todeschini abalado em ver desmoronar seu sonho vendeu sua quota-parte deixando seu nome como marca. No dia 13 de agosto de 1971 um grande incêndio destruiu mais da metade da fábrica, queimando uma grande quantidade de acordeões e danificando quase todo o maquinário. Depois de restaurada as instalações, a empresa dedicou-se quase que exclusivamente ao setor moveleiro, sendo que por volta 1973 parou em definitivo a produção de acordeões. Em 1976 o que sobrou de peças foi negociado com funcionários onde até hoje Danilo Arcari dá manutenção.
Luiz Matheus Todeschini faleceu em 17 de abril de 1996 em Bento Gonçalves-RS.
Curiosidades da Todeschini
- De 1932 a 1973 a Todeschini fabricou mais de 170.000 acordeões.
- Em um único mês chegaram a fabricar 1750 acordeões.
- Um acordeon chegava a ter 3856 peças.
- As primeiras retíficas de palhetas usavam como refrigeração leite misturado com agua.
- A madeira para confecção dos acordeões chegava a ficar secando por 10 anos.
- Algumas das madeiras eram, cedro, açoita cavalo, canela e caroba.
- A Todeschini fabricou também bandoneões, em torno de 1500 peças.
- A Todeschini também fabricou piano eletrônico,violões, guitarras e acordeon cromático.
- A qualidade dos produtos eram tão grande que por volta de 1962 foram fabricados acordeões Todeschini com a marca Hohner ( a pedido da Hohner) para venda nos Estados Unidos, um exemplo é o acordeon Carmen IV.
- O verdadeiro n° do acordeon é aquele que tem um numero maior de dígitos, o outro é o n° da ordem de fabricação.
- O incêndio ocorreu numa sexta-feira 13 de agosto e durou 2 dias, queimando em torno de 4.000 acordeões em produção e 700 prontos.
- Os harmoniuns, espécie de órgão com palhetas e fole, eram fabricados 80 a 100 peças por mês.
- A data de fabricação dos acordeões primeiramente era escrita a lápis, posteriormente passou a ser por carimbo.
- Honeide e Adelar Bertussi colaboraram em muito na busca da qualidade dos instrumentos.
- A Todeschini também fabricou um acordeon barato para estudantes, sem os baixos.
- A Todeschini mantinha em São Paulo uma escola para acordeonistas.
- Os acordeões Todeschini eram anunciados em revistas da época como Manchete, O Cruzeiro, Seleções, etc.
- Luiz Todeschini foi vereador em 1947, vice-prefeito em 1951 e prefeito por quase dois anos em Bento Gonçalves.
- Por volta de 1963 a Todeschini talvez tenha sido a primeira empresa na América Latina a fazer um recall, pois as vozes foram fixadas com uma cola que acabou enferrujando todas as palhetas e consequentemente desafinando o instrumento. Isto abalou muito a empresa, pois ela teve que substituir as vozes e a cola de muitos instrumentos, inclusive de muitos que já tinham sido exportados. Até hoje aparece acordeon com este problema.
Luiz Matheus Todeschini nascia em 15 de Setembro de 1906, em Alfredo Chaves, hoje Veranópolis. Certa vez quando guri foi à casa de Túlio Veronese, que consertava acordeões. Ficou muito curioso ao ver uma máquina rudimentar que fazia botões de ossos de canela de boi para os instrumentos. Em 1914 a família Todeschini mudava-se para Bento Gonçalves na localidade de 15 de Graciema. Aos 13 anos trabalhava na oficina de Luigi Somensi (seu vizinho) que consertava jóias e acordeões . Passando algum tempo veio morar com a família Somensi, Cesari Apiani e Maria Savoia, italianos que fabricavam acordeões, com este casal sem dúvida alguma Somensi e Todeschini enriqueceram seus conhecimentos na fabricação desses instrumentos. Passados dois anos, o casal de imigrantes fixou-se no distrito de Santa Teresa e montaram uma pequena industria de gaitas de botão.
O APOGEU
Para melhorar as gaitas que fabricavam, Todeschini foi estudar música com o Sr Diacetti em Garibaldi, viagens que fazia de bicicleta e posteriormente a cavalo. O primeiro acordeon a piano fabricado no Brasil foi feito por eles em 1925, tinha 37 teclas e 80 baixos. Este instrumento participou na Exposição Agro-industrial de Porto Alegre, e ganhou medalha de ouro. Em 1930 morreu Luigi Somensi , Todeschini ficou responsável pela pequena indústria e dividia os lucros com a viúva. Em1932 já casado conseguia comprar a fábrica mudando-se para a zona urbana de Bento Gonçalves, registrou sua firma com o nome “Grande Fábrica de Instrumentos Musicaes a Foles de Luiz M. Todeschini”. O 1° acordeon foi vendido para Antônio Mazo o 2° para Antônio Romagna , os dois de Bento Gonçalves. Em 1938 ganhava o 1º prêmio na exposição de harmônicas em Santa Maria. Em 1939, transformou a empresa para “Todeschini e Cia Ltda” admitindo alguns sócios a maioria funcionários. Em 1944 adquiriu um grande imóvel, uma cantina de vinhos desativada, já contava então com 56 operários. Com o grande crescimento da empresa, máquinas modernas eram importadas, o número de funcionários aumentava. Em 1947 foi transformada em “AcordeõesTodeschini SA”. A fábrica abastecia o mercado interno e exportava para o Chile, Argentina; México e América do Norte. Em 1960 os empregados eram mais de 500 pessoas produzindo uma media mensal de 1500 acordeões. Em 1963 começou a fabricar Harmônios . Bento Gonçalves passou a ter a maior fábrica de acordeões da América Latina.
O FIM
Em 1967 as vendas despencaram violentamente; e para manter o quadro de funcionários a empresa passou a fabricar cozinhas em madeiras.Todeschini abalado em ver desmoronar seu sonho vendeu sua quota-parte deixando seu nome como marca. No dia 13 de agosto de 1971 um grande incêndio destruiu mais da metade da fábrica, queimando uma grande quantidade de acordeões e danificando quase todo o maquinário. Depois de restaurada as instalações, a empresa dedicou-se quase que exclusivamente ao setor moveleiro, sendo que por volta 1973 parou em definitivo a produção de acordeões. Em 1976 o que sobrou de peças foi negociado com funcionários onde até hoje Danilo Arcari dá manutenção.
Luiz Matheus Todeschini faleceu em 17 de abril de 1996 em Bento Gonçalves-RS.
Curiosidades da Todeschini
- De 1932 a 1973 a Todeschini fabricou mais de 170.000 acordeões.
- Em um único mês chegaram a fabricar 1750 acordeões.
- Um acordeon chegava a ter 3856 peças.
- As primeiras retíficas de palhetas usavam como refrigeração leite misturado com agua.
- A madeira para confecção dos acordeões chegava a ficar secando por 10 anos.
- Algumas das madeiras eram, cedro, açoita cavalo, canela e caroba.
- A Todeschini fabricou também bandoneões, em torno de 1500 peças.
- A Todeschini também fabricou piano eletrônico,violões, guitarras e acordeon cromático.
- A qualidade dos produtos eram tão grande que por volta de 1962 foram fabricados acordeões Todeschini com a marca Hohner ( a pedido da Hohner) para venda nos Estados Unidos, um exemplo é o acordeon Carmen IV.
- O verdadeiro n° do acordeon é aquele que tem um numero maior de dígitos, o outro é o n° da ordem de fabricação.
- O incêndio ocorreu numa sexta-feira 13 de agosto e durou 2 dias, queimando em torno de 4.000 acordeões em produção e 700 prontos.
- Os harmoniuns, espécie de órgão com palhetas e fole, eram fabricados 80 a 100 peças por mês.
- A data de fabricação dos acordeões primeiramente era escrita a lápis, posteriormente passou a ser por carimbo.
- Honeide e Adelar Bertussi colaboraram em muito na busca da qualidade dos instrumentos.
- A Todeschini também fabricou um acordeon barato para estudantes, sem os baixos.
- A Todeschini mantinha em São Paulo uma escola para acordeonistas.
- Os acordeões Todeschini eram anunciados em revistas da época como Manchete, O Cruzeiro, Seleções, etc.
- Luiz Todeschini foi vereador em 1947, vice-prefeito em 1951 e prefeito por quase dois anos em Bento Gonçalves.
Todeschini
- Luiz Todeschini também foi fundador e sócio-fundador de empresas como vinícola, cutelaria, construtora, moveleira, hotelaria, gráfica, cinema, confecção, rádio, comércio e outros.- Por volta de 1963 a Todeschini talvez tenha sido a primeira empresa na América Latina a fazer um recall, pois as vozes foram fixadas com uma cola que acabou enferrujando todas as palhetas e consequentemente desafinando o instrumento. Isto abalou muito a empresa, pois ela teve que substituir as vozes e a cola de muitos instrumentos, inclusive de muitos que já tinham sido exportados. Até hoje aparece acordeon com este problema.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Blueberry
Blueberry é uma série de banda desenhada Franco-Belga, criada em 1963 por Jean-Michel Charlier (roteiro) e Jean Giraud (desenho). Esta série transporta-nos para um Oeste selvagem, que se estende das pradarias dos Estados Unidos até ao Novo México, admiravelmente recriados em todo o seu ambiente e paisagens, com todas as sua referências, algumas históricas, tais como a Guerra da Secessão ou a construção do Caminho de Ferro Transcontinental, onde se cruzam personagens cheias de vida (Jimmy Mcclure ou Chihuahua Pearl) com personagens reais (Cochise ou Wyatt Earp, entre outros) onde Mike S. Donovan a.k.a. Mike Steve Blueberry a.k.a. Mike Blueberry, acusado de um crime que não cometeu, se torna tenente das fileiras do exército americano, e assume o papeis de anti-herói, defensor de causas, renegado, jogador e pistoleiro.
O sucesso e a evolução da narrativa justificou que surgissem novos títulos complementares, onde se desenvolveram novas linhas de acção. Assim surgiu a segunda série "Tenente Blueberry" ainda da dupla Charlier/Giraud que permitiu o início de um novo ciclo com o título "Nariz Partido" mas cujo falecimento de Charlier em 1989 veio interromper; a série "Mister Blueberry" escrita e desenhada apenas por Giraud, que nos álbuns já publicados nos mostra um Blueberry mais velho e cansado, a viver tranquilamente a vida como jogador profissional, cuja acção decorre em Tombstone, local onde ocorreu um dos episódios mais míticos do velho oeste: o duelo em O.K. Corral; a série "A Juventude de Blueberry" de Charlier/Giraud e continuada por Cortegianni/Wilson, que desenvolve o passado de Blueberry e finalmente a série "Marshal Blueberry" de Giraud, onde encontramos Blueberry a assumir as suas funções de Marshal interino numa pequena cidade fronteiriça chamada Heaven.
A série segue as histórias de Michael Steven Donovan, conhecido como "Blueberry", um nome que o próprio escolhe quando vê um arbusto de mirtilo ao fugir dos seus inimigos Sulistas. É deste modo que se iniciam as suas aventuras na Cavalaria dos Estados Unidos, pouco depois do início da Guerra Civil Americana.
Donovan é o filho de um rico dono de uma plantação Sulista e é inicialmente apresentado como um racista convicto. No entanto, é acusado por um crime que não cometeu, e, fugindo, é salvo por um escravo negro fugido. Torna-se então um inimigo de todo o tipo de discriminação, lutando contra os Confederados e tentando proteger os direitos dos Índios Americanos.
Em 2004 foi feito um filme francês, Blueberry (lançado nos EUA como Renegade), dirigido por Jan Kounen e estrelado por Vincent Cassel. Não muito bem aceito pelos fãs, com excesso de cenas esotéricas e ênfase no chamado "shamanismo" (os personagens consomem peiote e tem como guias espirituais nas viagens dimensionais índios místicos Chiricauas), deixando de lado a ação propriamente dita.
As aventuras de Blueberry são relatadas em quatro diferentes séries de álbuns: Blueberry, A Juventude de Blueberry, Marshall Blueberry e Mister Blueberry.
A Juventude de Blueberry (1861-1864)
1. La jeunesse de Blueberry Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1975 A Juventude de Blueberry
2. Un Yankee nommé Blueberry Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1978 Um Ianque Chamado Blueberry
3. Cavalier bleu Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1979 Sem tradução
4. Les démons du Missouri Jean-Michel Charlier Colin Wilson 1985 Os Demónios do Missouri
5. Terreur sur le Kansas Jean-Michel Charlier Colin Wilson 1987 Terror no Kansas
6. Le raid infernal Jean-Michel Charlier, François Corteggiani Colin Wilson 1987 O Raid Infernal
7. La pousuite impitoyable François Corteggiani Colin Wilson 1992 A Perseguição Implacável
8. Trois hommes pour Atlanta François Corteggiani Colin Wilson 1993 Três Homens para Atlanta
9. Le prix du sang François Corteggiani Colin Wilson 1994 Sem tradução
10. La solution Pinkerton François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 1998 Sem tradução
11. La piste des maudits François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2000 Sem tradução
12. Dernier train pour Washington François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2001 Sem tradução
13. Il faut tuer Lincoln François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2003 Sem tradução
14. Le boucher de Cincinnati François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2005 Sem tradução
15. La sirene de Vera-Cruz François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2006 Sem tradução
16. 100 dollars pour mourir François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2007 Sem tradução
17. Le Sentier des larmes François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2008 Sem tradução
18. 1276 âmes François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2009 Sem tradução
Blueberry (1867-1868)
1. Fort Navajo Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1965 Forte Navajo
2. Tonnerre à l'ouest Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1966 Tempestade no Oeste
3. L'aigle solitaire Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1967 A Águia Solitária
4. Le cavalier perdu Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1968 O Cavaleiro Perdido
5. La piste des Navajos Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1969 A Pista dos Navajos
6. L'homme à l'étoile d'argent Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1969 O Homem da Estrela de Prata
7. Le cheval de fer Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1970 O Cavalo de Ferro
8. L'homme au poing d'acier Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1970 O Homem do Punho de Aço
9. La piste des Sioux Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1971 A Pista dos Sioux
10. Général tête jaune Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1971 O General Cabeça Amarela
Marshal Blueberry (1868)
1. Sur ordre de Washington Jean Giraud William Vance 1991 À Ordem de Washington
2. Mission Shermann Jean Giraud William Vance 1993 Missão Sherman
3. Frontière sanglante Jean Giraud Michel Rouge 2000 Fronteira Sangrenta
Blueberry (1869-1881)
11. La mine de l'allemand perdu Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1972 A Mina do Alemão Perdido
12. Le spectre aux balles d'or Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1972 O Espectro das Balas de Ouro
13. Chihuahua Pearl Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1973 Chihuahua Pearl
14. L'homme qui valait 500 000 $ Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1973 O Homem Que Valia 500 000$
15. Ballade pour un cerceuil Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1974 Balada Para um Caixão
16. Le hors-la-loi Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1974 O Fora da Lei
17. Angel Face Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1975 Angel Face
18. Nez Cassé Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1980 Nariz Partido
19. La longue marche Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1980 A Longa March
20. La tribu fantôme Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1982 A Tribo Fantasma
21. La dernière carte Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1983 A Última Cartada
22. Le bout de la piste Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1986 O Fim da Pista
23. Arizona Love Jean-Michel Charlier, Jean Giraud Jean Giraud 1990 Arizona Love
Mister Blueberry (1881)
0. Apaches Jean Giraud Jean Giraud 2007 Apaches
1. Mister Blueberry Jean Giraud Jean Giraud 1995 Mister Blueberry
2. Ombres sur Tombstone Jean Giraud Jean Giraud 1997 Sombras sobre Tombstone
3. Geronimo l'Apache Jean Giraud Jean Giraud 1999 Gerónimo, o Apache
4. OK Corral Jean Giraud Jean Giraud 2003 OK Corral
5. Dust Jean Giraud Jean Giraud 2005 Dust
O sucesso e a evolução da narrativa justificou que surgissem novos títulos complementares, onde se desenvolveram novas linhas de acção. Assim surgiu a segunda série "Tenente Blueberry" ainda da dupla Charlier/Giraud que permitiu o início de um novo ciclo com o título "Nariz Partido" mas cujo falecimento de Charlier em 1989 veio interromper; a série "Mister Blueberry" escrita e desenhada apenas por Giraud, que nos álbuns já publicados nos mostra um Blueberry mais velho e cansado, a viver tranquilamente a vida como jogador profissional, cuja acção decorre em Tombstone, local onde ocorreu um dos episódios mais míticos do velho oeste: o duelo em O.K. Corral; a série "A Juventude de Blueberry" de Charlier/Giraud e continuada por Cortegianni/Wilson, que desenvolve o passado de Blueberry e finalmente a série "Marshal Blueberry" de Giraud, onde encontramos Blueberry a assumir as suas funções de Marshal interino numa pequena cidade fronteiriça chamada Heaven.
A série segue as histórias de Michael Steven Donovan, conhecido como "Blueberry", um nome que o próprio escolhe quando vê um arbusto de mirtilo ao fugir dos seus inimigos Sulistas. É deste modo que se iniciam as suas aventuras na Cavalaria dos Estados Unidos, pouco depois do início da Guerra Civil Americana.
Donovan é o filho de um rico dono de uma plantação Sulista e é inicialmente apresentado como um racista convicto. No entanto, é acusado por um crime que não cometeu, e, fugindo, é salvo por um escravo negro fugido. Torna-se então um inimigo de todo o tipo de discriminação, lutando contra os Confederados e tentando proteger os direitos dos Índios Americanos.
Em 2004 foi feito um filme francês, Blueberry (lançado nos EUA como Renegade), dirigido por Jan Kounen e estrelado por Vincent Cassel. Não muito bem aceito pelos fãs, com excesso de cenas esotéricas e ênfase no chamado "shamanismo" (os personagens consomem peiote e tem como guias espirituais nas viagens dimensionais índios místicos Chiricauas), deixando de lado a ação propriamente dita.
As aventuras de Blueberry são relatadas em quatro diferentes séries de álbuns: Blueberry, A Juventude de Blueberry, Marshall Blueberry e Mister Blueberry.
A Juventude de Blueberry (1861-1864)
1. La jeunesse de Blueberry Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1975 A Juventude de Blueberry
2. Un Yankee nommé Blueberry Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1978 Um Ianque Chamado Blueberry
3. Cavalier bleu Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1979 Sem tradução
4. Les démons du Missouri Jean-Michel Charlier Colin Wilson 1985 Os Demónios do Missouri
5. Terreur sur le Kansas Jean-Michel Charlier Colin Wilson 1987 Terror no Kansas
6. Le raid infernal Jean-Michel Charlier, François Corteggiani Colin Wilson 1987 O Raid Infernal
7. La pousuite impitoyable François Corteggiani Colin Wilson 1992 A Perseguição Implacável
8. Trois hommes pour Atlanta François Corteggiani Colin Wilson 1993 Três Homens para Atlanta
9. Le prix du sang François Corteggiani Colin Wilson 1994 Sem tradução
10. La solution Pinkerton François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 1998 Sem tradução
11. La piste des maudits François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2000 Sem tradução
12. Dernier train pour Washington François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2001 Sem tradução
13. Il faut tuer Lincoln François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2003 Sem tradução
14. Le boucher de Cincinnati François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2005 Sem tradução
15. La sirene de Vera-Cruz François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2006 Sem tradução
16. 100 dollars pour mourir François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2007 Sem tradução
17. Le Sentier des larmes François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2008 Sem tradução
18. 1276 âmes François Corteggiani Michel Blanc-Dumon 2009 Sem tradução
Blueberry (1867-1868)
1. Fort Navajo Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1965 Forte Navajo
2. Tonnerre à l'ouest Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1966 Tempestade no Oeste
3. L'aigle solitaire Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1967 A Águia Solitária
4. Le cavalier perdu Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1968 O Cavaleiro Perdido
5. La piste des Navajos Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1969 A Pista dos Navajos
6. L'homme à l'étoile d'argent Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1969 O Homem da Estrela de Prata
7. Le cheval de fer Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1970 O Cavalo de Ferro
8. L'homme au poing d'acier Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1970 O Homem do Punho de Aço
9. La piste des Sioux Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1971 A Pista dos Sioux
10. Général tête jaune Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1971 O General Cabeça Amarela
Marshal Blueberry (1868)
1. Sur ordre de Washington Jean Giraud William Vance 1991 À Ordem de Washington
2. Mission Shermann Jean Giraud William Vance 1993 Missão Sherman
3. Frontière sanglante Jean Giraud Michel Rouge 2000 Fronteira Sangrenta
Blueberry (1869-1881)
11. La mine de l'allemand perdu Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1972 A Mina do Alemão Perdido
12. Le spectre aux balles d'or Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1972 O Espectro das Balas de Ouro
13. Chihuahua Pearl Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1973 Chihuahua Pearl
14. L'homme qui valait 500 000 $ Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1973 O Homem Que Valia 500 000$
15. Ballade pour un cerceuil Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1974 Balada Para um Caixão
16. Le hors-la-loi Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1974 O Fora da Lei
17. Angel Face Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1975 Angel Face
18. Nez Cassé Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1980 Nariz Partido
19. La longue marche Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1980 A Longa March
20. La tribu fantôme Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1982 A Tribo Fantasma
21. La dernière carte Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1983 A Última Cartada
22. Le bout de la piste Jean-Michel Charlier Jean Giraud 1986 O Fim da Pista
23. Arizona Love Jean-Michel Charlier, Jean Giraud Jean Giraud 1990 Arizona Love
Mister Blueberry (1881)
0. Apaches Jean Giraud Jean Giraud 2007 Apaches
1. Mister Blueberry Jean Giraud Jean Giraud 1995 Mister Blueberry
2. Ombres sur Tombstone Jean Giraud Jean Giraud 1997 Sombras sobre Tombstone
3. Geronimo l'Apache Jean Giraud Jean Giraud 1999 Gerónimo, o Apache
4. OK Corral Jean Giraud Jean Giraud 2003 OK Corral
5. Dust Jean Giraud Jean Giraud 2005 Dust
domingo, 2 de maio de 2010
Jonah Hex
Jonah Hex é um personagem fictício de quadrinhos do gênero Western. Criado por John Albano e Tony DeZuniga, seus direitos pertencem a DC Comics. Ele apareceu pela primeira vez em All-Star Western #10, 1972.
Jonah é um pistoleiro caçador de recompensas. Do tipo anti-herói, sua face direita é toda deformada, o que o leva a se isolar do convívio das pessoas. Ele usa um uniforme dos soldados confederados (Guerra Civil Americana), o que o torna ainda um figura desagradável para seus conterrâneos nortistas que venceram a guerra.
Hex possui uma postura cínica, similar ao Pistoleiro sem nome, e sua roupa confederada lembra Josey Wales, ambos conhecidos personagens de filmes de Western interpretados por Clint Eastwood nos anos 60/70. O cowboy Wales, que surgiu no cinema em 1976, também lembra Hex por ter uma cicatriz no rosto, em decorrência de ter sido golpeado por uma espada de um vilão anti-sulista.
Jonah é filho de prostituta, luta contra o alcoolismo e viajou por toda a América (inclusive Latina) e chegou até a China. Foi casado e teve um filho. Foi desfigurado por um chefe Apache, que usou a machadinha para fazer em seu rosto "A marca do demônio". Em 1904 Jonah é morto durante um jogo de cartas (antes disso, ele foi transportado ao futuro para uma série de aventuras de ficção científica).
Como vilões Hex enfrenta principalmente Quentin Turnbull. É o pai do melhor amigo de Hex, Jeb Turnbull. Quentin culpa o pistoleiro pela morte do filho na Guerra Civil. Ele é um ator que se denomina Camaleão, e usa seus disfarces para tentar se vingar de Hex.
Outro inimigo é El Papagayo, um bandido mexicano. Na primeira história, Hex, enganado pelo Camaleão, se infiltrou no bando do mexicano para prendê-lo. Depois disso os dois voltariam a se defrontar várias vezes.
Algumas datas da história de Hex, colhidas em referências nas diversas aventuras:
1 de novembro de 1838: Jonah nasce
Junho de 1848: A mãe de Jonah foge com um vendedor
1853: Jonah salva o chefe de uma tribo de um puma. O chefe em gratidão adota Jonah como seu segundo filho.
1854: Jonah é traido por seu irmão e capturado por escravistas. Ao conseguir escapar, ele não retorna a tribo.
1859: Jonah fica noivo de Cassie Wainwright, mas ela morre num ataque de índios
1863: Jonah se rende as forças da União em Fort Charlotte.O pelotão de Jonah é capturado e massacrado durante uma tentativa de fuga (episódio similar mostrado em The Outlaw Josey Wales). Jonah é acusado de traição pelos companheiros.
1866: Jonah encontra seu irmão índio e o confronta em uma luta de machadinhas. Jonah mata seu irmão, mas é punido pelos outros índios que desfiguram sua face.
1875: Jonah casa com Mei Ling e promete deixar de ser um caçador de recompensas e pistoleiro.
1876: Nasce o filho de Jonah, Jason. Um mês depois Mei Ling pega Jason e deixa Jonah.
1904: Jonah é morto por George Barrow.
Jonah Hex apareceu ainda em Crise das Infinitas Terras (revista #3, 1985). Depois disso, em um evento bizarro, ele foi transportado para o século XXI, uma era pós-apocalípticia do tipo Mad Max (algumas histórias foram publicadas pela Editora Abril).
Jonah Hex apareceu em três mini-série do selo Vertigo durante os anos 90. Escritas por Joe R. Lansdale e desenhadas por Tim Truman. Derivada para o western-horror, enfrenta zumbis e espíritos malígnos
Em 2005 começa uma nova série de Jonah Hex, escrita por Justin Gray e Jimmy Palmiotti, com participação de Luke Ross. Jonah Hex continua a aparecer em várias revistas da DC Comics
Publicações
Como protagonista:
All-Star Western (#10-11; 1972)
Weird Western Tales (#12-14, #16-38; 1972-1977)
Jonah Hex (Vol. 1 #1-92; 1977-1985)
Jonah Hex Spectacular (#1; 1978/Fall)
Hex (#1-18; 1985-1987) (série de ficção científica)
Secret Origins (Vol. 3 #21; 1987/12)
Jonah Hex: Two Gun Mojo (#1-5; 1993)
Jonah Hex: Riders of the Worm and Such (#1-5; 1995)
Jonah Hex: Shadows West (#1-3; 1999)
Jonah Hex (Vol. 2 #1-Present; 2005-Present)
Como participante:
Batman (#237; 1971/12)
Justice League of America (#159, 160, 198, 199; 1978-1982)
Super Star Holiday Special: DC Special Series (Vol. 4 #21; 1980/Spring)
Comic Reader (#194; 1981/09)
Crisis on Infinite Earths (#3-5; 1985/06)
DC Challenge (#2-3, #11; 1985-1986)
Swamp Thing (#46; 1986/03)
Legion Of Super-Heroes (#23; 1986/06)
Swamp Thing (#85; 1989/04)
Time Masters (#2-3; 1990)
Justice League Europe Annual (#2; 1991/01)
Books of Magic (#4; 1991/02)
Armageddon: Alien Agenda (#3; 1992/01)
Zero Hour (#0; 1994/09)
Green Lantern (#195-196; 1995)
Kingdom Come (#4; 1997)
Unlimited Access (#1; 1997)
Generation Hex (#1; 1997/06)
Jonah Hex aparece em DC Comics/Marvel Amalgama. Ele se transformou em Jono Hex.
Superboy (#54-55, #71-75; 1998-2000)
Em 1998, uma mulher chamada Hex apareceu em Superboy.
Guns of the Dragon (#3; 1998/12)
The Kingdom (#2; 1998)
The Kents (#8, #10; 1998)
Wild Times: Deathblow (1999/08)
World's Funnest (2000)
Hawkman (#7; 2002/11)
Superman & Batman: Generations (Vol. 3 #8; 2003/10)
The Legion (#29; 2004/03)
Another Nail (#3; 2004/8)
Superman/Batman (#16; 2004/12)
Deadshot (#4; 2005/03)
Superman/Batman (#18; 2005/02)
Infinite Crisis (#6; 2006/04)
Uncle Sam and the Freedom Fighters (#3; 2006/11)
Na América Lusófona as aventuras de Jonah Hex apareceram pela primeira vez na revista "Reis do Faroeste" da Ebal, que depois lançaria a revista própria do personagem, publicada até 1984.
Ele apareceu em um episódio da série de desenhos animados de Batman: The Animated Series;e em outro da Justice League Unlimited.
Um filme de Jonah Hex está previsto para estrear em 2010.
Jonah é um pistoleiro caçador de recompensas. Do tipo anti-herói, sua face direita é toda deformada, o que o leva a se isolar do convívio das pessoas. Ele usa um uniforme dos soldados confederados (Guerra Civil Americana), o que o torna ainda um figura desagradável para seus conterrâneos nortistas que venceram a guerra.
Hex possui uma postura cínica, similar ao Pistoleiro sem nome, e sua roupa confederada lembra Josey Wales, ambos conhecidos personagens de filmes de Western interpretados por Clint Eastwood nos anos 60/70. O cowboy Wales, que surgiu no cinema em 1976, também lembra Hex por ter uma cicatriz no rosto, em decorrência de ter sido golpeado por uma espada de um vilão anti-sulista.
Jonah é filho de prostituta, luta contra o alcoolismo e viajou por toda a América (inclusive Latina) e chegou até a China. Foi casado e teve um filho. Foi desfigurado por um chefe Apache, que usou a machadinha para fazer em seu rosto "A marca do demônio". Em 1904 Jonah é morto durante um jogo de cartas (antes disso, ele foi transportado ao futuro para uma série de aventuras de ficção científica).
Como vilões Hex enfrenta principalmente Quentin Turnbull. É o pai do melhor amigo de Hex, Jeb Turnbull. Quentin culpa o pistoleiro pela morte do filho na Guerra Civil. Ele é um ator que se denomina Camaleão, e usa seus disfarces para tentar se vingar de Hex.
Outro inimigo é El Papagayo, um bandido mexicano. Na primeira história, Hex, enganado pelo Camaleão, se infiltrou no bando do mexicano para prendê-lo. Depois disso os dois voltariam a se defrontar várias vezes.
Algumas datas da história de Hex, colhidas em referências nas diversas aventuras:
1 de novembro de 1838: Jonah nasce
Junho de 1848: A mãe de Jonah foge com um vendedor
1853: Jonah salva o chefe de uma tribo de um puma. O chefe em gratidão adota Jonah como seu segundo filho.
1854: Jonah é traido por seu irmão e capturado por escravistas. Ao conseguir escapar, ele não retorna a tribo.
1859: Jonah fica noivo de Cassie Wainwright, mas ela morre num ataque de índios
1863: Jonah se rende as forças da União em Fort Charlotte.O pelotão de Jonah é capturado e massacrado durante uma tentativa de fuga (episódio similar mostrado em The Outlaw Josey Wales). Jonah é acusado de traição pelos companheiros.
1866: Jonah encontra seu irmão índio e o confronta em uma luta de machadinhas. Jonah mata seu irmão, mas é punido pelos outros índios que desfiguram sua face.
1875: Jonah casa com Mei Ling e promete deixar de ser um caçador de recompensas e pistoleiro.
1876: Nasce o filho de Jonah, Jason. Um mês depois Mei Ling pega Jason e deixa Jonah.
1904: Jonah é morto por George Barrow.
Jonah Hex apareceu ainda em Crise das Infinitas Terras (revista #3, 1985). Depois disso, em um evento bizarro, ele foi transportado para o século XXI, uma era pós-apocalípticia do tipo Mad Max (algumas histórias foram publicadas pela Editora Abril).
Jonah Hex apareceu em três mini-série do selo Vertigo durante os anos 90. Escritas por Joe R. Lansdale e desenhadas por Tim Truman. Derivada para o western-horror, enfrenta zumbis e espíritos malígnos
Em 2005 começa uma nova série de Jonah Hex, escrita por Justin Gray e Jimmy Palmiotti, com participação de Luke Ross. Jonah Hex continua a aparecer em várias revistas da DC Comics
Publicações
Como protagonista:
All-Star Western (#10-11; 1972)
Weird Western Tales (#12-14, #16-38; 1972-1977)
Jonah Hex (Vol. 1 #1-92; 1977-1985)
Jonah Hex Spectacular (#1; 1978/Fall)
Hex (#1-18; 1985-1987) (série de ficção científica)
Secret Origins (Vol. 3 #21; 1987/12)
Jonah Hex: Two Gun Mojo (#1-5; 1993)
Jonah Hex: Riders of the Worm and Such (#1-5; 1995)
Jonah Hex: Shadows West (#1-3; 1999)
Jonah Hex (Vol. 2 #1-Present; 2005-Present)
Como participante:
Batman (#237; 1971/12)
Justice League of America (#159, 160, 198, 199; 1978-1982)
Super Star Holiday Special: DC Special Series (Vol. 4 #21; 1980/Spring)
Comic Reader (#194; 1981/09)
Crisis on Infinite Earths (#3-5; 1985/06)
DC Challenge (#2-3, #11; 1985-1986)
Swamp Thing (#46; 1986/03)
Legion Of Super-Heroes (#23; 1986/06)
Swamp Thing (#85; 1989/04)
Time Masters (#2-3; 1990)
Justice League Europe Annual (#2; 1991/01)
Books of Magic (#4; 1991/02)
Armageddon: Alien Agenda (#3; 1992/01)
Zero Hour (#0; 1994/09)
Green Lantern (#195-196; 1995)
Kingdom Come (#4; 1997)
Unlimited Access (#1; 1997)
Generation Hex (#1; 1997/06)
Jonah Hex aparece em DC Comics/Marvel Amalgama. Ele se transformou em Jono Hex.
Superboy (#54-55, #71-75; 1998-2000)
Em 1998, uma mulher chamada Hex apareceu em Superboy.
Guns of the Dragon (#3; 1998/12)
The Kingdom (#2; 1998)
The Kents (#8, #10; 1998)
Wild Times: Deathblow (1999/08)
World's Funnest (2000)
Hawkman (#7; 2002/11)
Superman & Batman: Generations (Vol. 3 #8; 2003/10)
The Legion (#29; 2004/03)
Another Nail (#3; 2004/8)
Superman/Batman (#16; 2004/12)
Deadshot (#4; 2005/03)
Superman/Batman (#18; 2005/02)
Infinite Crisis (#6; 2006/04)
Uncle Sam and the Freedom Fighters (#3; 2006/11)
Na América Lusófona as aventuras de Jonah Hex apareceram pela primeira vez na revista "Reis do Faroeste" da Ebal, que depois lançaria a revista própria do personagem, publicada até 1984.
Ele apareceu em um episódio da série de desenhos animados de Batman: The Animated Series;e em outro da Justice League Unlimited.
Um filme de Jonah Hex está previsto para estrear em 2010.
sábado, 1 de maio de 2010
Dona Dos Meus Sonhos
Dona Dos Meus Sonhos
Os Monarcas
Composição: João Argenir dos Santos / Varguinhas
Teu andar macio me seduz teu olhar me faz delirar
Já faz tanto tempo que eu vivo pra te amar
Quando vou dormir penso em ti tu és dona do meu sonhar
Um amor assim não vivi que pena acordar
Quero dizer-te que serei teu
Até o dia que eu morrer
Pra ter você dou tudo que é meu
Sem teu amor nem quero viver
Quem me dera ser teu querer o motivo do teu sorrir
Vou gritar pro mundo saber sou louco por ti
Se acaso então me amar e dizer que gosta de mim
Nesse caso então vou cantar sou feliz, enfim
Os Monarcas
Composição: João Argenir dos Santos / Varguinhas
Teu andar macio me seduz teu olhar me faz delirar
Já faz tanto tempo que eu vivo pra te amar
Quando vou dormir penso em ti tu és dona do meu sonhar
Um amor assim não vivi que pena acordar
Quero dizer-te que serei teu
Até o dia que eu morrer
Pra ter você dou tudo que é meu
Sem teu amor nem quero viver
Quem me dera ser teu querer o motivo do teu sorrir
Vou gritar pro mundo saber sou louco por ti
Se acaso então me amar e dizer que gosta de mim
Nesse caso então vou cantar sou feliz, enfim
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Albino Manique
Albino Manique, natural de São Francisco de Paula (Rio Grande do Sul), foi um dos fundadores do grupo Os Mirins, que é um dos grupos mais tradicionais da região, tendo completado 50 anos de existência.
Ele é considerado um dos maiores gaiteiros do Brasil, tendo consagrado o seu nome pela sua maneira "excepcional" de tocar gaita. Até hoje, não há ninguém que se compare à sua técnica de tocar.
Em sua carreira gravou vários álbuns com o grupo Os Mirins, no qual hoje ele se dedica principalmente na àrea empresarial do grupo. Em meados dos anos 80 acompanhou o Teixeirinha na gravação de 3 discos. Também gravou 7 LPs e dois CDs solo.
Criou várias músicas como: Baile de Candieiro, Bombachudo, Madrugada e as consagradas Vaneirinhas do Amor, do Adeus e da Saudade.
LPs;
ALMA DE ACORDEON;
ALBINO MANIQUE (SEM TÍTULO 1);
ALBINO MANIQUE (SEM TÍTULO 2);
ALBINO MANIQUE "BAILE DE CANDIEIRO";
NO COMPASSO DA CORDEONA;
A GAITA DO RIO GRANDE;
DANÇANDO COM ALBINO MANIQUE;
ENTREVERO NO TECLADO;
O GAITEIRO;
EU E A ACORDEONA;
CDs;
A GAITA DE ALBINO MANIQUE;
O SOM DE ALBINO MANIQUE.
Ele é considerado um dos maiores gaiteiros do Brasil, tendo consagrado o seu nome pela sua maneira "excepcional" de tocar gaita. Até hoje, não há ninguém que se compare à sua técnica de tocar.
Em sua carreira gravou vários álbuns com o grupo Os Mirins, no qual hoje ele se dedica principalmente na àrea empresarial do grupo. Em meados dos anos 80 acompanhou o Teixeirinha na gravação de 3 discos. Também gravou 7 LPs e dois CDs solo.
Criou várias músicas como: Baile de Candieiro, Bombachudo, Madrugada e as consagradas Vaneirinhas do Amor, do Adeus e da Saudade.
LPs;
ALMA DE ACORDEON;
ALBINO MANIQUE (SEM TÍTULO 1);
ALBINO MANIQUE (SEM TÍTULO 2);
ALBINO MANIQUE "BAILE DE CANDIEIRO";
NO COMPASSO DA CORDEONA;
A GAITA DO RIO GRANDE;
DANÇANDO COM ALBINO MANIQUE;
ENTREVERO NO TECLADO;
O GAITEIRO;
EU E A ACORDEONA;
CDs;
A GAITA DE ALBINO MANIQUE;
O SOM DE ALBINO MANIQUE.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Sergio Leone
Sergio Leone (Roma, 3 de janeiro de 1929 — 30 de abril de 1989) foi um cineasta italiano.
Filho de um antigo industrial do cinema, ele ficou conhecido mundialmente por popularizar o género do western spaghetti. Ele começou com dezoito anos como assistente de direção em filmes de cineastas como Vittorio De Sica, Luigi Comencini e Mervyn LeRoy.
Foi só em 1960 que estreou como diretor em O Colosso de Rodes, mas em 1964 realiza o antológico Por um punhado de dólares, estrelado pelo novato Clint Eastwood. O filme teria duas sequências com o mesmo ator, formando a chamada trilogia dos dólares. Em 1969, já consagrado internacionalmente, finalizaria o seu projeto mais ambicioso até então, o filme Once Upon a Time in the West. Era para ser seu último western como diretor, mas acabaria aceitando realizar mais um da série, o filme Giù la testa, em 1971, também conhecido como Once Upon a Time… The Revolutionis. Passando os anos seguintes como produtor, somente em 1984 ele dirigiria seu último grande filme dessa segunda trilogia, conhecida por trilogia da América, e que acabou se tornando também o último filme que dirigiu em sua carreira.
Nos anos 60, quando o cinema italiano era essencialmente voltado para as comédias, Sergio Leone foi um dissidente, primeiro especializando-se em filmes épicos e depois na recriação do Oeste e nos filmes de western. Ele passou treze anos preparando o clássico Era uma vez na América, um épico ganguerista lançado em 1984 no Festival de Cannes.
Foi um dos mais brilhantes cineastas da sua geração e inventor de um estilo em que não faltam lances de pura genialidade. Ele é hoje fonte de inspiração para novos cineastas como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.
O Filme Por um punhado de dólares foi baseado no filme Yojimbo de Akira Kurosawa. Comédia satírica exuberante e impetuosa de Akira Kurosawa SOBRE A VIOLÊNCIA. Sergio Leone se inspirou profundamente neste filme e fez o clássico Por um punhado de dólares, com Clint Eastwood.
Once Upon a Time in America (1984)
Un genio, due compari, un pollo (1975)
Il mio nome è Nessuno (1973) (conceito original)
Giù la testa (1971)
C'era una volta il West (Once Upon a Time in the West) (1968)
Il buono, il brutto, il cattivo (The Good, the Bad and the Ugly) (1966)
Per qualche dollaro in più (For a Few Dollars More) (1965)
Per un pugno di dollari (A Fistful of Dollars) (1964)
Il cambio della guardia (1963) (algumas cenas)
Sodom and Gomorrah (1962)
Il Colosso di Rodi (1961)
Gli ultimi giorni di Pompei (1959)
Hanno rubato un tram (1954)
Recebeu uma nomeação ao Globo de Ouro e uma nomeação ao BAFTA, na categoria de melhor realizador, por Once Upon a Time in America (1984).
Filho de um antigo industrial do cinema, ele ficou conhecido mundialmente por popularizar o género do western spaghetti. Ele começou com dezoito anos como assistente de direção em filmes de cineastas como Vittorio De Sica, Luigi Comencini e Mervyn LeRoy.
Foi só em 1960 que estreou como diretor em O Colosso de Rodes, mas em 1964 realiza o antológico Por um punhado de dólares, estrelado pelo novato Clint Eastwood. O filme teria duas sequências com o mesmo ator, formando a chamada trilogia dos dólares. Em 1969, já consagrado internacionalmente, finalizaria o seu projeto mais ambicioso até então, o filme Once Upon a Time in the West. Era para ser seu último western como diretor, mas acabaria aceitando realizar mais um da série, o filme Giù la testa, em 1971, também conhecido como Once Upon a Time… The Revolutionis. Passando os anos seguintes como produtor, somente em 1984 ele dirigiria seu último grande filme dessa segunda trilogia, conhecida por trilogia da América, e que acabou se tornando também o último filme que dirigiu em sua carreira.
Nos anos 60, quando o cinema italiano era essencialmente voltado para as comédias, Sergio Leone foi um dissidente, primeiro especializando-se em filmes épicos e depois na recriação do Oeste e nos filmes de western. Ele passou treze anos preparando o clássico Era uma vez na América, um épico ganguerista lançado em 1984 no Festival de Cannes.
Foi um dos mais brilhantes cineastas da sua geração e inventor de um estilo em que não faltam lances de pura genialidade. Ele é hoje fonte de inspiração para novos cineastas como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.
O Filme Por um punhado de dólares foi baseado no filme Yojimbo de Akira Kurosawa. Comédia satírica exuberante e impetuosa de Akira Kurosawa SOBRE A VIOLÊNCIA. Sergio Leone se inspirou profundamente neste filme e fez o clássico Por um punhado de dólares, com Clint Eastwood.
Once Upon a Time in America (1984)
Un genio, due compari, un pollo (1975)
Il mio nome è Nessuno (1973) (conceito original)
Giù la testa (1971)
C'era una volta il West (Once Upon a Time in the West) (1968)
Il buono, il brutto, il cattivo (The Good, the Bad and the Ugly) (1966)
Per qualche dollaro in più (For a Few Dollars More) (1965)
Per un pugno di dollari (A Fistful of Dollars) (1964)
Il cambio della guardia (1963) (algumas cenas)
Sodom and Gomorrah (1962)
Il Colosso di Rodi (1961)
Gli ultimi giorni di Pompei (1959)
Hanno rubato un tram (1954)
Recebeu uma nomeação ao Globo de Ouro e uma nomeação ao BAFTA, na categoria de melhor realizador, por Once Upon a Time in America (1984).
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Colonização alemã no Rio Grande
A colonização alemã no Rio Grande do Sul foi motivada pela necessidade de povoar a região. O governo, convencido dos benefícios da imigração, enviou em 1822 à Europa o major Georg Anton von Schäffer para de recrutar interessados em emigrarem. Para convencer os interessados, o governo acenou com uma série de vantagens:
Passagem à custa do governo;
Concessão gratuita de um lote de terra de 78 hectares;
Subsidio diário de um franco ou 160 réis a cada colono no primeiro ano e metade no segundo;
Certa quantidade de bois, vacas, cavalos, porcos e galinhas, na proporção do número de pessoas de cada família;
Em 18 de julho de 1824 chegou a Porto Alegre a primeira leva de 39 imigrantes alemães, depois de passarem pelo Rio de Janeiro, onde eram recebidos e distribuídos pelo Monsenhor Miranda. Foram então enviados para a desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo, localizada à margem esquerda do Rio dos Sinos, onde chegaram em 25 de Julho de 1824.
A seguir foram chegando outras levas e foi tentada a criação das colônias de Três Forquilhas e São Pedro de Alcântara das Torres, com pouco sucesso.
Os primeiros colonos vieram de Holstein, Hamburgo, Mecklemburgo e Hanôver. Depois, passaram a predominar os oriundos de Hunsrück e do Palatinado. Além desses, vieram da Pomerânia, Westphalen e de Württemberg.
Entre 1824 e 1830 entraram no Rio Grande do Sul 5350 alemães. Por problemas políticos e depois por causa da Revolução Farroupilha a imigração ficou interrompida entre 1830 e 1844. Reiniciada a imigração, entre 1844 e 1850 chegaram mais dez mil imigrantes, e entre 1860 e 1889 outros dez mil. Entre 1890 e 1914 chegaram mais 17 mil alemães.
Os alemães inicialmente ocuparam o vale do Rio do Sinos, durante a Revolução Farroupilha alguns se deslocaram para Santa Maria, buscando se afastar dos combates. Depois de terminada a Revolução, os colonos se espalharam fundando colônias nos vales dos rios Taquari, Pardo e Pardinho, fundando Santa Cruz do Sul, a Colônia Santo Ângelo e a Colônia de Santa Maria do Mundo Novo. Às margens da Lagoa dos Patos fundaram São Lourenço do Sul.
Com a Proclamação da República, as terras devolutas passaram para os estados, assim como a responsabilidade pela colonização. No Rio Grande, o governo positivista defendeu a imigração espontânea e a colonização particular. Rapidamente, o planalto gaúcho foi transformada em zona colonial, com a instalação das colônias novas de iniciativa pública e privada, atraídas pelas possibilidades de exploração do comércio de terras e pela obtenção de lucros fáceis.
A fronteira da colonização, no início do século XX chegou ao noroeste do estado, criando Ijuí, Santa Rosa, entre outras, para logo depois atravessar o Rio Uruguai e migrar para o oeste de Santa Catarina e Paraná, além de colônias no norte da Argentina e no Paraguai.
Passada a Segunda Guerra Mundial a quantidade de imigrantes diminuiu muito, até se extinguir. A última colônia formada foi de um grupo de famílias menonitas que tendo emigrado para Santa Catarina na década de 1930, migraram para o Rio Grande do Sul, fixando-se ao sul de Bagé entre 1949 e 1951.
Para atender as necessidades de leitura e educação dos colonos logo foi criada uma imprensa local. A primeira obra que se tem notícia foi a cartilha, para estudantes, Neuestes ABC Buchstabier und Lesebuch, impressa em 1832 na gráfica de Claude Dubreuil em Porto Alegre.
Em 1836 surgiu O Colono Alemão publicado por Hermann von Salisch, fazendo propaganda da causa farroupilha aos colonos alemães, apesar dos planos de ser bilingue, foi publicado somente em português, provavelmente por falta de uma gráfica com tipos góticos.
O primeiro jornal em língua alemã foi Der Kolonist, que surgiu em Porto Alegre, em 1852. No final do século XIX a imprensa alemã já estava bem desenvolvida, com vários jornais, que se digladiavam entre si e competiam pelos leitores, como o Deutsche Zeitung, Deutsches Volksblatt e Deutsche Post.
Apesar das mais distintas origens e dialetos variados, prevaleceu o dialeto chamado de Hunsrückisch Platt ou formalmente Riograndenser Hunsrückisch, um falar germânico baseado primariamente no dialeto Hunsrückisch originado de seu berço europeu, a região do Hunsrück (que poderia ser traduzido como Hunsrique, em português), no estado de Rheinland-Pfalz (traduzido, entre outras formas, como Palatinado-Renâno, em português). Dialetos de regiões vizinhas ao Hunsrique, como a Baviera e a Suábia também influenciaram o alemão comum gaúcho-catarinense.
É importante frisar que ao se discutir os aspectos históricos da colonização alemã no Rio Grande do Sul não é necessário deduzir-se automaticamente que a língua alemã desapareceu do estado com o passar das décadas, seu início oficial tendo sido o ano de 1824. Especialmente após o período decretado como o Nacionalismo por Getúlio Vargas que proibia o uso de idiomas minoritários, mesmo em ambiente familiar. Conseqüentemente, sofreram os/as falantes de dialetos do alemão, inclusive a língua minoritária iídiche, uma língua indo-européia essencialmente germânica e pertencente ao grupo lingüístico Alto-Alemão, falada principal- e tradicionalmente, por judeus da Europa central e da Europa Oriental, mas também por aqui, inclusive em Porto Alegre, na capital do Rio Grande do Sul. Outros idiomas que foram muito perseguidos durante a era da nacionalização foram o italiano e o japonês. Tudo isso ocorreu sempre sob ameaças, coerções, encarceramentos e mesmo torturas.
Uma outra forma específica do idioma alemão que tem um histórico relacionado ao Rio Grande do Sul e a outras partes do país é o chamado Pomerano, em português. Esta língua, que também é chamada de Pommersch, Pommeranisch é uma língua natural das regiões nórdicas e geograficamente baixas da Alemanha e porções de países vizinhos. Daí o nome Baixo-Alemão ou Baixo-Saxão, Plattdeutsch em alemão ou mesmo Plattdüütsch, um termo formal que engloba as várias formas desse idioma nórdico. Na América Lusófona o idioma pomerano veio a fazer parte das mais diversas comunidades regionais como Pencas, localizada no estado do Espírito Santo), do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande.
É importante notar que o termo Pomerano também é atribuído ao idioma indo-europeu eslavo-ocidental, falado no norte da polônia, chamado de também de língua Cassúbia, Cachubo ou cassúbio. O Cassúbio pertence ao ramo Lequítico ocidental, juntamente com o idioma polaco, a língua nacional da Polônia, e o Polábio, uma língua que caiu em extinção em 1750 quando da morte de seu último falante autóctone. A maioria dos falantes de variedades de línguas eslavas ocidentais acabou adotando alguma forma do dialeto Baixo-Saxão ou Baixo-Alemão, também conhecido como Plattdeutsch em alemão padrão ou plattdüütsch, nesta língua, quando ocorreu o período de germanização da região. Portanto, existe todo um aspecto político envolvido neste assunto. Após a retomada dessas regiões nórdicas pela Polônia, o Cassúbio foi considerado, por longa data, um dos pais 'singulares e diferentes' dialetos da língua polonesa. No entanto, nos últimos anos, notavelmente após o colapso do Comunismo na Polônia, o governo vem implantando políticas lingüísticas mais positivas do ponto de vista dos/as defensores/as desta língua e de falares minoritários. A Polônia, portanto, está atualmente atuando em acordo com a nova onda de valorização a diversidade e variações lingüísticas no continente europeu.
Vários dialetos germânicos fazem parte do cotidiano das mais variadas comunidades espalhadas por todo o estado do Rio Grande em maior ou menor grau de uso. Além dos falares teutos, outras línguas minoritárias fazem parte da vida cultural viva do estado, entre elas o Talian, um dialeto com fortes laços ao Vêneto da Itália, o polonês e, entre outros, o Castelhano, comumente praticado nas regiões fronteiriças ao país com o Uruguai e a Argentina.
Algumas obras literárias procuraram retratar a imigração alemã no Rio Grande do Sul, tais como A ferro e fogo, de Josué Guimarães; Videiras de Cristal, de Luiz Antônio de Assis Brasil.
Passagem à custa do governo;
Concessão gratuita de um lote de terra de 78 hectares;
Subsidio diário de um franco ou 160 réis a cada colono no primeiro ano e metade no segundo;
Certa quantidade de bois, vacas, cavalos, porcos e galinhas, na proporção do número de pessoas de cada família;
Em 18 de julho de 1824 chegou a Porto Alegre a primeira leva de 39 imigrantes alemães, depois de passarem pelo Rio de Janeiro, onde eram recebidos e distribuídos pelo Monsenhor Miranda. Foram então enviados para a desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo, localizada à margem esquerda do Rio dos Sinos, onde chegaram em 25 de Julho de 1824.
A seguir foram chegando outras levas e foi tentada a criação das colônias de Três Forquilhas e São Pedro de Alcântara das Torres, com pouco sucesso.
Os primeiros colonos vieram de Holstein, Hamburgo, Mecklemburgo e Hanôver. Depois, passaram a predominar os oriundos de Hunsrück e do Palatinado. Além desses, vieram da Pomerânia, Westphalen e de Württemberg.
Entre 1824 e 1830 entraram no Rio Grande do Sul 5350 alemães. Por problemas políticos e depois por causa da Revolução Farroupilha a imigração ficou interrompida entre 1830 e 1844. Reiniciada a imigração, entre 1844 e 1850 chegaram mais dez mil imigrantes, e entre 1860 e 1889 outros dez mil. Entre 1890 e 1914 chegaram mais 17 mil alemães.
Os alemães inicialmente ocuparam o vale do Rio do Sinos, durante a Revolução Farroupilha alguns se deslocaram para Santa Maria, buscando se afastar dos combates. Depois de terminada a Revolução, os colonos se espalharam fundando colônias nos vales dos rios Taquari, Pardo e Pardinho, fundando Santa Cruz do Sul, a Colônia Santo Ângelo e a Colônia de Santa Maria do Mundo Novo. Às margens da Lagoa dos Patos fundaram São Lourenço do Sul.
Com a Proclamação da República, as terras devolutas passaram para os estados, assim como a responsabilidade pela colonização. No Rio Grande, o governo positivista defendeu a imigração espontânea e a colonização particular. Rapidamente, o planalto gaúcho foi transformada em zona colonial, com a instalação das colônias novas de iniciativa pública e privada, atraídas pelas possibilidades de exploração do comércio de terras e pela obtenção de lucros fáceis.
A fronteira da colonização, no início do século XX chegou ao noroeste do estado, criando Ijuí, Santa Rosa, entre outras, para logo depois atravessar o Rio Uruguai e migrar para o oeste de Santa Catarina e Paraná, além de colônias no norte da Argentina e no Paraguai.
Passada a Segunda Guerra Mundial a quantidade de imigrantes diminuiu muito, até se extinguir. A última colônia formada foi de um grupo de famílias menonitas que tendo emigrado para Santa Catarina na década de 1930, migraram para o Rio Grande do Sul, fixando-se ao sul de Bagé entre 1949 e 1951.
Para atender as necessidades de leitura e educação dos colonos logo foi criada uma imprensa local. A primeira obra que se tem notícia foi a cartilha, para estudantes, Neuestes ABC Buchstabier und Lesebuch, impressa em 1832 na gráfica de Claude Dubreuil em Porto Alegre.
Em 1836 surgiu O Colono Alemão publicado por Hermann von Salisch, fazendo propaganda da causa farroupilha aos colonos alemães, apesar dos planos de ser bilingue, foi publicado somente em português, provavelmente por falta de uma gráfica com tipos góticos.
O primeiro jornal em língua alemã foi Der Kolonist, que surgiu em Porto Alegre, em 1852. No final do século XIX a imprensa alemã já estava bem desenvolvida, com vários jornais, que se digladiavam entre si e competiam pelos leitores, como o Deutsche Zeitung, Deutsches Volksblatt e Deutsche Post.
Apesar das mais distintas origens e dialetos variados, prevaleceu o dialeto chamado de Hunsrückisch Platt ou formalmente Riograndenser Hunsrückisch, um falar germânico baseado primariamente no dialeto Hunsrückisch originado de seu berço europeu, a região do Hunsrück (que poderia ser traduzido como Hunsrique, em português), no estado de Rheinland-Pfalz (traduzido, entre outras formas, como Palatinado-Renâno, em português). Dialetos de regiões vizinhas ao Hunsrique, como a Baviera e a Suábia também influenciaram o alemão comum gaúcho-catarinense.
É importante frisar que ao se discutir os aspectos históricos da colonização alemã no Rio Grande do Sul não é necessário deduzir-se automaticamente que a língua alemã desapareceu do estado com o passar das décadas, seu início oficial tendo sido o ano de 1824. Especialmente após o período decretado como o Nacionalismo por Getúlio Vargas que proibia o uso de idiomas minoritários, mesmo em ambiente familiar. Conseqüentemente, sofreram os/as falantes de dialetos do alemão, inclusive a língua minoritária iídiche, uma língua indo-européia essencialmente germânica e pertencente ao grupo lingüístico Alto-Alemão, falada principal- e tradicionalmente, por judeus da Europa central e da Europa Oriental, mas também por aqui, inclusive em Porto Alegre, na capital do Rio Grande do Sul. Outros idiomas que foram muito perseguidos durante a era da nacionalização foram o italiano e o japonês. Tudo isso ocorreu sempre sob ameaças, coerções, encarceramentos e mesmo torturas.
Uma outra forma específica do idioma alemão que tem um histórico relacionado ao Rio Grande do Sul e a outras partes do país é o chamado Pomerano, em português. Esta língua, que também é chamada de Pommersch, Pommeranisch é uma língua natural das regiões nórdicas e geograficamente baixas da Alemanha e porções de países vizinhos. Daí o nome Baixo-Alemão ou Baixo-Saxão, Plattdeutsch em alemão ou mesmo Plattdüütsch, um termo formal que engloba as várias formas desse idioma nórdico. Na América Lusófona o idioma pomerano veio a fazer parte das mais diversas comunidades regionais como Pencas, localizada no estado do Espírito Santo), do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande.
É importante notar que o termo Pomerano também é atribuído ao idioma indo-europeu eslavo-ocidental, falado no norte da polônia, chamado de também de língua Cassúbia, Cachubo ou cassúbio. O Cassúbio pertence ao ramo Lequítico ocidental, juntamente com o idioma polaco, a língua nacional da Polônia, e o Polábio, uma língua que caiu em extinção em 1750 quando da morte de seu último falante autóctone. A maioria dos falantes de variedades de línguas eslavas ocidentais acabou adotando alguma forma do dialeto Baixo-Saxão ou Baixo-Alemão, também conhecido como Plattdeutsch em alemão padrão ou plattdüütsch, nesta língua, quando ocorreu o período de germanização da região. Portanto, existe todo um aspecto político envolvido neste assunto. Após a retomada dessas regiões nórdicas pela Polônia, o Cassúbio foi considerado, por longa data, um dos pais 'singulares e diferentes' dialetos da língua polonesa. No entanto, nos últimos anos, notavelmente após o colapso do Comunismo na Polônia, o governo vem implantando políticas lingüísticas mais positivas do ponto de vista dos/as defensores/as desta língua e de falares minoritários. A Polônia, portanto, está atualmente atuando em acordo com a nova onda de valorização a diversidade e variações lingüísticas no continente europeu.
Vários dialetos germânicos fazem parte do cotidiano das mais variadas comunidades espalhadas por todo o estado do Rio Grande em maior ou menor grau de uso. Além dos falares teutos, outras línguas minoritárias fazem parte da vida cultural viva do estado, entre elas o Talian, um dialeto com fortes laços ao Vêneto da Itália, o polonês e, entre outros, o Castelhano, comumente praticado nas regiões fronteiriças ao país com o Uruguai e a Argentina.
Algumas obras literárias procuraram retratar a imigração alemã no Rio Grande do Sul, tais como A ferro e fogo, de Josué Guimarães; Videiras de Cristal, de Luiz Antônio de Assis Brasil.
terça-feira, 27 de abril de 2010
They Died With Their Boots On
They Died with Their Boots On (br / pt: O Intrépido General Custer) é um filme biográfico do famoso General Custer, realizado por Raoul Walsh em 1941.
Errol Flynn interpreta o General George Armstrong Custer nessa crônica sobre a sua vida, desde os dias em West Point até à Guerra Civil Americana e a sua reputação como herói da fronteira, imortalizado pela Batalha de Little Big Horn.
Errol Flynn - George Armstrong Custer
Olivia DeHavilland - Elizabeth Bacon
Arthur Kennedy - Ned Sharp
Charley Grapewin - Califórnia Joe
Gene Lockhart - Samuel Bacon, Esq.
Anthony Quinn - Cavalo Louco (Crazy Horse)
Stanley Ridges - Maj. Romulus Taipe
John Litel - Gen. Phil Sheridan
Walter Hampden - William Sharp
Sydney Greenstreet - Tenente-General Winfield Scott
Regis Toomey - Fitzhugh Lee
Hattie McDaniel - Callie
http://www.youtube.com/watch?v=nikMneu7H90&playnext_from=TL&videos=UFUkDEyCRfE
Errol Flynn interpreta o General George Armstrong Custer nessa crônica sobre a sua vida, desde os dias em West Point até à Guerra Civil Americana e a sua reputação como herói da fronteira, imortalizado pela Batalha de Little Big Horn.
Errol Flynn - George Armstrong Custer
Olivia DeHavilland - Elizabeth Bacon
Arthur Kennedy - Ned Sharp
Charley Grapewin - Califórnia Joe
Gene Lockhart - Samuel Bacon, Esq.
Anthony Quinn - Cavalo Louco (Crazy Horse)
Stanley Ridges - Maj. Romulus Taipe
John Litel - Gen. Phil Sheridan
Walter Hampden - William Sharp
Sydney Greenstreet - Tenente-General Winfield Scott
Regis Toomey - Fitzhugh Lee
Hattie McDaniel - Callie
http://www.youtube.com/watch?v=nikMneu7H90&playnext_from=TL&videos=UFUkDEyCRfE
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Fatores Que Motivaram A Busca Da Nossa Autodeterminação
Fatores Que Motivaram A Busca Da Nossa Autodeterminação:
Diversos têm sido os fatores que nos impulsionam na direção da busca de nossa autodeterminação, e é necessário torna-los públicos, pois a grande maioria da população sulista desconhece nossa potencialidade. Foi com este propósito, após a troca de pensamentos convergentes, em sucessivos encontros que elaboramos o presente trabalho, cujo desiderato maior é apresentá-lo aos sulistas que sonham com a Independência, como forma de contribuição à mais rápida e eficiente forma de levarmos a cabo o exercício do direito à nossa autodeterminação.
1 . Fatores políticos: o não respeito, na prática da regra constitucional de que "todos são iguais perante a lei", permitindo que a representação parlamentar seja viciada. Cinco estados do Norte e do Nordeste, com 3 milhões de eleitores elegem 15 Senadores e 46 deputados federais. Santa Catarina, também com mais 3 milhões de eleitores, elege apenas 3 senadores e 16 deputados federais. Esta perniciosa representação parlamentar quebra do preceito estabelecido na Constituição e igualdade entre os Estados. A existência de uma política financeira que premia a especulação e penaliza a produção. A atual ausência de autonomia legislativa que deveria ser conferida às Assembléias Legislativas dos Estados, que permita legislar sobre matéria cultural, providenciária, sanitária, penal, tributária e outras. O descaso com que o Sul tem sido distinguido permanentemente, relegando sempre a um segundo plano os projetos e os anseios da Região Sul do Brasil.
2 . Fatores Tributários: A abominável sangria tributária a que a região Sul está submetida e a má distribuição do bolo tributário que privilegia regiões, discriminando outras, bem como a má distribuição do nosso esforço tributário que contempla oligarquias políticas e monopólios econômicos do Norte e Nordeste, prejudicando as populações carentes daquelas regiões. A permanente discriminação orçamentária, que relega a Região Sul a quase inexistência de investimentos federais;
3 . Fatores Econômicos: A Região Sul tem todos os requisitos necessários para se tornar uma das Nações mais prósperas do Planeta. O potencial que demonstra ser a região Sul superavitária em sua balança comercial, viabiliza o projeto em termos econômicos.
4 . Fatores Geográficos: Com uma área de 577.000 quilômetros quadrados a Região Sul, composta pelos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande. do Sul, apresenta uma situação geográfica altamente favorável. Possuímos planaltos, planícies, serras, matas, rios navegáveis, um litoral imenso e um clima temperado, que nos toma uma região agrícola altamente produtiva, facultando-nos as mais diversificadas culturas. Esta geografia apresenta ainda potencial turístico que inexiste na grande maioria dos países que têm no turismo uma de suas atividades mais importantes. O litoral catarinense é prodigioso em turismo e pesca. As serras gaúchas e catarinenses são conhecidas no exterior pela sua neve e clima de inverno. Os rios navegáveis e suas cataratas além de gerarem toda a energia que necessitamos, deslumbram o mundo. Nosso litoral, com mais de 1500 quilômetros e seus cinco Portos em atividade, causam inveja a países já desenvolvidos. A Região Sul confina com três países do Cone Sul: Paraguai, Uruguai e Argentina, com quem partilhamos um intercâmbio comercial: O Mercosul, além das afinidades existentes pela geografia, clima, etnia e no campo das atividades culturais. Um aproveitamento racional desta geografia nos trará autonomia no campo energético, na indústria turística, na agricultura, na pecuária e em muitos outros campos das atividades econômicas, além de nos permitir um sistema natural de escoamento de produção. Em extensão geográfica, a Região Sul é maior do que 116 dos atuais 194 países existentes.
5 . Fatores Culturais: Com uma miscigenação de raças composta por europeus, africanos, americanos e asiáticos em menor escala, somos detentores de uma diversificadíssima cultura, que se expressa através dos costumes e das tradições que esta região cultiva, de onde se projetaram expressões artísticas para o mundo inteiro.
6 . Fatores Sociais: A crescente pauperização da população sulista e a acentuada degradação social, com a proliferação das condições subumanas, são fatores que causam indignação, principalmente porque não existe perspectiva de reversão deste caótico quadro.
7 . Fatores Morais: A falta de investigação seria e veloz nas constantes e crescentes denúncias de estelionato, de peculato, de formação de quadrilha com o erário público, com a impunidade que graça nos altos escalões do sistema pseudo-federativo brasileiro, nos fazem acreditar na veracidade e atualidade das afirmações de Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto"...
8 . Fatores Históricos: Por fatores semelhantes aos atuais, nossos ancestrais já empunharam a bandeira da Independência e da autonomia. A República Juliana e a República do Piratini são testemunhas seculares de que não estamos fazendo nada de novo, apenas dando vazão ao centenário ideal de autodeterminação. A Guerra do Contestado, a Revolução Federalista de 1893, a Revolução de 1930, a República de Lorena e a eclosão de outros movimentos bélicos ocorridos nas diversas regiões que compõem os três Estados sulistas, nos legam a consciência de que a falta de autonomia, sempre foi objeto de insatisfação sulista, seja plena ou parcial, motivo pelo qual entendemos que somos a continuação de história inacabada, que nos outorgou fortes exemplos de que somos herdeiros de uma personalidade aguerrida e que sabemos lutar para defender nossos ideais... Nós, os sulistas, quando o combate tomava-se inevitável, sempre éramos chamados, desde os tempos do Império, ora para consolidar governos e formas de governo, ora para fixar e expandir fronteiras. Não é sem razão, que o sulista sempre afirmou orgulhoso, que as fronteiras brasileiras se consolidaram na "ponta de sua lança e nas patas de seus cavalos", Somos um povo que tem seu passado escrito com o sangue e o trabalho de nossos ancestrais, e exatamente por termos consciência deste patrimônio histórico, é que nos sentimos responsáveis pela história que haveremos de deixar para os que vierem depois de nós. Somos amantes do trabalho e da liberdade, mas queremos ser os responsáveis pelo nosso futuro.
Diversos têm sido os fatores que nos impulsionam na direção da busca de nossa autodeterminação, e é necessário torna-los públicos, pois a grande maioria da população sulista desconhece nossa potencialidade. Foi com este propósito, após a troca de pensamentos convergentes, em sucessivos encontros que elaboramos o presente trabalho, cujo desiderato maior é apresentá-lo aos sulistas que sonham com a Independência, como forma de contribuição à mais rápida e eficiente forma de levarmos a cabo o exercício do direito à nossa autodeterminação.
1 . Fatores políticos: o não respeito, na prática da regra constitucional de que "todos são iguais perante a lei", permitindo que a representação parlamentar seja viciada. Cinco estados do Norte e do Nordeste, com 3 milhões de eleitores elegem 15 Senadores e 46 deputados federais. Santa Catarina, também com mais 3 milhões de eleitores, elege apenas 3 senadores e 16 deputados federais. Esta perniciosa representação parlamentar quebra do preceito estabelecido na Constituição e igualdade entre os Estados. A existência de uma política financeira que premia a especulação e penaliza a produção. A atual ausência de autonomia legislativa que deveria ser conferida às Assembléias Legislativas dos Estados, que permita legislar sobre matéria cultural, providenciária, sanitária, penal, tributária e outras. O descaso com que o Sul tem sido distinguido permanentemente, relegando sempre a um segundo plano os projetos e os anseios da Região Sul do Brasil.
2 . Fatores Tributários: A abominável sangria tributária a que a região Sul está submetida e a má distribuição do bolo tributário que privilegia regiões, discriminando outras, bem como a má distribuição do nosso esforço tributário que contempla oligarquias políticas e monopólios econômicos do Norte e Nordeste, prejudicando as populações carentes daquelas regiões. A permanente discriminação orçamentária, que relega a Região Sul a quase inexistência de investimentos federais;
3 . Fatores Econômicos: A Região Sul tem todos os requisitos necessários para se tornar uma das Nações mais prósperas do Planeta. O potencial que demonstra ser a região Sul superavitária em sua balança comercial, viabiliza o projeto em termos econômicos.
4 . Fatores Geográficos: Com uma área de 577.000 quilômetros quadrados a Região Sul, composta pelos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande. do Sul, apresenta uma situação geográfica altamente favorável. Possuímos planaltos, planícies, serras, matas, rios navegáveis, um litoral imenso e um clima temperado, que nos toma uma região agrícola altamente produtiva, facultando-nos as mais diversificadas culturas. Esta geografia apresenta ainda potencial turístico que inexiste na grande maioria dos países que têm no turismo uma de suas atividades mais importantes. O litoral catarinense é prodigioso em turismo e pesca. As serras gaúchas e catarinenses são conhecidas no exterior pela sua neve e clima de inverno. Os rios navegáveis e suas cataratas além de gerarem toda a energia que necessitamos, deslumbram o mundo. Nosso litoral, com mais de 1500 quilômetros e seus cinco Portos em atividade, causam inveja a países já desenvolvidos. A Região Sul confina com três países do Cone Sul: Paraguai, Uruguai e Argentina, com quem partilhamos um intercâmbio comercial: O Mercosul, além das afinidades existentes pela geografia, clima, etnia e no campo das atividades culturais. Um aproveitamento racional desta geografia nos trará autonomia no campo energético, na indústria turística, na agricultura, na pecuária e em muitos outros campos das atividades econômicas, além de nos permitir um sistema natural de escoamento de produção. Em extensão geográfica, a Região Sul é maior do que 116 dos atuais 194 países existentes.
5 . Fatores Culturais: Com uma miscigenação de raças composta por europeus, africanos, americanos e asiáticos em menor escala, somos detentores de uma diversificadíssima cultura, que se expressa através dos costumes e das tradições que esta região cultiva, de onde se projetaram expressões artísticas para o mundo inteiro.
6 . Fatores Sociais: A crescente pauperização da população sulista e a acentuada degradação social, com a proliferação das condições subumanas, são fatores que causam indignação, principalmente porque não existe perspectiva de reversão deste caótico quadro.
7 . Fatores Morais: A falta de investigação seria e veloz nas constantes e crescentes denúncias de estelionato, de peculato, de formação de quadrilha com o erário público, com a impunidade que graça nos altos escalões do sistema pseudo-federativo brasileiro, nos fazem acreditar na veracidade e atualidade das afirmações de Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto"...
8 . Fatores Históricos: Por fatores semelhantes aos atuais, nossos ancestrais já empunharam a bandeira da Independência e da autonomia. A República Juliana e a República do Piratini são testemunhas seculares de que não estamos fazendo nada de novo, apenas dando vazão ao centenário ideal de autodeterminação. A Guerra do Contestado, a Revolução Federalista de 1893, a Revolução de 1930, a República de Lorena e a eclosão de outros movimentos bélicos ocorridos nas diversas regiões que compõem os três Estados sulistas, nos legam a consciência de que a falta de autonomia, sempre foi objeto de insatisfação sulista, seja plena ou parcial, motivo pelo qual entendemos que somos a continuação de história inacabada, que nos outorgou fortes exemplos de que somos herdeiros de uma personalidade aguerrida e que sabemos lutar para defender nossos ideais... Nós, os sulistas, quando o combate tomava-se inevitável, sempre éramos chamados, desde os tempos do Império, ora para consolidar governos e formas de governo, ora para fixar e expandir fronteiras. Não é sem razão, que o sulista sempre afirmou orgulhoso, que as fronteiras brasileiras se consolidaram na "ponta de sua lança e nas patas de seus cavalos", Somos um povo que tem seu passado escrito com o sangue e o trabalho de nossos ancestrais, e exatamente por termos consciência deste patrimônio histórico, é que nos sentimos responsáveis pela história que haveremos de deixar para os que vierem depois de nós. Somos amantes do trabalho e da liberdade, mas queremos ser os responsáveis pelo nosso futuro.
domingo, 25 de abril de 2010
Gary Cooper
Gary Cooper (Helena, 7 de maio de 1901 – Los Angeles, 13 de maio de 1961) foi um ator anglo-estado-unidense duas vezes vezes vencedor do prêmio Oscar de melhor ator. Sua carreira durou desde a década de 1920 até o ano de sua morte, tendo atuado em mais de cem filmes. Ele era reconhecido por seu forte estilo de atuação, e pelos vários papéis que teve em filmes do gênero Western.
Cooper desde criança ajudava seu pai a cuidar do rancho da família. Na infância também passou uma temporada na Inglaterra junto com a sua mãe e seu irmão. De volta aos EUA continuou a ajudar o pai no rancho. Até que entrou para a faculdade, onde teve o primeiro contato com a arte da atuação. Em 1925 começou a participar como extra em produções hollywoodianas, até que em 1926 conseguiu seu primeiro papel de coadjuvante, começando assim sua brilhante carreira no mundo do cinema.
Cooper foi casado apenas uma vez de 1933 até a sua morte em 1961, com Sandra Shaw com quem teve uma filha. Apesar de ter sido casado durante todo esse tempo, o ator ficou famoso pela sua extensa lista de amantes ao longo do casamento.
Em 1960 fez duas cirurgias para retirada de câncer de prostáta e em seguida no cólon. Os médicos acreditavam que ele estava curado, até que em 1961, quando estava filmando na Inglaterra, o ator começou a sentir fortes dores no pescoço e no ombro e após uma consulta descobriu que o câncer havia se espalhado para o pulmão e os ossos. O ator acabou optando por não fazer tratamentos pesados e acabou falecendo no mesmo ano, aos 60 anos de idade.
Dick Turpin (1925)
The Thundering Herd (1925)
Wild Horse Mesa (1925)
The Lucky Horseshoe (1925)
The Vanishing American ("Alma Cabocla")(1925)
The Eagle ("A Águia") (1925)
Tricks (1925)
Three Pals (1926)
The Enchanted Hill ("A Montanha Encantada") (1926)
Watch Your Wife (1926)
The Winning of Barbara Worth ("O Beijo Ardente") (1926)
Old Ironsides (1926)
It (1927)
Arizona Bound (1927)
Children of Divorce (1927)
The Last Outlaw (1927)
Wings ("Asas") (1927)
Nevada(1927)
Half a Bride (1928)
Beau Sabreur (1928)
Doomsday (1928)
The Legion of the Condemned (1928)
Lilac Time (1928)
The First Kiss (1928)
The Shopworn Angel (1928)
The Wolf Song (1929)
Betrayal (1929)
The Virginian ("Agora ou Nunca") (1929)
Seven Days' Leave (1930)
Only the Brave(1930)
Paramount on Parade (1930)
The Texan (1930)
A Man from Wyoming (1930)
The Spoilers (1930)
Morocco ("Marrocos") (1930)
Fighting Caravans (1931)
City Streets (1931)
I Take This Woman (1931)
His Woman (1931)
Make Me a Star (1932) (Participação)
Devil and the Deep (1932)
A Farewell to Arms ("Adeus às Armas") (1932)
If I Had A Million (1932)
Today We Live (1933)
One Sunday Afternoon (1933)
Alice in Wonderland (1933) (Alice no País das Maravilhas) (1933)
Design for Living (1933)
Operator 13 (1934)
Now and Forever (1934)
The Lives of a Bengal Lancer" ("Lanceiros da Índia") (1935)
The Wedding Night (1935)
Peter Ibbetson (1935)
Desire (1936)
Mr. Deeds Goes to Town ("O Galante Mr. Deeds") (1936)
Hollywood Boulevard (1936) (Participação)
The General Died at Dawn (1936)
The Plainsman (1936)
Souls at Sea (1937)
Bluebeard's Eighth Wife (1938)
The Adventures of Marco Polo (1938)
The Cowboy and the Lady (1938)
Beau Geste (1939)
The Real Glory ("A Verdadeira Glória") (1939)
The Westerner ("A Última Fronteira") (1940)
North West Mounted Police ("Legião de Heróis") (1940) (Primeiro filme em Technicolor)
Meet John Doe ("Adorável Vagabundo") (1941)
Sergeant York ("Sargento York") (1941)
Ball of Fire ("Bola de Fogo") (1941)
The Pride of the Yankees ("Ídolo, Amante e Herói") (1942)
For Who the Bell Tolls ("Por Quem os Sinos Dobram") (1943)
The Story of Dr. Wassell (1944)
Casanova Brown (1944)
Along Came Jones (1945)
Saratoga Trunk (1945)
Cloak and Dagger (1946)
Variety Girl (1947) (Participação)
Unconquered (1947)
Good Sam (1948)
The Fountainhead ("Vontade Indômita") (1949)
It's a Great Feeling (1949) (Participação)
Task Force (1949)
Bright Leaf (1950)
Dallas (1950)
You're in the Navy Now (1951)
It's a Big Country (1951)
Starlift (1951) (Participação)
Distant Drums ("Tambores Distantes") (1951)
High Noon ("Matar ou Morrer") (1952)
Springfield Rifle (1952)
Return to Paradise (1953)
Blowing Wild (1953)
Boum sur Paris (1954)
Garden of Evil (1954)
Vera Cruz (1954)
The Court-Martial of Billy Mitchell (1955)
Friendly Persuasion ("Sublime Tentação") (1956)
Love in the Afternoon ("Amor na Tarde") (1957)
Ten North Frederick (1958)
Man of the West (1958)
The Hanging Tree (1959)
Alias Jesse James (1959) (Participação)
They Came To Cordura (1959)
Premier Khrushchev in the USA (1959) (documentário)
The Wreck of the Mary Deare ("O Navio Condenado") (1959)
The Naked Edge (1961)
5 indicações e 2 premiações do Óscar de Melhor Ator, nos seguintes filmes:
Mr. Deeds Goes to Town (1936)
Sergeant York (1941) Vencedor
The Pride of the Yankees(1942)
For Whom the Bell Tolls (1943)
High Noon (1952) Vencedor
Recebeu em 1961 um prêmio Óscar Honorário pelo conjunto da obra.
Em 1999, o American Film Institute nomeou Cooper como o décimo-primeiro maior ator de todos os tempos.
Cooper desde criança ajudava seu pai a cuidar do rancho da família. Na infância também passou uma temporada na Inglaterra junto com a sua mãe e seu irmão. De volta aos EUA continuou a ajudar o pai no rancho. Até que entrou para a faculdade, onde teve o primeiro contato com a arte da atuação. Em 1925 começou a participar como extra em produções hollywoodianas, até que em 1926 conseguiu seu primeiro papel de coadjuvante, começando assim sua brilhante carreira no mundo do cinema.
Cooper foi casado apenas uma vez de 1933 até a sua morte em 1961, com Sandra Shaw com quem teve uma filha. Apesar de ter sido casado durante todo esse tempo, o ator ficou famoso pela sua extensa lista de amantes ao longo do casamento.
Em 1960 fez duas cirurgias para retirada de câncer de prostáta e em seguida no cólon. Os médicos acreditavam que ele estava curado, até que em 1961, quando estava filmando na Inglaterra, o ator começou a sentir fortes dores no pescoço e no ombro e após uma consulta descobriu que o câncer havia se espalhado para o pulmão e os ossos. O ator acabou optando por não fazer tratamentos pesados e acabou falecendo no mesmo ano, aos 60 anos de idade.
Dick Turpin (1925)
The Thundering Herd (1925)
Wild Horse Mesa (1925)
The Lucky Horseshoe (1925)
The Vanishing American ("Alma Cabocla")(1925)
The Eagle ("A Águia") (1925)
Tricks (1925)
Three Pals (1926)
The Enchanted Hill ("A Montanha Encantada") (1926)
Watch Your Wife (1926)
The Winning of Barbara Worth ("O Beijo Ardente") (1926)
Old Ironsides (1926)
It (1927)
Arizona Bound (1927)
Children of Divorce (1927)
The Last Outlaw (1927)
Wings ("Asas") (1927)
Nevada(1927)
Half a Bride (1928)
Beau Sabreur (1928)
Doomsday (1928)
The Legion of the Condemned (1928)
Lilac Time (1928)
The First Kiss (1928)
The Shopworn Angel (1928)
The Wolf Song (1929)
Betrayal (1929)
The Virginian ("Agora ou Nunca") (1929)
Seven Days' Leave (1930)
Only the Brave(1930)
Paramount on Parade (1930)
The Texan (1930)
A Man from Wyoming (1930)
The Spoilers (1930)
Morocco ("Marrocos") (1930)
Fighting Caravans (1931)
City Streets (1931)
I Take This Woman (1931)
His Woman (1931)
Make Me a Star (1932) (Participação)
Devil and the Deep (1932)
A Farewell to Arms ("Adeus às Armas") (1932)
If I Had A Million (1932)
Today We Live (1933)
One Sunday Afternoon (1933)
Alice in Wonderland (1933) (Alice no País das Maravilhas) (1933)
Design for Living (1933)
Operator 13 (1934)
Now and Forever (1934)
The Lives of a Bengal Lancer" ("Lanceiros da Índia") (1935)
The Wedding Night (1935)
Peter Ibbetson (1935)
Desire (1936)
Mr. Deeds Goes to Town ("O Galante Mr. Deeds") (1936)
Hollywood Boulevard (1936) (Participação)
The General Died at Dawn (1936)
The Plainsman (1936)
Souls at Sea (1937)
Bluebeard's Eighth Wife (1938)
The Adventures of Marco Polo (1938)
The Cowboy and the Lady (1938)
Beau Geste (1939)
The Real Glory ("A Verdadeira Glória") (1939)
The Westerner ("A Última Fronteira") (1940)
North West Mounted Police ("Legião de Heróis") (1940) (Primeiro filme em Technicolor)
Meet John Doe ("Adorável Vagabundo") (1941)
Sergeant York ("Sargento York") (1941)
Ball of Fire ("Bola de Fogo") (1941)
The Pride of the Yankees ("Ídolo, Amante e Herói") (1942)
For Who the Bell Tolls ("Por Quem os Sinos Dobram") (1943)
The Story of Dr. Wassell (1944)
Casanova Brown (1944)
Along Came Jones (1945)
Saratoga Trunk (1945)
Cloak and Dagger (1946)
Variety Girl (1947) (Participação)
Unconquered (1947)
Good Sam (1948)
The Fountainhead ("Vontade Indômita") (1949)
It's a Great Feeling (1949) (Participação)
Task Force (1949)
Bright Leaf (1950)
Dallas (1950)
You're in the Navy Now (1951)
It's a Big Country (1951)
Starlift (1951) (Participação)
Distant Drums ("Tambores Distantes") (1951)
High Noon ("Matar ou Morrer") (1952)
Springfield Rifle (1952)
Return to Paradise (1953)
Blowing Wild (1953)
Boum sur Paris (1954)
Garden of Evil (1954)
Vera Cruz (1954)
The Court-Martial of Billy Mitchell (1955)
Friendly Persuasion ("Sublime Tentação") (1956)
Love in the Afternoon ("Amor na Tarde") (1957)
Ten North Frederick (1958)
Man of the West (1958)
The Hanging Tree (1959)
Alias Jesse James (1959) (Participação)
They Came To Cordura (1959)
Premier Khrushchev in the USA (1959) (documentário)
The Wreck of the Mary Deare ("O Navio Condenado") (1959)
The Naked Edge (1961)
5 indicações e 2 premiações do Óscar de Melhor Ator, nos seguintes filmes:
Mr. Deeds Goes to Town (1936)
Sergeant York (1941) Vencedor
The Pride of the Yankees(1942)
For Whom the Bell Tolls (1943)
High Noon (1952) Vencedor
Recebeu em 1961 um prêmio Óscar Honorário pelo conjunto da obra.
Em 1999, o American Film Institute nomeou Cooper como o décimo-primeiro maior ator de todos os tempos.
sábado, 24 de abril de 2010
David Canabarro
David José Martins, conhecido como David Canabarro, (Taquari, 1796 — Santana do Livramento, 1867) foi um militar.
David José Martins - futuramente, David Canabarro -iniciou sua vida de militar na Primeira campanha cisplatina de 1811-1812. Para essa campanha deveria seguir o irmão mais velho, Silvério, já então com 18 anos. Entretanto, auxiliar precioso do pai nas lides campeiras, iria fazer muita falta. E Davi, contando quinze anos de idade, reconhecendo o fato, solicitou ao pai licença para seguir em lugar do irmão.
Patriota como todo estancieiro do Rio Grande do Sul daqueles tempos, José Martins Coelho não vacilou, e se apresentou às forças do nobre Dom Diogo de Sousa, conde de Rio Pardo. Terminada a campanha, promovido a alferes, regressa ao lar, mas em seguida volta para combater na Guerra contra Artigas (1816/1820).
Anos mais tarde vemo-lo tenente das forças de Bento Gonçalves na Guerra da Cisplatina de 1825-1828, que culminou com o tratado de paz de agosto de 1828 e a independência do Uruguai. Lá, teve papel preponderante na batalha de Rincón de las Gallinas, salvando o exército brasileiro de completo desbarato (24 de setembro de 1825), o que lhe valeu os galões de tenente efetivo do Exército Nacional.Na 21 Brigada de Cavalaria Ligeira comandada por Bento Gonçalves, ainda na Guerra da Cisplatina, assistiu à indecisa batalha do Passo do Rosário, obrando prodígios de valor e de audácia.
Cessada a guerra, volta ao lar, à vida do campo, mas desta vez associado ao tio Antônio Ferreira Canabarro, na estância fronteiriça de Santana do Livramento. Por volta de 1836, por razões não completamente esclarecidas, adota o nome David Canabarro: Sabe-se que alguns de seus parentes já usavam o nome de longa data, sendo talvez o motivo pelo qual David martins tornou-se David Canabarro. Como sugere o historiador santanese Ivo caggiani: tudo leva a crer que alguma ligação deva ter com os machados e os ferreiras de vila pouca de aguiar. Em consequência os descendentes dos nobres canavarros de Portugal devem ser os Canabarros da América.
Na Revolução Farroupilha, inicialmente conservou-se indiferente aos acontecimentos políticos. Tendo a ela se juntado tardiamente. Rapidamente galgou postos, assumiu o comando em junho de 1843, quando o antigo chefe, Bento Gonçalves, para evitar a cisão entre os republicanos, desligou-se do comando e passou a servir sob as ordens do próprio Canabarro.
Como chefe dos revoltosos, aceitou a anistia oferecida pelo governo em 18 de dezembro de 1844, através do Duque de Caxias, chamado O pacificador. Enquanto as negociações prosseguiam, Canabarro recebeu uma proposta de Juan Manuel de Rosas, governante argentino, que pretendia ampliar a fronteiras de seu país. Em troca da colaboração farroupilha, ele receberia ajuda argentina para continuar a batalha contra o império. Canabarro respondeu através de carta que estava cansado de tantas lutas.
Encerradas as negociações em 25 de fevereiro de 1845, ficou estabelecido que os republicanos indicariam o próximo presidente da província, o governo imperial responderia pela dívida pública do governo republicano, os oficiais do exército rebelde que desejassem passariam ao exército imperial com os mesmos postos e os prisioneiros farroupilhas seriam anistiados.
Davi Canabarro já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado por Milton Mattos no filme "Netto Perde Sua Alma" (2001), Oscar Simch na minissérie "A Casa das Sete Mulheres" (2003),
David José Martins - futuramente, David Canabarro -iniciou sua vida de militar na Primeira campanha cisplatina de 1811-1812. Para essa campanha deveria seguir o irmão mais velho, Silvério, já então com 18 anos. Entretanto, auxiliar precioso do pai nas lides campeiras, iria fazer muita falta. E Davi, contando quinze anos de idade, reconhecendo o fato, solicitou ao pai licença para seguir em lugar do irmão.
Patriota como todo estancieiro do Rio Grande do Sul daqueles tempos, José Martins Coelho não vacilou, e se apresentou às forças do nobre Dom Diogo de Sousa, conde de Rio Pardo. Terminada a campanha, promovido a alferes, regressa ao lar, mas em seguida volta para combater na Guerra contra Artigas (1816/1820).
Anos mais tarde vemo-lo tenente das forças de Bento Gonçalves na Guerra da Cisplatina de 1825-1828, que culminou com o tratado de paz de agosto de 1828 e a independência do Uruguai. Lá, teve papel preponderante na batalha de Rincón de las Gallinas, salvando o exército brasileiro de completo desbarato (24 de setembro de 1825), o que lhe valeu os galões de tenente efetivo do Exército Nacional.Na 21 Brigada de Cavalaria Ligeira comandada por Bento Gonçalves, ainda na Guerra da Cisplatina, assistiu à indecisa batalha do Passo do Rosário, obrando prodígios de valor e de audácia.
Cessada a guerra, volta ao lar, à vida do campo, mas desta vez associado ao tio Antônio Ferreira Canabarro, na estância fronteiriça de Santana do Livramento. Por volta de 1836, por razões não completamente esclarecidas, adota o nome David Canabarro: Sabe-se que alguns de seus parentes já usavam o nome de longa data, sendo talvez o motivo pelo qual David martins tornou-se David Canabarro. Como sugere o historiador santanese Ivo caggiani: tudo leva a crer que alguma ligação deva ter com os machados e os ferreiras de vila pouca de aguiar. Em consequência os descendentes dos nobres canavarros de Portugal devem ser os Canabarros da América.
Na Revolução Farroupilha, inicialmente conservou-se indiferente aos acontecimentos políticos. Tendo a ela se juntado tardiamente. Rapidamente galgou postos, assumiu o comando em junho de 1843, quando o antigo chefe, Bento Gonçalves, para evitar a cisão entre os republicanos, desligou-se do comando e passou a servir sob as ordens do próprio Canabarro.
Como chefe dos revoltosos, aceitou a anistia oferecida pelo governo em 18 de dezembro de 1844, através do Duque de Caxias, chamado O pacificador. Enquanto as negociações prosseguiam, Canabarro recebeu uma proposta de Juan Manuel de Rosas, governante argentino, que pretendia ampliar a fronteiras de seu país. Em troca da colaboração farroupilha, ele receberia ajuda argentina para continuar a batalha contra o império. Canabarro respondeu através de carta que estava cansado de tantas lutas.
Encerradas as negociações em 25 de fevereiro de 1845, ficou estabelecido que os republicanos indicariam o próximo presidente da província, o governo imperial responderia pela dívida pública do governo republicano, os oficiais do exército rebelde que desejassem passariam ao exército imperial com os mesmos postos e os prisioneiros farroupilhas seriam anistiados.
Davi Canabarro já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado por Milton Mattos no filme "Netto Perde Sua Alma" (2001), Oscar Simch na minissérie "A Casa das Sete Mulheres" (2003),
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Errol Flynn
Errol Leslie Thomson Flynn (Hobart, 20 de junho de 1909 — Vancouver, 14 de outubro de 1959) foi um ator nascido na Austrália e radicado nos Estados Unidos da América, tendo-se naturalizado cidadão estadunidense em 1942.
Errol Flynn era filho de Theodore Flynn, um respeitado biólogo australiano, e de Marrelle Young, uma jovem mulher descendente de Fletcher Christian e Edward Young, tripulantes do famoso HMS Bounty.
Tal como nos seus filmes, a vida de Errol Flynn foi também uma grande aventura. Apaixonado pelo mar, comprou um barco, onde passava a grande parte do seu tempo livre. Boêmio, Flynn teve três casamentos, várias namoradas e quatro filhos. Foi acusado de estupro em 1942, sem ter sido condenado por isso.
Errol Flynn casou-se três vezes, sendo que os dois primeiros casamentos terminaram em divórcio e o último com sua morte. Em ordem cronológica, foram suas esposas: a atriz Lili Damita (1931 - 1942), com quem teve seu filho Sean Flynn; a atriz Nora Eddington (1943 - 1948), com quem teve os filhos Deirdre (1945) e Rory (1947); e a atriz Patrice Wymore (1950 - 1959), com quem teve a filha Arnella. Seu filho Sean, um fotojornalista, desapareceu com outros jornalistas durante a guerra do Vietnã. Presume-se que tenha sido capturado e morto pelas forças do Khmer Vermelho, quando da invasão do Camboja
Ainda em 1942, Flynn tornou-se cidadão dos Estados Unidos da América.
Em 2004, ele foi retratado pelo ator Jude Law no filme O Aviador.
1933 - In the Wake of the Bounty
1934 - Murder at Monte Carlo
1935 - The Case of the Curious Bride
1935 - Don't Bet on Blondes
1935 - Captain Blood (br / pt: Capitão Blood)
1936 - The Charge of the Light Brigade (br: A carga da brigada ligeira – pt: Todos morreram calçados)
1937 - Green Light
1937 - The Prince and the Pauper (br: O príncipe e o mendigo – pt: )
1937 - Another Dawn
1937 - The Perfect Specimen (br: O homem perfeito – pt: )
1938 - The Adventures of Robin Hood (br / pt: As aventuras de Robin Hood)
1938 - Four's a Crowd
1938 - The Sisters (br: Irmãs – pt )
1938 - The Dawn Patrol (br: Patrulha da madrugada – pt: )
1939 - Dodge City (br: Uma cidade que surge – pt: Vida nova)
1939 - The Private Lives of Elizabeth and Essex (br: Meu reino por um amor – pt: Isabel de Inglaterra)
1940 - Virginia City (br: Caravana de ouro – pt: )
1940 - The Sea Hawk (br: O gavião do mar — pt: )
1940 - Santa Fe Trail (br / pt: A estrada de Santa Fé)
1941 - Footsteps in the Dark
1941 - Dive Bomber
1941 - They Died with Their Boots On (br: O intrépido general Custer – pt: )
1942 - Desperate Journey (br: Fugitivos do inferno – pt: )
1942 - Gentlemen Jim (br: O ídolo do público – pt: )
1943 - Edge of Darkness (br: Revolta – pt: )
1943 - Thank Your Lucky Stars (br:
1943 - Northern Pursuit (br: Perseguidos – pt: )
1944 - Uncertain Glory (br:
1945 - Objective, Burma! (br: Um punhado de bravos – pt: Objective, Burma!)
1945 - San Antonio (br: Cidade sem lei – pt: )
1946 - Never Say Goodbye (br:
1947 - Cry Wolf (br: Mansão da loucura – pt: )
1947 - Escape Me Never
1948 - Silver River (br: Sangue e prata – pt: )
1948 - Adventures of Don Juan (br: As aventuras de Don Juan – pt: )
1949 - It's a Great Feeling
1949 - That Forsyte Woman
1950 - Montana (br: Montana, terra proibida – pt: Montana)
1950 - Rocky Mountain (br:
1950 - Kim
1951 - Hello God (também foi produtor)
1951 - Adventures of Captain Fabian
1952 - Mara Maru
1952 - Against All Flags (br: Contra todas as bandeiras – pt: )
1953 - The Master of Ballantrae (br: Minha espada, minha lei – pt: )
1954 - Crossed Swords (br:
1955 - Lilacs in the Spring
1955 - King's Rhapsody
1955 - The Dark Avenger
1957 - Istanbul
1957 - The Big Boodle (br: Jogando com a sorte – pt: )
1957 - The Sun Also Rises (br: Agora brilha o sol – pt: Fiesta)
1958 - Too Much, Too Soon
1958 - The Roots of Heaven (br / pt: Raízes do céu)
1959 - Cuban Rebel Girls (documentário)
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Bento Gonçalves
Bento Gonçalves da Silva (Triunfo, 23 de Setembro de 1788 — Pedras Brancas, 18 de Julho de 1847) foi um militar farroupilha, um dos líderes da Guerra De 35, que buscava a independência da província do Rio Grande do Sul do Império do Brasil.
Filho do alféres português Joaquim Gonçalves da Silva e de Perpétua da Costa Meirelles, filha de Jerônimo de Ornellas Menezes e Vasconcellos, rico fazendeiro riograndense, nasceu na Fazenda da Piedade, pertencente à família de sua mãe. Seus pais desejavam encaminhar o filho para a carreira eclesiástica, porém a Bento interessava mais as lides campeiras. A família mudou de idéia depois de Bento ter matado um homem negro em um duelo, o que levou seu pai a forçar Bento a assentar praça, porém a interferência de seu irmão João Gonçalves adiou o enlistamento por cinco anos.
Incorporado na Companhia de Ordenanças de D. Diogo de Sousa, Bento cedo demonstrou sua vocação, ao engajar-se nas guerrilhas da primeira campanha cisplatina (1811-1812). Ao final da guerra, desincorporado como cabo, estabelece uma fazenda de criação de gado e uma casa de negócios em Cerro Largo, território uruguaio, lá conhece sua futura esposa Caetana Joana Francisca Garcia, com quem se casa em 1814 e tem oito filhos: Perpétua Justa, Joaquim, Bento, Caetano, Leão, Marco Antônio, Maria Angélica e Ana Joaquina.
Na segunda campanha cisplatina (1816-1821), seu prestígio como militar se confirmou. Em 1817 foi nomeado capitão, participou das batalhas em Curales, Las Cañas (1818), Cordovez, Carumbé (1819) e Arroio Olimar (1820). Em 1824 foi promovido a tenente-coronel.
Na Guerra da Cisplatina ou Guerra del Brasil contra as Províncias Unidas do Rio da Prata, foi comandante de cavalaria na batalha de Sarandi, em 12 de outubro de 1825, logo depois foi promovido a coronel de 1a linha. Participou também da Batalha do Ituizangó, também chamada de batalha do Passo do Rosário (20 de Fevereiro de 1827), cobrindo a retirada das tropas brasileiras.
Em 1829, pelos serviços prestados na campanha de 1825-1828 e que terminou com a independência do Uruguai, D. Pedro I nomeou Bento Gonçalves coronel de estado-maior, confiando-lhe o comando do 4° Regimento de Cavalaria de Linha e, no ano seguinte da fronteira meridional. Em 1830 recebeu o diploma da maçonaria.
Em 1834, denunciado como rebelde e acusado de manter entendimentos secretos com Juan Antonio Lavalleja para a separação do Rio Grande do Sul, foi chamado à Corte. Defendeu-se perante o ministro da Guerra, foi absolvido e teve recepção triunfal no regresso à província. Os conservadores, no entanto, conseguiram a destituição de Bento Gonçalves do comando militar da Província do Rio Grande.
Foi eleito deputado provincial em 1835 na 1ª legislatura. Em 20 de abril de 1835, em plena sessão de instalação da assembléia provincial, é acusado pelo presidente da província, Antônio Rodrigues Fernandes Braga, de articular a separação do Rio Grande do Sul do restante do Império.
A Revolução Farroupilha iniciou-se em 20 de Setembro de 1835. No dia 25 daquele mês, o chefe militar declarou respeitar o juramento que havia prestado ao código sagrado, ao trono constitucional e à conservação da integridade do império. Em princípio, portanto, o levante não era de caráter separatista mas se dirigia contra o presidente da Província e Comandante das Armas. Mesmo assim, o Império não poderia aceitar a destituição de seus delegados - fosse por golpe ou não. Iniciava-se a luta que se estenderia por dez anos.
Na sua ausência, após retumbante vitória na Batalha do Seival, a República Riograndense foi proclamada pelo general Antônio de Sousa Netto em 11 de setembro de 1836.
Bento Gonçalves foi preso na Batalha do Fanfa (3 e 4 de outubro de 1836). Foi mandado para a Corte e depois encarcerado na prisão de Santa Cruz e mais tarde para o Forte da Laje, no Rio de Janeiro. Em 15 de março de 1837 em uma tentativa de fuga da prisão, Pedro Boticário não conseguiu passar por uma janela, por ser muito gordo. Em solidariedade Bento Gonçalves também desistiu da fuga, na qual escaparam Onofre Pires e o Coronel Corte Real. Depois desta tentativa de fuga foi transferido para a Bahia onde ficou preso no Forte do Mar. Mesmo preso, foi aclamado presidente em 6 de Novembro de 1836. Conseguiu, com auxílio da Maçonaria, evadir-se de modo espetacular da prisão baiana em 10 de Setembro de 1837, poucos dias antes do início da Sabinada. De volta ao Rio Grande, aceitou o cargo e continuou a luta.
A 29 de Agosto de 1838 lança seu mais importante manifesto aos rio-grandenses onde justifica as irreversíveis decisões tomadas em favor da libertação do seu povo:
“ Toma na extensa escala dos estados soberanos o lugar que lhe compete pela suficiência de seus recursos, civilização e naturais riquezas que lhe asseguram o exercício pleno e inteiro de sua independência, eminente soberania e domínio, sem sujeição ou sacrifício da mais pequena parte desta mesma independência ou soberania a outra nação, governo ou potência estranha qualquer.Faz neste momento o que fizeram tantos outros povos por iguais motivos, em circunstâncias idênticas. ”
E no trecho final, um juramento importante:
“ Bem penetrados da justiça de sua santa causa, confiando primeiro que tudo, no favor do juiz supremo das nações, eles têm jurado por esse mesmo supremo juiz, por sua honra, por tudo que lhes é mais caro, não aceitar do governo do Brasil uma paz ignominiosa que possa desmentir a sua soberania e independência. ”
Estas palavras têm reflexo mais tarde, quando da assinatura do Tratado de Poncho Verde.
Intrigas internas, num grupo desgastado pela longa guerra, em 1844, induzem Onofre Pires a destratar Bento Gonçalves, chamando-o de assassino (pelo assassinato de Paulino da Fontoura) e ladrão (das aspirações do povo, referindo-se ao teor da Constituição). Bento então convoca Onofre para um duelo, que se realiza em 27 de fevereiro de 1844. Onofre, atingido no duelo, dias depois viria a falecer por complicações advindas do ferimento.
A República Rio-Grandense teve seu "fim" na Paz de Poncho Verde, em 1º de março de 1845. Luís Alves de Lima e Silva - o Conde de Caxias -, general vitorioso, assumiu a presidência da Província. D. Pedro II, por sua vez, em sua primeira viagem como imperador pelas províncias do Império, foi ao Rio Grande em dezembro de 1845. Ao jovem monarca de vinte anos de idade, apresentou-se Bento Gonçalves, com seu uniforme de coronel e revestido de todas as medalhas com que havia sido condecorado por D. Pedro I, pela atuação nas campanhas militares do Primeiro Reinado.
Após o fim da guerra, Bento Gonçalves retornou para as atividades do campo sem interessar-se mais por política, Morreu dois anos depois, acometido de pleurisia, deixando viúva Caetana Garcia e oito filhos. Seus restos mortais que inicialmente estavam no Cemitério do Cordeiro (Vila Cordeiro, Cristal), encontram-se sob monumento na praça Tamandaré situada no município de Rio Grande.
Bento Gonçalves já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado por Antônio Augusto Fagundes na minissérie "O Tempo e o Vento" (1985) e Werner Schünemann na minissérie "A Casa das Sete Mulheres" (2003), o mesmo interpretou também outro general Farroupilha, General Netto no longa "Netto Perde Sua Alma" (2001).
Filho do alféres português Joaquim Gonçalves da Silva e de Perpétua da Costa Meirelles, filha de Jerônimo de Ornellas Menezes e Vasconcellos, rico fazendeiro riograndense, nasceu na Fazenda da Piedade, pertencente à família de sua mãe. Seus pais desejavam encaminhar o filho para a carreira eclesiástica, porém a Bento interessava mais as lides campeiras. A família mudou de idéia depois de Bento ter matado um homem negro em um duelo, o que levou seu pai a forçar Bento a assentar praça, porém a interferência de seu irmão João Gonçalves adiou o enlistamento por cinco anos.
Incorporado na Companhia de Ordenanças de D. Diogo de Sousa, Bento cedo demonstrou sua vocação, ao engajar-se nas guerrilhas da primeira campanha cisplatina (1811-1812). Ao final da guerra, desincorporado como cabo, estabelece uma fazenda de criação de gado e uma casa de negócios em Cerro Largo, território uruguaio, lá conhece sua futura esposa Caetana Joana Francisca Garcia, com quem se casa em 1814 e tem oito filhos: Perpétua Justa, Joaquim, Bento, Caetano, Leão, Marco Antônio, Maria Angélica e Ana Joaquina.
Na segunda campanha cisplatina (1816-1821), seu prestígio como militar se confirmou. Em 1817 foi nomeado capitão, participou das batalhas em Curales, Las Cañas (1818), Cordovez, Carumbé (1819) e Arroio Olimar (1820). Em 1824 foi promovido a tenente-coronel.
Na Guerra da Cisplatina ou Guerra del Brasil contra as Províncias Unidas do Rio da Prata, foi comandante de cavalaria na batalha de Sarandi, em 12 de outubro de 1825, logo depois foi promovido a coronel de 1a linha. Participou também da Batalha do Ituizangó, também chamada de batalha do Passo do Rosário (20 de Fevereiro de 1827), cobrindo a retirada das tropas brasileiras.
Em 1829, pelos serviços prestados na campanha de 1825-1828 e que terminou com a independência do Uruguai, D. Pedro I nomeou Bento Gonçalves coronel de estado-maior, confiando-lhe o comando do 4° Regimento de Cavalaria de Linha e, no ano seguinte da fronteira meridional. Em 1830 recebeu o diploma da maçonaria.
Em 1834, denunciado como rebelde e acusado de manter entendimentos secretos com Juan Antonio Lavalleja para a separação do Rio Grande do Sul, foi chamado à Corte. Defendeu-se perante o ministro da Guerra, foi absolvido e teve recepção triunfal no regresso à província. Os conservadores, no entanto, conseguiram a destituição de Bento Gonçalves do comando militar da Província do Rio Grande.
Foi eleito deputado provincial em 1835 na 1ª legislatura. Em 20 de abril de 1835, em plena sessão de instalação da assembléia provincial, é acusado pelo presidente da província, Antônio Rodrigues Fernandes Braga, de articular a separação do Rio Grande do Sul do restante do Império.
A Revolução Farroupilha iniciou-se em 20 de Setembro de 1835. No dia 25 daquele mês, o chefe militar declarou respeitar o juramento que havia prestado ao código sagrado, ao trono constitucional e à conservação da integridade do império. Em princípio, portanto, o levante não era de caráter separatista mas se dirigia contra o presidente da Província e Comandante das Armas. Mesmo assim, o Império não poderia aceitar a destituição de seus delegados - fosse por golpe ou não. Iniciava-se a luta que se estenderia por dez anos.
Na sua ausência, após retumbante vitória na Batalha do Seival, a República Riograndense foi proclamada pelo general Antônio de Sousa Netto em 11 de setembro de 1836.
Bento Gonçalves foi preso na Batalha do Fanfa (3 e 4 de outubro de 1836). Foi mandado para a Corte e depois encarcerado na prisão de Santa Cruz e mais tarde para o Forte da Laje, no Rio de Janeiro. Em 15 de março de 1837 em uma tentativa de fuga da prisão, Pedro Boticário não conseguiu passar por uma janela, por ser muito gordo. Em solidariedade Bento Gonçalves também desistiu da fuga, na qual escaparam Onofre Pires e o Coronel Corte Real. Depois desta tentativa de fuga foi transferido para a Bahia onde ficou preso no Forte do Mar. Mesmo preso, foi aclamado presidente em 6 de Novembro de 1836. Conseguiu, com auxílio da Maçonaria, evadir-se de modo espetacular da prisão baiana em 10 de Setembro de 1837, poucos dias antes do início da Sabinada. De volta ao Rio Grande, aceitou o cargo e continuou a luta.
A 29 de Agosto de 1838 lança seu mais importante manifesto aos rio-grandenses onde justifica as irreversíveis decisões tomadas em favor da libertação do seu povo:
“ Toma na extensa escala dos estados soberanos o lugar que lhe compete pela suficiência de seus recursos, civilização e naturais riquezas que lhe asseguram o exercício pleno e inteiro de sua independência, eminente soberania e domínio, sem sujeição ou sacrifício da mais pequena parte desta mesma independência ou soberania a outra nação, governo ou potência estranha qualquer.Faz neste momento o que fizeram tantos outros povos por iguais motivos, em circunstâncias idênticas. ”
E no trecho final, um juramento importante:
“ Bem penetrados da justiça de sua santa causa, confiando primeiro que tudo, no favor do juiz supremo das nações, eles têm jurado por esse mesmo supremo juiz, por sua honra, por tudo que lhes é mais caro, não aceitar do governo do Brasil uma paz ignominiosa que possa desmentir a sua soberania e independência. ”
Estas palavras têm reflexo mais tarde, quando da assinatura do Tratado de Poncho Verde.
Intrigas internas, num grupo desgastado pela longa guerra, em 1844, induzem Onofre Pires a destratar Bento Gonçalves, chamando-o de assassino (pelo assassinato de Paulino da Fontoura) e ladrão (das aspirações do povo, referindo-se ao teor da Constituição). Bento então convoca Onofre para um duelo, que se realiza em 27 de fevereiro de 1844. Onofre, atingido no duelo, dias depois viria a falecer por complicações advindas do ferimento.
A República Rio-Grandense teve seu "fim" na Paz de Poncho Verde, em 1º de março de 1845. Luís Alves de Lima e Silva - o Conde de Caxias -, general vitorioso, assumiu a presidência da Província. D. Pedro II, por sua vez, em sua primeira viagem como imperador pelas províncias do Império, foi ao Rio Grande em dezembro de 1845. Ao jovem monarca de vinte anos de idade, apresentou-se Bento Gonçalves, com seu uniforme de coronel e revestido de todas as medalhas com que havia sido condecorado por D. Pedro I, pela atuação nas campanhas militares do Primeiro Reinado.
Após o fim da guerra, Bento Gonçalves retornou para as atividades do campo sem interessar-se mais por política, Morreu dois anos depois, acometido de pleurisia, deixando viúva Caetana Garcia e oito filhos. Seus restos mortais que inicialmente estavam no Cemitério do Cordeiro (Vila Cordeiro, Cristal), encontram-se sob monumento na praça Tamandaré situada no município de Rio Grande.
Bento Gonçalves já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado por Antônio Augusto Fagundes na minissérie "O Tempo e o Vento" (1985) e Werner Schünemann na minissérie "A Casa das Sete Mulheres" (2003), o mesmo interpretou também outro general Farroupilha, General Netto no longa "Netto Perde Sua Alma" (2001).
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Giuliano Gemma
Giuliano Gemma (Roma, Itália, 2 de setembro de 1938) é um ator, apresentador de TV, escultor e ex-atleta italiano.
Inicialmente Gemma trabalhou como dublê, mas o diretor Duccio Tessari ofereceu a ele um papel no filme Arrivano i titani, em 1962. trabalhou também em Gattopardo (“O Leopardo”), de Luchino Visconti, como o General Garibaldi.
Gemma posteriormente tornou-se um ator de filmes western spaghetti (ou Bang-bang a italiana), alcançando grande sucesso com herói de filmes como Una pistola per Ringo (“Uma Pistola para Ringo”), Un dollaro bucato (“O Dólar Furado”) e I giorni dell'ira ("Dias de Ira"). Quando atuava nos filmes ainda era atleta, e chamava a atenção pela sua elasticidade nas cenas. Atuou tambem no filme Anche gli angeli mangiano fagioli como parceiro do Bud Spencer, em vez do Terence Hill (o parceiro habitual do Bud Spencer). Para atuar em filmes dos EUA teve que adotar o codinome Montgomery Wood.
Giuliano Gemma continua a trabalhar na televisão italiana, e trabalha, também, como escultor. Sua filha, Vera Gemma, também é atriz.
Cinema
Venezia, la luna e tu (1958) – Dir. Dino Risi
Arrangiatevi! (1959)
Io amo...tu ami (1961)
Il nemico di mia moglie (1959)
Ben-Hur (1959) (não creditato)
A qualcuno piace calvo (1960) (não creditato)
Messalina venere imperatrice (1960)
I cosacchi (1960)
Il pianeta degli uomini spenti (1961)
Arrivano i titani (1962)
Il Gattopardo (“O Leopardo”) (1962) – Dir. Visconti
Il giorno più corto (1963)
Maciste l'eroe più grande del mondo (1963)
La schiava di Bagdad (1963)
I due gladiatori (1963)
Ercole contro i figli del sole (1964)
Angelica (1964)
La rivolta dei pretoriani (1964)
Una pistola per Ringo (“Uma Pistola para Ringo”) (1965)
Erik il vikingo (1965)
La meravigliosa Angelica (1965)
Adiós gringo (“Adeus, Gringo”) (1965)
Angelica alla corte del re (1965)
Un dollaro bucato (“O Dólar Furado”) (1965)
La ragazzola (1965)
Il ritorno di Ringo (1965)
Arizona Colt (“Arizona Colt”) (1966)
Per pochi dollari ancora (1966)
Kiss kiss....bang bang (1967)
I lunghi giorni della vendetta (“Dias de Vingança”) (1967)
Wanted (“Minha Lei é Matar ou Morrer”) (1967)
I giorni dell'ira (“Dias de Ira”) (1967)
Violenza al sole (1968)
... e per tetto un cielo di stelle (1968)
I bastardi (1968)
Sons of Satan (1968)
Vivi o preferibilmente morti (1969)
Il prezzo del potere (1969)
Quando le Donne Avevono la Coda (“Quando as Mulheres Tinham Rabo”) (1971)
L'arciere di Sherwood (1971)
Corbari (“A Guerra Subterrânea”) (1971)
Amico, stammi lontano almeno un palmo (1972)
Un uomo da rispettare (1972)
L’amante dell’Orsa Maggiore (“Código Ursa”) (1972)
Troppo Rischio per um Uomo Suolo (“Velocidade, Caminho da Morte”) (1973)
Il maschio ruspante (1973)
Anche gli angeli mangiano fagioli (Dois Anjos da Pesada) (1973)
Delitto d' amore (1973)
Il bianco, il giallo, il nero (“Três Homens, Uma Lei”) – Dir. Sergio Corbucci (1974)
Anche gli angeli tirano di destro (“Os Anjos Batem Melhor com a Direita”) (1974)
Africa Express (1975)
Safari Express (1976)
Il deserto dei Tartari (1976)
Il prefetto di ferro (“Prefeito de Ferro”) (1977)
California (1977)
Corleone (“Reunião da Máfia”) (1978)
Il grande attacco (“A Grande Batalha”) (1978)
Um Uomo in Ginochio (“Poderes da Máfia”) (1978)
Sella d'argento (“Sela de Prata”) (1978)
Commando d' assalto (1980)
L'avvertimento (“Advertência”) (1980)
La baraonda (1981)
Ciao Nemico (1981)
Tenebre (1982)
Senza un attimo di respiro (1983)
Le Cercle des passions (1983)
Claretta (1983)
Tex e il signore degli abissi (1985)
Qualcuno pagherà? (1986)
Speriamo che sia femmina (1986)
Rally (1986)
Il padre americano (1987)
L' agguato (1988)
Melancholy of Florence (1990)
Ya no hay hombres (1991)
Firenze no kaze ni dakarete (1991, Cinema japonês)
Non ci sono più uomini (1991)
Un bel di' vedremo (1996)
Un uomo per bene (1999)
La donna del delitto (2000)
Giovanna la pazza (2001)
L' inchiesta (2006)
Televisão
Circuito chiuso (1978)
Caccia al ladro d' autore (1985-1986) (7 episódios)
Rally (1988)
Prigioniera di una vendetta (1990)
I promessi sposi (1990)
Dagli appenini alle ande (1990)
Non aprite all' uomo nero (1990)
La moglie nella cornice (1991)
Una storia italiana (1992)
Le Chinois (1992) (um episódio)
Jewels (1992)
Maximum Exposure (1995)
Deserto di fuoco (1997)
Marseille (1998)
Game over (1999)
Premier de cordée (1999)
L'uomo che piaceva alle donne-Bel Ami (2001)
Angelo il custode (2001)
La bambina dalle mani sporce (2005)
Giovanni Paolo II (2005)
Butta la luna (2006) (série TV)
Pompei (2007)
Il Capitano (série TV) (2005-2007) (14 episódios)
Inicialmente Gemma trabalhou como dublê, mas o diretor Duccio Tessari ofereceu a ele um papel no filme Arrivano i titani, em 1962. trabalhou também em Gattopardo (“O Leopardo”), de Luchino Visconti, como o General Garibaldi.
Gemma posteriormente tornou-se um ator de filmes western spaghetti (ou Bang-bang a italiana), alcançando grande sucesso com herói de filmes como Una pistola per Ringo (“Uma Pistola para Ringo”), Un dollaro bucato (“O Dólar Furado”) e I giorni dell'ira ("Dias de Ira"). Quando atuava nos filmes ainda era atleta, e chamava a atenção pela sua elasticidade nas cenas. Atuou tambem no filme Anche gli angeli mangiano fagioli como parceiro do Bud Spencer, em vez do Terence Hill (o parceiro habitual do Bud Spencer). Para atuar em filmes dos EUA teve que adotar o codinome Montgomery Wood.
Giuliano Gemma continua a trabalhar na televisão italiana, e trabalha, também, como escultor. Sua filha, Vera Gemma, também é atriz.
Cinema
Venezia, la luna e tu (1958) – Dir. Dino Risi
Arrangiatevi! (1959)
Io amo...tu ami (1961)
Il nemico di mia moglie (1959)
Ben-Hur (1959) (não creditato)
A qualcuno piace calvo (1960) (não creditato)
Messalina venere imperatrice (1960)
I cosacchi (1960)
Il pianeta degli uomini spenti (1961)
Arrivano i titani (1962)
Il Gattopardo (“O Leopardo”) (1962) – Dir. Visconti
Il giorno più corto (1963)
Maciste l'eroe più grande del mondo (1963)
La schiava di Bagdad (1963)
I due gladiatori (1963)
Ercole contro i figli del sole (1964)
Angelica (1964)
La rivolta dei pretoriani (1964)
Una pistola per Ringo (“Uma Pistola para Ringo”) (1965)
Erik il vikingo (1965)
La meravigliosa Angelica (1965)
Adiós gringo (“Adeus, Gringo”) (1965)
Angelica alla corte del re (1965)
Un dollaro bucato (“O Dólar Furado”) (1965)
La ragazzola (1965)
Il ritorno di Ringo (1965)
Arizona Colt (“Arizona Colt”) (1966)
Per pochi dollari ancora (1966)
Kiss kiss....bang bang (1967)
I lunghi giorni della vendetta (“Dias de Vingança”) (1967)
Wanted (“Minha Lei é Matar ou Morrer”) (1967)
I giorni dell'ira (“Dias de Ira”) (1967)
Violenza al sole (1968)
... e per tetto un cielo di stelle (1968)
I bastardi (1968)
Sons of Satan (1968)
Vivi o preferibilmente morti (1969)
Il prezzo del potere (1969)
Quando le Donne Avevono la Coda (“Quando as Mulheres Tinham Rabo”) (1971)
L'arciere di Sherwood (1971)
Corbari (“A Guerra Subterrânea”) (1971)
Amico, stammi lontano almeno un palmo (1972)
Un uomo da rispettare (1972)
L’amante dell’Orsa Maggiore (“Código Ursa”) (1972)
Troppo Rischio per um Uomo Suolo (“Velocidade, Caminho da Morte”) (1973)
Il maschio ruspante (1973)
Anche gli angeli mangiano fagioli (Dois Anjos da Pesada) (1973)
Delitto d' amore (1973)
Il bianco, il giallo, il nero (“Três Homens, Uma Lei”) – Dir. Sergio Corbucci (1974)
Anche gli angeli tirano di destro (“Os Anjos Batem Melhor com a Direita”) (1974)
Africa Express (1975)
Safari Express (1976)
Il deserto dei Tartari (1976)
Il prefetto di ferro (“Prefeito de Ferro”) (1977)
California (1977)
Corleone (“Reunião da Máfia”) (1978)
Il grande attacco (“A Grande Batalha”) (1978)
Um Uomo in Ginochio (“Poderes da Máfia”) (1978)
Sella d'argento (“Sela de Prata”) (1978)
Commando d' assalto (1980)
L'avvertimento (“Advertência”) (1980)
La baraonda (1981)
Ciao Nemico (1981)
Tenebre (1982)
Senza un attimo di respiro (1983)
Le Cercle des passions (1983)
Claretta (1983)
Tex e il signore degli abissi (1985)
Qualcuno pagherà? (1986)
Speriamo che sia femmina (1986)
Rally (1986)
Il padre americano (1987)
L' agguato (1988)
Melancholy of Florence (1990)
Ya no hay hombres (1991)
Firenze no kaze ni dakarete (1991, Cinema japonês)
Non ci sono più uomini (1991)
Un bel di' vedremo (1996)
Un uomo per bene (1999)
La donna del delitto (2000)
Giovanna la pazza (2001)
L' inchiesta (2006)
Televisão
Circuito chiuso (1978)
Caccia al ladro d' autore (1985-1986) (7 episódios)
Rally (1988)
Prigioniera di una vendetta (1990)
I promessi sposi (1990)
Dagli appenini alle ande (1990)
Non aprite all' uomo nero (1990)
La moglie nella cornice (1991)
Una storia italiana (1992)
Le Chinois (1992) (um episódio)
Jewels (1992)
Maximum Exposure (1995)
Deserto di fuoco (1997)
Marseille (1998)
Game over (1999)
Premier de cordée (1999)
L'uomo che piaceva alle donne-Bel Ami (2001)
Angelo il custode (2001)
La bambina dalle mani sporce (2005)
Giovanni Paolo II (2005)
Butta la luna (2006) (série TV)
Pompei (2007)
Il Capitano (série TV) (2005-2007) (14 episódios)
terça-feira, 20 de abril de 2010
Décima Do Bailongo
Décima Do Bailongo
Rancho escondido no mato na dobra do descampado
E o chinaredo grudado, o mesmo que carrapato
A cordeona que gagueja numa vanerita pampa
E o pulguedo a meia guampa rezando culto de igreja.
China com flor do vestido, como bandeira de guerra
E o cheiro doce da terra subindo do chão batido
Xirua boleia a anca num meio trote chasqueiro
E a fumaça do candieiro como baba de potranca.
O chamamé e a milonga, o vaneirão marca touro
Tirando notas de choro da velha gaita bailonga
E dizer que esta beleza que todo esse quadro vivo
Pertence ao museu nativo da nossa velha pureza.
Mataram nas madrugadas do cenário gauchesco
E o sarau carnavalesco contempla as tiangas peladas
E o reino das Salomés nos tempos estilizados
Entre travestis e veados, as tangas e os Top-less
Ali ninguém acha feio a moda que evoluciona
O gaiteiro e a Sinhá Dona floreando o bico do seio
E a tendência do "society" num devaneio me alongo
Prefiro mais os bailongos nas barrancas do Uruguai.
Gaúcho Da Fronteira E Jaime Caetano Braum
segunda-feira, 19 de abril de 2010
John Wayne
John Wayne, nome artístico de Marion Robert Morrison, (Winterset, 26 de maio de 1907 — Los Angeles, 11 de junho de 1979) foi um premiado ator dos Estados Unidos da América.
John Wayne marcou várias gerações de cinéfilos com seu tipo de atuar. O estilo machão, o bom cowboy do Velho Oeste foi seu personagem mais representativo. Dizia sobre si mesmo que nunca se considerou um bom ator, "sempre representei eu mesmo".
Desde o início da carreira no cinema Wayne consolidou a imagem do "cowboy" invencível. Como astro de cinema brilhou em vários sucessos não só faroestes tais como "Dama por uma noite" (br), "Vendaval de paixões", "Depois do vendaval", "Rio Vermelho", "O homem que matou o facínora", "Rio Bravo", "Onde começa o Inferno", "Hatari", "Álamo", "Os filhos de Katie Elder", "Gigantes em luta", "El Dorado", "Jamais foram vencidos", "Rio Lobo", "Os cowboys", "Os chacais do Oeste" e "Justiceiro implacável", entre muitos outros. Ganhou um Oscar em 1969 com o filme "Bravura indômita", de Henry Hathaway.
Filho de um farmacêutico, seu verdadeiro nome era Marion Michael Morrison. Ele detestava seu nome e ao entrar para o cinema o mudou para John Wayne, que tinha mais a ver com um rapaz de 1,92 m de altura e campeão de futebol, pela University of Southern California.
Surgiu com destaque no cinema em 1930 em "A grande jornada (BR)", faroeste dirigido por Raoul Walsh. Permaneceu vários anos estrelando filmes "B" até que se consagraria no papel de Ringo Kid no clássico de 1939 de John Ford chamado Stagecoach ou "Nos tempos das Diligências". A carreira de Wayne foi assim agraciada com esse divisor de águas inestimável que o lançou ao estrelato. Esse filme se tornou a obra que definirá todas as principais características do cinema de faroeste clássico norte-americano. A parceria entre Wayne e Ford continuou e realizaram juntos ainda uma série de grandes sucessos e filmes inesquecíveis (foram 22 no total), como "Rio Grande" (1950), "Depois do Vendaval" (1952), "Rastros de Ódio" (1956), "O Homem Que Matou o Facínora" (1962), "Sangue de Herói", "Legião Invencível" e "Rio Grande" - trilogia sobre a Cavalaria -; "O céu mandou alguém", "Asas de Águia", "Marcha de Heróis", entre outros.
Outro diretor renomado com quem trabalhou foi Howard Hawks, um dos maiores realizadores do período clássico hollywoodiano, com o qual fez vários dos maiores sucessos não apenas de suas carreiras, mas sim de todo o gênero do faroeste. Como bons exemplos temos: "Rio Vermelho" (1948), "El Dorado" (1967) e, o principal, e um dos mais irretocáveis exemplares do gênero, "Onde Começa o Inferno" (1959).
Além de John Ford e Howard Hawks, outros grandes diretores da época igualmente dirigiram Wayne. É o caso de Henry Hathaway, com o qual fez, entre outros, o filme que lhe concedeu o prêmio Oscar na categoria de melhor ator, "Bravura Indômita" (1969); Otto Preminger, que o dirigiu no ótimo drama de guerra "A Primeira Vitória" (1965); Don Siegel, com o qual fez seu último trabalho, "O Último Pistoleiro" (1976); Michael Curtiz, em "Os Comancheiros" (1961); e John Huston, com o qual trabalhou junto em "O Bárbaro e a Gueixa" (1958).
Além dos diretores já mencionados podemos citar: William Wellman, Mark Rydell e John Farrow. Havendo, também, trabalhado ao lado de vários astros de sua época: Henry Fonda, Katharine Hepburn, James Stewart, Maureen O'Hara, Sophia Loren, Elsa Martinelli, Kirk Douglas, William Holden, Marlene Dietrich, Rock Hudson, Robert Mitchum, Lee Marvin, Richard Widmark, dentre outros, em seus 50 anos de cinema.
Se casou três vezes. A primeira em 1932 com Josephine Saenz que lhe deu quatro filhos. Em 1946 o segundo casamento com a atriz mexicana Esperanza Baur, de quem se divorciou sete anos depois para se casar com Pilar Palette com quem teve mais dois filhos.
Dirigiu os filme "The Alamo" e "Os boina verdes". Este último, de 1968, lhe causou grandes problemas. Tinha um roteiro pró-Guerra do Vietnã, o que causou a fúria dos opositores a essa intervenção militar estadunidense, que realizaram vários protestos contra a exibição do filme.
Ele morreu de câncer, doença que o atormentava desde o final da década de 1960, quando perdeu o pulmão esquerdo, em 1979.
Fala-se que o ator contraiu o mal que o matou (câncer) após filmar no final da década de 1950 o pouco conhecido "Sangue de Bárbaros" (The Conqueror, 1956, dirigido por Dick Powell) , em uma região desértica que teria servido para realização de testes atômicos anos antes. A reforçar a suspeita, o fato de outros artistas que participaram do filme (Susan Hayward, Agnes Moorehead, Pedro Armendariz) também terem sucumbido a mesma doença.
Em sua lápide foi escrito "Feo, fuerte y feroz".
Foi recordista em atuações cinematográficas, mais de 250 filmes.
Filmografia parcial
1928 – Hangman's House ( Justiça de Amor )
1930 – The Big Trail ( A Grande Jornada )
1932 – Texas Cyclone ( Texas Cyclone )
1933 – The Three Musketeers ( Os Três Mosqueteiros )
1933 – Sagebrush Trail ( Na Trilha da Verdade )
1934 – Gold Strike River ( Sorte de Verdade )
1934 – Blue Steel ( Coração de Aço )
1935 – Guns Along the Trail ( Paraíso dos Falsários )
1936 – Winds of the Wasteland ( Tenacidade )
1939 – Stagecoach ( No Tempo das Diligências )
1939 - Allegheny Uprising ( O primeiro rebelde )
1940 – The long voyage home ( A longa viagem de volta )
1940 – Seven sinners ( A pecadora )
1942 – Reap the wild wind ( Vendaval de paixões )
1942 – The Spoilers ( A Indomável )
1942 - In Old California ( Caminhos Fatais )
1942 - Flyng Tigers ( Tigres Voadores )
1944 - The Fighting Seabees ( Romance dos Sete Mares )
1945 – Back to Bataan ( Espírito Indomável )
1945 – Dakota ( Dakota )
1945 – They were expendable ( Fomos os sacrificados )
1946 – Without Reservations ( Romance & Fantasia )
1947 – Angel and the Badman ( O Anjo e o Bandido )
1947 – Tycoon ( Inferno nos Trópicos )
1948 – Fort Apache ( Sangue de herói )
1948 – Red river ( Rio Vermelho )
1948 – 3 godfathers ( O céu mandou alguém )
1948 - Wake of the Red Witch (No rastro da Bruxa Vermelha)
1949 – She Wore a Yellow Ribbon ( Legião invencível )
1949 - Sands of Iwo Jima (Iwo Jima - O portal da glória)
1950 – Rio Grande ( Rio Bravo )
1952 – The quiet man ( Depois do vendaval )
1953 – Trouble along the way ( Atalhos do destino )
1953 – Hondo ( Caminhos ásperos )
1955 – Blood alley ( Rota sangrenta )
1956 – The Searchers ( Rastros de ódio )
1957 - The Wings of Eagles (Asas de Águia)
1957 – Legend of the lost ( A lenda dos desaparecidos )
1959 – Rio Bravo ( Onde começa o Inferno )
1959 – The horse soldiers ( Marcha de heróis )
1960 – The Alamo ( O Álamo )
1960 – North to Alaska ( Fúria no Alaska )
1961 – The Comancheros ( Os comancheiros )
1962 – The man who shot Liberty Valance ( O homem que matou o facínora )
1962 – Hatari!
1962 – The longest day ( O mais longo dos dias )
1962 – How the West Was Won ( A conquista do Oeste )
1963 – Donovan’s Reef ( O aventureiro do Pacífico )
1963 – McLintock! ( Quando um homem é homem )
1965 - In Harm's Way ( A primeira vitória)
1965 – The Sons of Katie Elder ( Os filhos de Katie Elder )
1966 – Cast a giant shadow ( A sombra de um gigante )
1967 – El Dorado
1968 – [[The green berets ( Os boinas verdes )
1969 – True grit ( Bravura indômita )
1969 – The Undefeated ( Jamais foram vencidos )
1970 – Rio Lobo
1971 – Big Jake ( Jake, o grandão )
1972 – The cowboys ( Os cowboys )
1973 - The Train Robbers (Os chacais do Oeste)
1974 – McQ ( McQ – Um detetive acima da lei )
1975 – Rooster Cogburn ( Justiceiro implacável )
1976 – The shootist ( O último pistoleiro )
John Wayne marcou várias gerações de cinéfilos com seu tipo de atuar. O estilo machão, o bom cowboy do Velho Oeste foi seu personagem mais representativo. Dizia sobre si mesmo que nunca se considerou um bom ator, "sempre representei eu mesmo".
Desde o início da carreira no cinema Wayne consolidou a imagem do "cowboy" invencível. Como astro de cinema brilhou em vários sucessos não só faroestes tais como "Dama por uma noite" (br), "Vendaval de paixões", "Depois do vendaval", "Rio Vermelho", "O homem que matou o facínora", "Rio Bravo", "Onde começa o Inferno", "Hatari", "Álamo", "Os filhos de Katie Elder", "Gigantes em luta", "El Dorado", "Jamais foram vencidos", "Rio Lobo", "Os cowboys", "Os chacais do Oeste" e "Justiceiro implacável", entre muitos outros. Ganhou um Oscar em 1969 com o filme "Bravura indômita", de Henry Hathaway.
Filho de um farmacêutico, seu verdadeiro nome era Marion Michael Morrison. Ele detestava seu nome e ao entrar para o cinema o mudou para John Wayne, que tinha mais a ver com um rapaz de 1,92 m de altura e campeão de futebol, pela University of Southern California.
Surgiu com destaque no cinema em 1930 em "A grande jornada (BR)", faroeste dirigido por Raoul Walsh. Permaneceu vários anos estrelando filmes "B" até que se consagraria no papel de Ringo Kid no clássico de 1939 de John Ford chamado Stagecoach ou "Nos tempos das Diligências". A carreira de Wayne foi assim agraciada com esse divisor de águas inestimável que o lançou ao estrelato. Esse filme se tornou a obra que definirá todas as principais características do cinema de faroeste clássico norte-americano. A parceria entre Wayne e Ford continuou e realizaram juntos ainda uma série de grandes sucessos e filmes inesquecíveis (foram 22 no total), como "Rio Grande" (1950), "Depois do Vendaval" (1952), "Rastros de Ódio" (1956), "O Homem Que Matou o Facínora" (1962), "Sangue de Herói", "Legião Invencível" e "Rio Grande" - trilogia sobre a Cavalaria -; "O céu mandou alguém", "Asas de Águia", "Marcha de Heróis", entre outros.
Outro diretor renomado com quem trabalhou foi Howard Hawks, um dos maiores realizadores do período clássico hollywoodiano, com o qual fez vários dos maiores sucessos não apenas de suas carreiras, mas sim de todo o gênero do faroeste. Como bons exemplos temos: "Rio Vermelho" (1948), "El Dorado" (1967) e, o principal, e um dos mais irretocáveis exemplares do gênero, "Onde Começa o Inferno" (1959).
Além de John Ford e Howard Hawks, outros grandes diretores da época igualmente dirigiram Wayne. É o caso de Henry Hathaway, com o qual fez, entre outros, o filme que lhe concedeu o prêmio Oscar na categoria de melhor ator, "Bravura Indômita" (1969); Otto Preminger, que o dirigiu no ótimo drama de guerra "A Primeira Vitória" (1965); Don Siegel, com o qual fez seu último trabalho, "O Último Pistoleiro" (1976); Michael Curtiz, em "Os Comancheiros" (1961); e John Huston, com o qual trabalhou junto em "O Bárbaro e a Gueixa" (1958).
Além dos diretores já mencionados podemos citar: William Wellman, Mark Rydell e John Farrow. Havendo, também, trabalhado ao lado de vários astros de sua época: Henry Fonda, Katharine Hepburn, James Stewart, Maureen O'Hara, Sophia Loren, Elsa Martinelli, Kirk Douglas, William Holden, Marlene Dietrich, Rock Hudson, Robert Mitchum, Lee Marvin, Richard Widmark, dentre outros, em seus 50 anos de cinema.
Se casou três vezes. A primeira em 1932 com Josephine Saenz que lhe deu quatro filhos. Em 1946 o segundo casamento com a atriz mexicana Esperanza Baur, de quem se divorciou sete anos depois para se casar com Pilar Palette com quem teve mais dois filhos.
Dirigiu os filme "The Alamo" e "Os boina verdes". Este último, de 1968, lhe causou grandes problemas. Tinha um roteiro pró-Guerra do Vietnã, o que causou a fúria dos opositores a essa intervenção militar estadunidense, que realizaram vários protestos contra a exibição do filme.
Ele morreu de câncer, doença que o atormentava desde o final da década de 1960, quando perdeu o pulmão esquerdo, em 1979.
Fala-se que o ator contraiu o mal que o matou (câncer) após filmar no final da década de 1950 o pouco conhecido "Sangue de Bárbaros" (The Conqueror, 1956, dirigido por Dick Powell) , em uma região desértica que teria servido para realização de testes atômicos anos antes. A reforçar a suspeita, o fato de outros artistas que participaram do filme (Susan Hayward, Agnes Moorehead, Pedro Armendariz) também terem sucumbido a mesma doença.
Em sua lápide foi escrito "Feo, fuerte y feroz".
Foi recordista em atuações cinematográficas, mais de 250 filmes.
Filmografia parcial
1928 – Hangman's House ( Justiça de Amor )
1930 – The Big Trail ( A Grande Jornada )
1932 – Texas Cyclone ( Texas Cyclone )
1933 – The Three Musketeers ( Os Três Mosqueteiros )
1933 – Sagebrush Trail ( Na Trilha da Verdade )
1934 – Gold Strike River ( Sorte de Verdade )
1934 – Blue Steel ( Coração de Aço )
1935 – Guns Along the Trail ( Paraíso dos Falsários )
1936 – Winds of the Wasteland ( Tenacidade )
1939 – Stagecoach ( No Tempo das Diligências )
1939 - Allegheny Uprising ( O primeiro rebelde )
1940 – The long voyage home ( A longa viagem de volta )
1940 – Seven sinners ( A pecadora )
1942 – Reap the wild wind ( Vendaval de paixões )
1942 – The Spoilers ( A Indomável )
1942 - In Old California ( Caminhos Fatais )
1942 - Flyng Tigers ( Tigres Voadores )
1944 - The Fighting Seabees ( Romance dos Sete Mares )
1945 – Back to Bataan ( Espírito Indomável )
1945 – Dakota ( Dakota )
1945 – They were expendable ( Fomos os sacrificados )
1946 – Without Reservations ( Romance & Fantasia )
1947 – Angel and the Badman ( O Anjo e o Bandido )
1947 – Tycoon ( Inferno nos Trópicos )
1948 – Fort Apache ( Sangue de herói )
1948 – Red river ( Rio Vermelho )
1948 – 3 godfathers ( O céu mandou alguém )
1948 - Wake of the Red Witch (No rastro da Bruxa Vermelha)
1949 – She Wore a Yellow Ribbon ( Legião invencível )
1949 - Sands of Iwo Jima (Iwo Jima - O portal da glória)
1950 – Rio Grande ( Rio Bravo )
1952 – The quiet man ( Depois do vendaval )
1953 – Trouble along the way ( Atalhos do destino )
1953 – Hondo ( Caminhos ásperos )
1955 – Blood alley ( Rota sangrenta )
1956 – The Searchers ( Rastros de ódio )
1957 - The Wings of Eagles (Asas de Águia)
1957 – Legend of the lost ( A lenda dos desaparecidos )
1959 – Rio Bravo ( Onde começa o Inferno )
1959 – The horse soldiers ( Marcha de heróis )
1960 – The Alamo ( O Álamo )
1960 – North to Alaska ( Fúria no Alaska )
1961 – The Comancheros ( Os comancheiros )
1962 – The man who shot Liberty Valance ( O homem que matou o facínora )
1962 – Hatari!
1962 – The longest day ( O mais longo dos dias )
1962 – How the West Was Won ( A conquista do Oeste )
1963 – Donovan’s Reef ( O aventureiro do Pacífico )
1963 – McLintock! ( Quando um homem é homem )
1965 - In Harm's Way ( A primeira vitória)
1965 – The Sons of Katie Elder ( Os filhos de Katie Elder )
1966 – Cast a giant shadow ( A sombra de um gigante )
1967 – El Dorado
1968 – [[The green berets ( Os boinas verdes )
1969 – True grit ( Bravura indômita )
1969 – The Undefeated ( Jamais foram vencidos )
1970 – Rio Lobo
1971 – Big Jake ( Jake, o grandão )
1972 – The cowboys ( Os cowboys )
1973 - The Train Robbers (Os chacais do Oeste)
1974 – McQ ( McQ – Um detetive acima da lei )
1975 – Rooster Cogburn ( Justiceiro implacável )
1976 – The shootist ( O último pistoleiro )
domingo, 18 de abril de 2010
Prece Telúrica
Prece Telúrica
Os Monarcas
Composição: Arabi Rodrigues/Luiz Carlos Lanfredi
Quem me dera nesses versos
Entregar a cada um
Aos homens do universo
A grande prece comum
Chapéu de pança de burro
Garrão de potro puxado
Contra o vento, a voz empurro
Gritando no descampado
"Adonde" foi a riqueza
De campos, matas e serras
Dá pena ver a tristeza
Nos ranchos da minha terra
(Refrão)
Velho Rio Grande bendito
Bendita terra de Bento
Na tua frente, contrito
Invoco teu sentimento
Campeiros tomem tenência
Agora cantem comigo
O telurismo à querência
Que o povo guarda consigo
A pampa reza parada
Na solidão do deserto
A sanga chora calada
Co'a morte sorrindo perto
"Adonde" foi o lirismo
Do majestoso rebanho?
Que pena, tanto egoísmo
Num mundo deste tamanho
(Refrão)
Quem me dera nesses versos
Entregar a cada um
Aos homens do universo
A grande prece comum
Campeiros cantem comigo
O telurismo à querência
Que o povo guarda consigo
Palanqueado na consiência
sábado, 17 de abril de 2010
A Batalha Do Little Big Horn
A Batalha Do Little Big Horn
Os fatos que conduziram o 7ºRegimento De Cavalaria à batalha
Houve uma expedição, em 1874, que marca o início do fim do 7º De Cavalaria. A partir daí é que iniciam-se os fatos que levaram-o ao massacre em Little Big Horn.
Os motivos da expedição
Depois da Guerra Civil Americana (1861-1865) os Estados Unidos da América passaram por uma grande e grave crise financeira. Em 1874 o governo decidiu enviar uma expedição para as Black Hills (Colinas Negras), que eram sagradas para os índios, apesar de saber das reações contrárias de muitos chefes indígenas, principalmente Touro Sentado, Cavalo Louco e Nuvem Vermelha, apesar deste último estar em uma reserva. O motivo da expedição era o fato de que haviam boatos sobre a existência de ouro nas Black Hills.
Outra coisa que indignaria os índios era que nenhum havia esquecido o massacre do Rio Washita, em 27 De Novembro De 1868. Ali, Custer atacara a aldeia Cheyenne do Grande Chefe Chaleira Preta, matando mais de cem pessoas, inclusive o Grande Chefe e sua esposa. A aldeia estava desarmada
O comando e a formação da expedição
O comando da expedição foi entregue ao General George Armstrong Custer. A expedição tinha em sua maioria militares, sendo que os civis estavam ali apenas como exploradores, condutores de carroça e pesquisadores.
A expedição contava com 1000 homens e 110 carroças e centenas de equinos, asnos e bovinos.
Sucessão dos fatos da expedição
Em 2 De Julho De 1874 a expedição partiu. Demorou 20 dias até que chegassem ao local. 6 dias depois foi encontrado ouro, tão desejado para tirar o país da crise. O General Custer preparou um relatório ao General Terry, e o confiou a Charles Reynolds, que foi ao Forte Laramie para telegrafar o relatório ao General Terry. Em 30 de Agosto a expedição retornou ao Forte Lincoln.
Consequencias da descoberta do ouro
O governo baixou um decreto para forçar os índios livres a irem para as reservas. O problema era que haviam muitas tribos livres que se recusavam a viverem confinadas. O decreto dizia que as tribos deveriam entrar nas reservas até 31 de Janeiro De 1876 e ficassem lá, caso contrário seriam considerados hostis, e o exército teria carta branca para atacá-los.
Mas o decreto saiu em meados de Dezembro De 1875, e chegou ao conhecimento dos índios poucos dias antes do prazo, quando a neve está com mais de um metro de altura, impedindo o trânsito de carroças. Assim o governo pôde dar carta branca ao exército para atacar os índios.
A sucessão de fatos que levaram à batalha
Em fins de Maio De 1876 o governo organizou uma expedição para atacar os Sioux e Cheyennes que encontravam-se entre o Vale Do Rio Rosebud e o Vale Do Rio Big Horn. Eram 3 colunas: uma de infantaria para o General Terry, que partiu de Forte Lincoln (Dakota), uma de infantaria para o General Gibbon, que partiu do Forte Ellis (Montana), e uma de cavalaria para o General Crook, que partiu de Forte Laramie (Wyoming).
Em 20 De Junho o General Terry fez uma reunião com o General Gibbon, o General Custer (Que deveria ter se encontrado com Gibbon, Terry e Crook no local de combate antes de atacar), e o Major Reno, que fazia parte do 7º Regimento De Cavalaria, comandado por Custer. As ordens eram de que somente depois que o inimigo estivesse cercado, é que Cabelos Longos poderia atacar. George recebeu ordens de não atacar antes do dia 26 De Junho.
A aldeia indígena a ser atacada
No dia 25 De Junho Custer chegou a poucos quilômetros da aldeia, que tinha 15000 moradores e 3500 guerreiros, 15 vezes mas do que imaginavam os generais, enquanto Custer tinha apenas 565 soldados. Na aldeia estavam todos os índios Sioux. Os HunkPapas de Touro Sentado e Gaal, os Oglalas de Cavalo Louco, os Minneconjoles do Chefe Corcunda. Aos Sioux se juntaram os Cheyennes de Duas Luas, os de Mocassim Sujo, e os grupos Sans-Arc, BlackFoot e Brulé.
A Batalha Do Rosebud
Durante a reunião o General Crook (que não participou) entrou em uma garganta chamada Passo Do Morto, no Vale Do Rosebud. O Grande Chefe Cavalo Louco com cerca de1000 guerreiros Sioux e Cheyennes estava entrincheirado nas rochas na parte superior da garganta, e quando os casacas-azuis estavam ao alcance das armas de seus guerreiros, Cavalo Louco atacou. O combate durou o dia inteiro, e no final do dia a vitória parecia ser do exército, mas Cavalo Louco guardou parte de seus 1000 guerreiros, os HunkPapas de Touro Sentado, que atacaram os soldados com a violência de um rio em cheia.
Á noite Crook se retirou do Passo Do Morto, para evitar o massacre de seus homens. Ele perdeu 30 soldados e mais de 100 ficaram feridos.
Os erros de Custer
No dia 25 De Junho Custer resolveu atacar os índios, apesar das ordens de Terry. Ele dividiu as tropas em 4 partes: 1 companhia para o Capitão McDougall escoltar as cargas, 3 companhias para o Capitão Benteen impedir uma possível fuga dos índios pelo sul, 3 companhias para o Major Reno atacar pelo leste, e 5 companhias para ele mesmo atacar pelo norte. Estes foram os erros gravíssimos que Custer cometeu, e que levaram as suas 5 companhias ao massacre.
Enfim, o combate
Reno atacou primeiro, e só percebeu a porcaria que Custer fez na hora em que viu os índios chegarem em centenas. No comando indígena estavam Touro Sentado e Cavalo Louco. Reno entrincheirou-se em um bosque com os soldados, mas decidiu sair, e pouco depois Cavalo Louco e Touro Sentado encerraram o combate com o Major.
Ocorrido isso, Custer decidiu atacar, e só aí percebeu o erro que cometeu. Os índios estavam em mais de 3000 contra 266 das 5 companhias de Custer.
O Tenente W. W. Cook, o qual estava nas tropas comandadas exclusivamente por Custer, escreveu uma mensagem para o Capitão Benteen ordenando que ele fosse com suas tropas ao encontro das 5 companhias, e que trouxesse a companhia do Capitão McDougall. O Tenente enviou a mensagem através do corneteiro Giovanni Martini, imigrante italiano de 23 anos e originário de Salermo.
Como foi o combate
O combate durou menos de uma hora, e todos os casacas-azuis morreram, literalmente todos, até mesmo Custer, dois irmãos seus, um sobrinho e um cunhado. Nem mesmo os cavalos sobreviveram. George foi um dos últimos a cair.
Este foi o triste fim do bravo General George Armstrong Custer e suas cinco companhias do glorioso 7º Regimento De Cavalaria
Baixas nos dois confrontos
As tropas do Major Reno perdeu 30 homens, inclusive Charles Reynolds, veterano da expedição ás Black Hills. As tropas de Custer sofreram 265 baixas, inclusive Thomas Custer e Boston Custer, irmãos do General Custerm, James Calhoun, cunhado do general, e Harry Autie Reed, o sobrinho de Custer. Quando Benteen e suas companhias trocaram tiros com alguns grupos indígenas remanescentes, mais 29 baixas foram sofridas.
As tropas dos Grandes Chefes perderam pouco mais de 300 homens, com pouco mais de 100 feridos. Essa pouca quantia de baixas deve-se ao fato de que os militares não tinham muita munição (pelo fato de que eles estavam sem a companhia de cargas), e ao fato de que Custer havia dado a ordem de que os soldados atirassem apenas na certeza, isto já no final do combate.
http://www.youtube.com/watch?v=EGohzYn_Tj8&feature=related
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Os Monarcas
João Dos Santos
Os Monarcas
Fandangueando
Pela estrada do pampa se vamo faceirote batendo na marca
Emponchado de bailes e festas essa é a vida que leva Os Monarcas
Não há chuva, frio ou mormaço que atrapalhe um só compromisso
O Rio Grande está satisfeito orgulhoso do nosso serviço
(No fechar da porteira do baile rebanhamos saudade e lembrança
Vem a aurora vestida de prenda nasce o dia pra outras andanças)
Nos lugares que toca Os Monarcas a peonada se alegra dançando
Chora a gaita ponteia o violão vibra a alma do pago cantando
A união do grupo Os Monarcas espelha essa terra sem luxo
Surge o canto altivo e de marca exaltando o pampa gaúcho
Na garupa do tempo levamos o sorriso que brota amizade
Sempre em busca de um novo horizonte deixando e levando saudade
Que seria de nós Os Monarcas sem o povo que faz a festança
Fandangueando nos bailes costeiros no bailado da nossa esperança
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