quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mercadores De Morte


Em busca de pistas dos assassinos do ranger Burt Kellers, Tex assume a identidade de Ted Hawkins e vai para Elk City, ao sul de Oklahoma, onde reina um clima de tensão entre índios, ladrões de gado e assaltantes da mina da região. Mas isto era apenas a ponta de um iceberg, por trás de tudo uma rede organizada de tráfico de álcool aos índios.

Após ter desbaratado a quadrilha que roubava os transportes de prata, Tex parte à procura do assassino de seu colega, o ranger Burt Keller. Nessa senda ele vai trombar com o inescrupuloso Nelson, proprietário de uma destilaria clandestina. A fim de desmascarar o criminoso e sua quadrilha, o ranger se infiltra no bando, mas um acontecimento inesperado vai colocar sua vida em mortal perigo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

MOVIMENTO PAULISTA LANÇA NOTA DE REPÚDIO

MOVIMENTO PAULISTA LANÇA NOTA DE REPÚDIO

24 de janeiro de 2011

Como já é costume desde o inicio da década de 1990, a Rede Globo de Televisão continua tentando demonizar os Movimentos Separatistas (do Sul e de São Paulo) ligando-os com grupos que defendem idéias racistas e xenófobas. Da mesma forma como aconteceu como o Movimento O Sul é o Meu País em 1993, no último dia 2 de janeiro o programa Fantástico colocou a sua equipe de reportagem a campo para combater o Movimento Paulista, tendo como pano de fundo um caso de xenofobia praticado por um irresponsável estudante de São Paulo, ligando-o através de imagens forjadas com as idéias defendidas pelo MRSP (Movimento República de São Paulo).

Por tratar-se de um atentado contra os princípios daquele Movimento, sua diretoria decidiu por bem lançar uma Nota de Repúdio a atitude da Rede Globo de Televisão. A Nota, na sua integra é a que segue abaixo:



MRSP – MOVIMENTO REPÚBLICA DE SÃO PAULO

NOTA OFICIAL DE REPÚDIO À ASSOCIAÇÃO DA IMAGEM DO MRSP- (MOVIMENTO REPÚBLICA DE SÃO PAULO) A RACISMO E OUTRAS AÇÕES CRIMINOSAS

O Movimento República de São Paulo – MRSP, vem a público formalizar veementemente repúdio contra o programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão. Em especial a caluniosa tentativa de associar a imagem deste grupo, bem como de seus associados, a práticas de crimes e apologia ao racismo e ao nazismo. Tentativa esta feita em reportagem levada ao ar na data de 02 de janeiro de 2011, também disponível na internet no seguinte endereço eletrônico: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1639045-15605,00-JOVENS+HUMILHAM+NORDESTINOS+E+POBRES+EM+COMUNIDADES+PELA+INTERNET.html

No decorrer da reportagem que fazia denúncias de crimes cometidos por nazistas e racistas exibiu-se a logomarca do MRSP. Tratando-se de clara tentativa de associar tais práticas ao membros deste Movimento. Há ainda o depoimento tendencioso do Historiador Marco Antonio Villa que afirma, de forma tendenciosa que "...tendências separatistas que sempre levam à discriminação e ao racismo". Houve também clara tentativa de ludibriar a população tentando associar o jovem Caio César a este Movimento. Destaque-se que o mesmo não é e nunca foi membro do MRSP.

Da mesma forma destacamos que temos o mesmo pensamento levado a público pela delegada Magarett Barreto, entrevistada durante a reportagem. Concordamos que o argumento "raça" como motivo para defesa de teses, quaisquer que sejam, é crime. Lamentamos as ofensas conta a Escola de Samba Acadêmicos do Tucurivi, mais ainda lamentamos esta tentativa sem ética do Programa Fantástico de denegrir a imagem do MRSP que é uma organização pacífica, que não aceita defensores de teses criminosas em seu quadro de membros, bem como hoje defende muito mais que apenas a autonomia de São Paulo, mais sim a defesa da maior autonomia para todos os entes desta Federação.

In fine, o MRSP informa que entrará com as medidas legais cabíveis contra o Programa Fantástico e contra qualquer ente, pessoa jurídica ou física, que tente associar a entidade com atos racistas e ilícitos. Isto posto, solicitamos:
-Concessão de direito de resposta em veículo televisivo, radiofônico e impresso, devidamente fundamentado do artigo 5º, V da Constituição Federal de 1988;
"ART 5º V- É assegurado o direito de resposta proporcional ao agravo, além de dano material, moral ou à imagem"

São Paulo, 03 da Janeiro de 2011

MOVIMENTO REPÚBLICA DE SÃO PAULO
Contato: diretoriamrsp@yahoo.com

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cem Anos De Glória


Cem Anos De Glória

Grupo Rodeio

La pucha que o tempo se apaga cem anos de adaga e garrucha na mão
O sangue me escorre nas veias na bruta peleia encharcando meu chão
Se achicam tentear nosso charque barganham promessas de recompensar
No punho farrapo se cria nossa ideologia de nos libertar

Bamo gaúcho de novo liberta teu povo de adaga na mão
Mande os caranchos a la cria mostra ideologia e nossa tradição
Povo marcado surrado por tua riqueza se põe a pelear
Cem anos de nossa história momento de glória não tarda a chegar

Nos chamam gaúcho farrapo se a veste é um trapo é de tanto lutar
Não sorta um só tento meu povo peleando de novo não bamo froxá
Se abancam carretear o sebo barganham promessas de recompensar
No punho farrapo se cria nossa ideologia de nos libertar

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pôster Tex Nuova Ristampa 153


Movimentadíssima ilustração da autoria de Claudio Villa onde vemos Tex Willer, que estava acompanhado de Jack Tigre, na rua principal de Fork City em plena fuga, numa cavalgada desenfreada, disparando contra os habitantes da aldeia, que os queriam linchar para se vingarem de acções cometidas pelos fanáticos índios criminosos comandados por Cruzado.

Desenho usadopela Mythos Editora como capa de Grandes Clássicos do Tex #8 e inspirado na história “I guerrieri venuti dal nord” de G. Nolitta e Aurelio Galleppini (Tex italiano #242 a #245).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

domingo, 30 de janeiro de 2011

Língua De Trapo

Língua De Trapo

Teixeirinha

Composição: Teixeirinha

Tem alguém me criticando
Mal do meu nome falando
Sem eu estar prejudicando
Sigo meu caminho honrado
De certo inveja o meu braço
Ou os meus nervos de aço
Com esses versos que eu faço
Muito simples bem rimado
Ó, ó, ó
Tens a boca de cuica
Quanto mais tu me critica
Mais prá trás tu ainda fica
Quem fala mal faz pecado

A cópia da minha vida
Devia ser preferida
Prá tua língua comprida
Que não praticas o bem
Seguerias meu caminho
Sem maldade sem espinho
Teria deus mais pertinho
Como eu e outros tem
Ó, ó, ó
Graças a deus mal não fiz
A bíblia sagrada diz
Quem quiser ser mais feliz
Não faça mal a ninguém

Tu vives batendo papo
Com esta boca de um sapo
Dentro uma língua de trapo
Criticando os versos meus
Tens mágoa do meu cartaz
O que eu faço tu não faz
Vou te deixando prá trás
Com o dom que deus me deu
Ó, ó, ó
Meus fãs têm muita moral
Minhas fãs não têm igual
Não foi prá fazer o mal
Que Teixeirinha nasceu.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Batalha De Shiloh

A Batalha De Shiloh (6 a 7 de Julho de 1862), também conhecida como a Batalha De Pittsburg Landing, foi um dos grandes combates do teatro de operações oeste da Guerra da Secessão. O Exército de Mississipi confederado, sob Albert Sidney Johnston e P.G.T. Beauregard, atacou de surpresa o Exército de Tennessee, sob Maj. Gen. Ulysses S. Grant, chegando muito próximo a destruí-lo no primeiro dia de batalha. A chegada de reforços federais (Exército de Ohio, de Gen. Don Carlos Buell) na noite do dia 6 reverteu a situação, dando a vitória a União.

Após ter perdido as batalhas dos fortes Henry e Donelson, em Fevereiro de 1862, o general confederado Albert Sidney Johnston recuou suas forças para o oeste de Tennessee, norte de Mississippi e Alabama.

Do lado da União, o Maj. Gen. Henry W. Halleck, comandante do Teatro de Operações Oeste, ordenou ao Exército de Tennessee, sob Maj. Gen. Grant que aguardasse a chegada do Exército de Ohio, de Buell que partia de Nashville. Recebido o reforço, Grant deveria avançar contra a ferrovia Memphis & Charleston Railroad, linha de suprimento vital para o vale do Rio Mississippi, Memphis e a capital confederada Richmond.

Nos meados de março, Gal. Brigadeiro William Sherman, um dos comandantes de divisão do Exército de Tennessee recebeu a ordem de interromper a linha ferroviária da Charlton & Memphis Railroads no trecho entre Corinth e Iuka. ao longo do percurso, ele identificou na margem oeste do Rio Tennessee uma área plana e alta suficiente para evitar as inundações da primavera, chamada de Pittsburg Landing. Apos o reconhecimento pessoal, Grant aprovou a localidade como novo acampamento e transferiu para lá as divisões de Sherman, Stephen Hurlbut, John McClernand, Benjamin Prentiss e W.H.L. Wallace, totalizando 35 mil soldados. A divisão de Lew Wallace, com 7.500 homens ficaria numa área próxima, denominada Crump's Landing. Nesses locais, Grant aguardaria a chegada do Exército de Ohio, sob Don Carlos Buell. Sem saber, Sherman havia escolhido o campo para uma das batalhas mais sangrentas da guerra.

A área era extremamente propícia à defesa, pois era delimitada por três riachos profundos (Snake Creek, Owl Creek e Lick Creek), deixando apenas uma frente de três milhas de solo seco para o avanço de qualquer atacante. Mas, após contundentes derrotas impingidas aos confederados, ninguém esperava que estes pudessem arriscar um ataque. Nenhuma ordem foi dada para entrincheirar as tropas. Para agravar a situação, a maior parte dos soldados federais eram recrutas inexperientes, parte delas carecendo mesmo do mais básico treinamento de manobras em nível de companhia. Completando o quadro, Grant ausentou-se do campo sem ter designado formalmente um substituto .

Em 3 de Abril de 1862, quarenta mil confederados sob Johnston iniciaram a marcha em direção às tropas de Grant, buscando destruí-las antes da chegada de Buell. O plano de batalha do rebeldes, elaborado por P.G.T. Beauregard, previa um assalto em três ondas, compostas pelos corpos de exército de William Hardee, Braxton Bragg e Leonidas Polk. O corpo de John Breckinridge constituiria a reserva. A idéia era atingir com mais intensidade o flanco esquerdo da União, empurrando o inimigo para a área pantanosa entre os corregos Owl e Snake. Um efeito adicional seria isolar os federais do Rio Tennessee, de onde os reforços sob Buell eram esperados. Mas o plano foi mal concebido para esse objetivo, pois não era prevista nenhuma concentração de forças particularmente forte no flanco direito confederado. Na prática, a manobra mostrou-se ainda muito complexa para as tropas pouco experientes e contribuiu para progressivamente desorganizar as linhas dos atacantes.

Até a noite de 5 de Abril, Sherman e Grant receberam numerosas informações sobre movimento de tropas inimigas, mas não lhes deram crédito.

Na madrugada do dia 6, duas companhias da divisão de Prentiss enviadas em patrulha, encontraram uma forte coluna confederada, iniciando a Batalha de Shiloh. O ataque confederado tomou as tropas estacionadas de surpresa. Os soldados federais formavam linhas de combate apressadamente, sem tempo de proteger adequadamente os flancos. Sherman coordenou a resistência da melhor forma possível dentro das circunstâncias, dando exemplo de coragem. Ao longo da batalha, teve três cavalos abatidos sobre si. Grant, que estava cerca de 10 milhas distante, chegou apenas no meio do dia.

Os rebeldes avançavam rapidamente, empurrando as tropas oponentes contra o rio. Finalmente, os generais da União Prentiss e W.H.L. Wallace conseguiram estabilizar parte da linha defensiva no local que ficou conhecido como Hornet's Nest ou Sunken Road. Apos repetidos ataques malogrados dos confederados a essa localidade, uma grande concentração de fogo de artilharia forçou os defensores à rendição. Wallace foi morto e Prentiss capturado. Mas a tenaz resistência comprou para o exército da União o precioso tempo necessário para consolidar as linhas.

A divisão federal de Lew Wallace, que estava estacionada em Crump's Landing marchou pelo caminho errado, saindo na retaguarda dos confederados. Em vez de atacar os exaustos e desorganizados inimigos de uma direção inesperada, Wallace ordenou contramarcha, retardando a sua entrada em combate até o fim do dia.

No meio da tarde, os confederados sofreram um grande revês: seu comandante A.S. Johnston foi morto, e o comando tático passou para o idealizador do plano de batalha, Gal. Beauregard. Beuregard avaliou que Grant não seria reforçado durante a noite e que as suas própria tropas já haviam se desorganizado consideravelmente ao longo do avanço. Assim, optou por retomar os ataques apenas no dia seguinte.

Foi um erro sério, pois ao anoitecer Lew Wallace e Buell chegaram ao campo de batalha, com 27 mil novos soldados. Grant resumiu o dia com uma forte ofensiva, varrendo os confederados das posições que havia perdido no dia anterior.

A vitória da União foi um importante passo para adquirir o domínio do Vale do Mississippi, via fluvial de enorme importância estratégica. Sua tomada pela União dividiria a Confederação em duas partes, alijando os exércitos confederados de importantes áreas de recrutamento e de produção agrícola vital para o esforço de guerra.

A batalha fora a mais sangrenta da história dos EUA até aquele momento, excedendo as baixas da Guerra da Independência, Guerra de 1812 e Guerra Mexicano-Americana juntas. A nação ficou chocada.

Grant sofreu severas críticas por ter falhado em considerar seriamente os indícios do ataque iminente, por ter se ausentado do campo sem indicar substituto e principalmente por não entrincheirar as tropas. Apenas o suporte pessoal de Lincoln permitiu sua permanência no cargo. Em contraste, o desempenho de Sherman, que semanas antes tivera sua sanidade mental questionada pelos jornais, foi muito elogiado, trazendo-lhe total redenção aos olhos da opinião pública.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Gaita E Violão

Gaita E Violão

Teixeirinha

Depois que ela foi embora
Não encontrei mais razão
Não sai de minha tristeza
A mágoa do coração
Eu só encontro consolo
Na rima e verso e a canção

Com esta saudade baita
Ouvindo o som desta gaita
E os acordes do violão

Há! se não fosse esta gaita
E o companheiro violão
Eu já teria morrido
De saudade e de paixão
O inventor do instrumento
Deus abençôo a mão

Os pobres nobres e lordes
Posam dentro dos acordes
A paz na desilusão

Descontraído eu me encontro
Ouvindo a gaita sonora
A gaita por mim suspira
Por mim o violão chora
Enquanto meu peito canta
O meu coração melhora

Violão gaita querida
É o que me alegre na vida
Depois que ela foi embora

Por isso eu sei que não morro
De saudade da senhora
Inventa outra dor prá mim
Volte me mate na hora
Sufoca-me com seus beijos
Eu lhe desafio agora

Gaita e o violão são dois
Seremos quatro depois
Botando a mágoa prá fora.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Batalha De Sharpsburg


A Batalha De Sharpsburg, também conhecida como Batalha De Antietam, aconteceu em 17 de setembro de 1862, em Sharpsburg, Maryland. Foi a primeira grande batalha que ocorreu em território da União. A Batalha de Antietam caracteriza-se por ser o dia mais sangrento da história americana, onde mais de 23 mil americanos - incluindo aqueles lutando pelos Estados Confederados da América - perderam a vida. A vitória da batalha por parte da União deu ao então presidente dos Estados Unidos da América, e líder das forças da União, Abraham Lincoln, suficiente confiança para proclamar sua Proclamação de Emancipação, em 1 de janeiro de 1863.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

No Lombo Do Luar

No Lombo Do Luar

Os Monarcas

Cada vez que o pensamento se solta a vagear solito
O olhar se perde nas brumas da imensidão do infinito
Corto a noite pelo meio montando a lua prateada
Que solto a pastorejar, nas barras da madrugada (nas barras da madrugada)
Se a estrada é nova, faço crescente as ânsias,
Pois se é cheia a inspiração, são minguantes as distancias

Quem nunca cruzou a noite sobre o lombo do luar
Não entende os motivos que me fazer estradear
E nestas noites de ronda onde o silêncio flutua
Vou rendendo um sonho antigo, a cada quarto de lua( a cada quarto de lua)

A crescente e a minguante são as melhores de encilha,
Pois a cheia por devalve, corre a chincha pras virilha
Quando encilho a lua nova boto o laço a bater cola
Por delgado aperto a chincha ate unir as argolas (ate unir as argolas)

Se a estrada é nova, faço crescente as ânsias,
Pois se é cheia a inspiração, são minguantes as distancias

Quem nunca cruzou a noite sobre o lombo do luar
Não entende os motivos que me fazer estradear
E nestas noites de ronda onde o silêncio flutua
Vou rendendo um sonho antigo, a cada quarto de lua( a cada quarto de lua)

Sempre no fim da jornada o sol se achega e apeia
E vem emprenhar de luzes o ventre da lua cheia
Do outro lado do mundo, algum parceiro de andanças
Me trás a lua de volta sempre que a noite me alcança

Se a estrada é nova, faço crescente as ânsias,
Pois se é cheia a inspiração, são minguantes as distancias

Quem nunca cruzou a noite sobre o lombo do luar
Não entende os motivos que me fazer estradear
E nestas noites de ronda onde o silêncio flutua
Vou rendendo um sonho antigo, a cada quarto de lua( a cada quarto de lua)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Batalha De Oak Hills

A Batalha Do Wilson's Creek, também conhecida como Batalha De Oak Hills, ocorreu em 10 de agosto de 1861 nas proximidades da cidade de Springfield, Missouri. Os oponentes foram o exército da União e a Guarda Estadual do Missouri, no princípio da Guerra Civil Americana. Foi a primeira das grandes batalhas da Guerra Civil a Oeste do Rio Mississippi.

O general de brigada Nathaniel Lyon acampara com o Exército do Oeste em Springfield, Missouri, quando houve a aproximação do Exército Confederado sob o comando do general de brigada Benjamin McCulloch. Em 9 de agosto, ambos os lados formularam planos para atacar o outro. Por volta das 5:00 horas do dia 10 de agosto, Lyon, com duas colunas comandadas por ele próprio e o coronel Franz Sigel, atacou os Confederados no Wilson's Creek, a cerca de 15 quilômetros de Springfield. A cavalaria rebelde recebeu o primeiro impacto e as tropas recuaram até Bloody Hill. Mas logo as forças confederadas conseguiram estabilizar suas posições.

Os confederados atacaram três vezes as forças da União naquele dia mas não conseguiram romper as linhas defensivas. Lyon foi morto durante a batalha e foi sucedido no comando pelo major Samuel D. Sturgis. Os Confederados então arrasaram com a coluna de Sigel, ao sul de Skegg's Branch. Após o terceiro ataque dos Confederados, que terminou as 11:00 horas, Sturgis viu seus homens exaustos e com a munição no fim e então ordenou a retirada para Springfield. Os Confederados não conseguiram se organizar para a perseguição. A vitória Confederada atraiu simpatizantes dos separatistas para o Missouri e deu aos Confederados o controle militar do sudoeste daquele estado durante boa parte da guerra.

Com o começo da Guerra, o Missouri se declarou "neutro armado" e não enviou materiais ou homens para nenhum dos lados. Em 20 de abril de 1861, uma multidão separatista invadiu o Arsenal de Liberty, mantido pela União no estado. Então, a neutralidade sofreu o maior teste em 10 de maio de 1861 com o 'Caso de Camp Jackson'. O governador Claiborne F. Jackson chamou a milicia do estado para vigiar a fronteira de St. Louis em Lindell Grove, pois não queria que o material do arsenal de St. Louis fosse retirado pelos soldados da União e o colocara no agora chamado Camp Jackson. O capitão legalista Nathaniel Lyon chegou com a milícia e cercou o campo com suas tropas e membros da guarda do estado, forçando a milícia de Jackson a se render. Ao marchar pelas ruas de volta ao Arsenal, uma multidão chegou e muitos, furiosos, protestaram. Houve tiroteio e vários mortos civis e também milicianos e soldados. Um dia depois, a Assembleia Geral do Missouri criou a Guarda Estadual do Missouri para defender o estado dos ataques dos invasores, tanto do Norte como do Sul. O governador indicou Sterling Price para ser o general.

Temendo que o Missouri se aliasse ao Sul, William S. Harney, o comandante federal no Missouri, elaborou o documento conhecido por Price-Harney Truce em 12 de maio de 1861, no qual era reafirmada a neutralidade do Missouri no conflito. O governador Jackson declarou apoiar a União. Contudo, Harney foi substituido por Lyon (promovido a general) e Abraham Lincoln requisitou oficialmente tropas do Missouri para compor o serviço federal. Jackson não concordou. Em 12 de junho de 1861, Lyon e Jackson se encontraram em St. Louis tentando resolver o impasse e não chegaram a um acordo.

Lyon então reagiu e rapidamente tomou a capital e expulsou Jackson e Price. O agora chamado "governo do exílio", atravessou o Missouri e organizou a luta armada na Batalha de Boonville em 17 de junho de 1861, seguida da Batalha de Carthage em 5 de julho de 1861. Com a crise, os delegados eleitos para a Convenção Constitucional do Missouri (1861-63) e que haviam optado pela neutralidade em fevereiro, se reuniram novamente e decidiram reconsiderar e apoiar a União. Em 27 de julho a convenção declarou o governo vago e escolheu Hamilton Rowan Gamble como governador provisório.

Em 13 de julho de 1861, as tropas de Lyon acamparam na cidade de Springfield. Eram cerca de 6.000 homens. As forças eram compostas dos Primeiro, Segundo, Terceiro e Quinto Batalhões de Infantaria do Missouri, o Primeiro Batalhão de Infantaria de Iowa e os Primeiro e Segundo Batalhões de Kansas, várias companhias de infantaria e cavalaria do exécito regular e três baterias de artilharia.

No fim de julho de 1861, a Guarda Estadual do Missouri acampou a 120 quilometros de Springfield e foi reforçada pelas forças do general de brigada Confederado Benjamin McCulloch e a milícia do estado do Arkansas sob o comando do general de brigada N. Bart Pearce, totalizando-se cerca de 12.000 homens. Foram feitos planos para atacar Springfield mas o general Lyon saiu da cidade em 1 de agosto numa tentativa de surpreender as forças do Sudeste. As tropas adiantadas atacaram Dug Springs em 2 de agosto e conseguiram a vitória, mas Lyon percebeu a desvantagem numérica e voltou para Springfield. McCulloch, agora no comando do exército do Missouri, viu que era a sua chance. Em 6 de agosto suas forças já estavam acampadas no Wilson's Creek, a 16 quilometros do sudoeste da cidade.

Em minoria, Lyon planejou ir para o noroeste em Rolla (Missouri), para se rearmar e reabastecer, mas temia ser atacado de surpresa. O coronel da União Franz Sigel, segundo-em- comando de Lyon, propôs então uma estratégia agressiva para atacar McCullough com um movimento de pinça. Ele deveria liderar 1.200 nos flancos enquanto o corpo principal comandado por Lyon atacaria ao norte. Lyon aprovou e a União marchou para fora de Springfield uma vez mais na noite de 9 de agosto de 1861, deixando cerca de 1.000 homens para proteger os suprimentos e cobrir a retaguarda. O sucesso da estratégia da União dependia do elemento-surpresa. McCulloch também planejara um ataque-surpresa à cidade, mas uma chuva cancelou seus planos.

De acordo com o Censo Americano de 1860, no Condado de Christian (Missouri) havia uma população total de 5.491 com 229 escravos; e no Condado de Greene, 13.186 com 1.668 escravos.

Às 5:00 horas da manhã, com a primeira luz do dia de 10 de agosto, as forças da União atacaram. Os rebeldes foram pegos de surpresa. As forças de Lyon entraram no campo inimigo e tomaram o ponto mais alto conhecido como "Bloody Hill." Foi quando a artilharia Pulaski do Arkansas deteve o avanço, com o apoio da infantaria de Price que correu para organizar as linhas rebeldes na colina.

O plano de Sigel de início foi bem-sucedido: ele flanqueou a cavalaria do Missouri mas foi detido quando as forças de McCulloch contratacaram. Não havia ainda uniformes e bandeiras específicas para a guerra e por isso os homens de McCulloch usavam roupas parecidas com as de Sigel. Os soldados da União acreditaram que estavam próximos das linhas de McCulloch e que iriam se unificar e não perceberam que as tropas dos inimigos chegaram antes até ser tarde demais. O flanco foi devastado pelo contra-ataque e Sigel e seus homens fugiram pelo campo.

Com a perda do flanco de Sigel, a batalha ficou a favor dos rebeldes. Lyon, que levou dois tiros, se tornou o primeiro general da União a ser morto na guerra; ele foi atingido no coração em Bloody Hill, por volta das 9:30 da manhã. O major Samuel D. Sturgis assumiu o comando do Exército da União. Nesse momento a União mantinha ainda as posições defensivas no topo da colina. Às 11:00, as forças da União foram repelidas por três cargas dos Confederados. Sem munição e com os homens exaustos, Sturgis retirou-se ante o risco de um quarto ataque dos Confederados.

As baixas foram equivalentes em ambos os lados:1.317 da União e 1.230 dos Confederados. Mas no campo a vitória foi confederada, com as tropas da União recuando até Rolla. Com a vitória, a Guarda de Missouri de Price começou a invadir o nordeste do Missouri culminando com a Primeira Batalha de Lexington em 20 de setembro de 1861.

Em 30 de Outubro de 1861, os missourianos comandados por Price e Jackson se juntariam oficialmente à causa dos Confederados em Neosho (Missouri). Jackson foi nomeado o governador da Confederação para o Missouri. Contudo, o novo governo nunca alcançou a maioria da população e o estado permaneceria com a União durante a guerra. Quando o pouco controle de Price e Jackson foi perdido na Batalha de Fredericktown em 21 de outubro e na Primeira Batalha de Springfield em 25 de outubro de 1861, o governo foi forçado a deixar o estado.

Apesar das vitórias de Price, ele nunca recebeu apoio popular para garantir o dominio dos territórios. Depois de 1861, ele se tornou um general Confederado e liderou tropas em batalhas no Arkansas e Mississippi. Ele continuou as escaramuças até ser derrotado em 1864, quando retornou para o Missouri. O estado então estava tomado pelas ações de guerrilha dos bushwhacker, dos "Salteadores de Quantrill" e dos homens de Bill Sanguinário Anderson.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Oigo Tu Voz

Oigo Tu Voz

Carlos Gardel

Miedo de morir,
ansia de vivir,
sueño o realidad?...
Algo quiere ser
un amanecer
en mi soledad...
Canto que olvidé,
sitios que dejé,
dicha que perdí...
Hoy en la emoción
de mi corazón
todo vuelve a mí!

Oigo tu voz
la que mi oído no olvida!
Me trae tu voz
hasta mi pena escondida
la luz y la vida
de un rayo de sol...
Vuelvo a escuchar
el nombre mío en tu acento,
sin descifrar
si es la palabra que siento
mentira del viento,
delirio, no más...

Tiemblo por saber
si en mi puerta estás,
si es tu propia voz;
y no quiero abrir
para no llorar
muerta mi ilusión...
Déjame pensar
que a salvar vendrás
el deshecho amor...
Déjame creer
que eres siempre, al fin,
tú mejor que yo!

domingo, 23 de janeiro de 2011

O profeta indígena


Manitary é um jovem profeta pele-vermelha que quer resgatar o orgulho dos Hualpai. Desencadeará um inferno, reunindo em um único exército todas as tribos do deserto com o objetivo de derrotar e expulsar para sempre os homens brancos das terras do Sudoeste, que tempos atrás pertenciam aos índios. No seu caminho, porém, Manitary encontrará Tex e seus pards, decididos a impedir um inútil massacre.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Confusão No Baile

Confusão No Baile

Gildo De Freitas

Composição: Gildo De Freitas

Eu fui toca num arrasta pé
Que até hoje não sai da lembrança
Tava tocando chegou um rapaz
Muito contente pra entrar na dança
E foi chegando pra perto de mim
Falando baixo assim no meu ouvido
Seu sanfoneiro não me leve a mal
Me da licença eu vou fazer um pedido

Você ta vendo ali aquela moça
Que está de pé ali sobre a janela
Toque uma polca daquelas antigas
Porque esta polca eu vou dançar com ela
Mas o rapaz estava de azar
Quando chegou perto da mocinha
Estava outro encostado nela
Disse te arreda que esta polca é minha

E foram os dois assim discutindo
Num bate papo até o clarear do dia
A polca é minha e a polca é tua
E nessa polca deu a porcaria
Eu sou gaiteiro que toco meus bailes
Eu tenho fama de bom tocador
Eu toco pouco baile na cidade
Eu toco muito é no Interior
Eu atendo qualquer um pedido
Eu toco xote eu toco vaneira
Só não atendo pedido de polca
Para evitar de alguma outra porqueira

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pôster Tex Nuova Ristampa 152


Inusitada ilustração de Claudio Villa onde vemos Tex Willer agredir um viking que estava de sentinela a uma cabana no interior de um povoado fortificado numa ilha misteriosa habitada há séculos por vikings, para poder libertar o professor Thorwen e a sua filha Kate que estavam aprisionados.

Desenho INÉDITO nos países lusófonos e inspirado na história “L’isola misteriosa” de G. L. Bonelli e G. Letteri (Tex italiano #239 e #240).

(Para aproveitar a extensão completa do pôster, clique no mesmo)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Com A Capa Da Gaita

Com A Capa Da Gaita

Os Monarcas

Composição: (João Aberto Preto,Pedro Neves e Gildinho)

Ando de olho nessa chinoca retaca
De anca larga e com andar de capivara
Clareia o dia e eu já estou andando as cata
Rumo ao perfume que vem dessa coisa rara
Um dia desses se pechemo no galpão
E me cruzou um frio bem loco pela a espinha
Descompassou o trote do meu coração
E na hora h ela me fugiu da rinha

Daqui três dias tem gingado no povoado
E e num dobrado que eu vou perde a paciência
Naquele beiço lanhado a jaboticaba
Vou lasca um beijo de faze treme a querência

Eu sou taura farquejado na campanha
Não tem nhe nhem pra aparpa a felicidade
O meu tenteio e sem enleio só na manha
E as chinoca sabe que eu falo a verdade
E e com este sonho que eu vo aparpando os pelegos
Pra num achego clarearas ânsias deste taita
Eu so do tempo que se não temo legeero
Sorrimo noite só com a capa da gaita

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tex ganhando o respeito entre os gaúchos da Patagônia



Para ver a imagem inteira clique na própria.

Publicado originalmente por José Carlos Pereira Francisco em: http://texwillerblog.com/wordpress/?p=24795

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Serrano, sim senhor

Serrano, sim senhor

Os Serranos

Composição: Flory Weger/ Jauro Ghelen/ Glauber Vieira.

Venho de cima da serra
Sou serrano, sim senhor
Sou um tigre peleador
Guardião dessa fronteira
Sou abridor da porteira
Pra aqueles que vêm em paz
Sou posteiro e capataz
Da invernada brasileira

Se a minha bombacha é estreita
Não é por falta de pano
Pois a lida de vaqueano
Me proibe o exagero
De diferente é o apelo
E a bota é a sanfonada
Eu herdei das carreteadas
E dos birivas tropeiros

Me orgulho em ser serrano
Pisador de geada fria
Domador de ventania
Para-peito pro Minuano
Sou gaiteiro veterano
Sapecador de pinhão
No mundo que é meu galpão
Sou monarca soberano

Trago retrechos na alma
De cordeonas fandangueiras
De guitarras choradeiras
Herdadas do velho mundo
Acordes do Pedro Raimundo
Clarinando a madrugada
Assobiando pela estrada
Na volta de algum surungo

Pra demarcar a divisa
Plantei a velha bandeira
Levantei esse trincheira
Pra rebater o invasor
Sou eterno bombeador
Da pampa continentina
Tive essa graça divina
Sou Serrano, Sim Senhor!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tex em 2011: um olhar à programação oficial

Hoje no blogue do Tex vamos lançar um olhar à programação OFICIAL* das edições de Tex em 2011 para descobrir em antestreia, através de uma viagem de várias etapas, o que Tex oferecerá aos seus leitores nos próximos doze meses.

Uma cavalgada épica através do Oeste! Da populosa e agitada da cidade de Sacramento aos canyons do Colorado, das montanhas selvagens do Wyoming aos desolados desertos nos confins mexicanos, Tex e os seus pards viverão um dos seus anos mais aventureiros, correndo mil perigos mortais, enfrentando inimigos de toda a espécie e consolando-se com os clássicos bifes com três dedos de altura!

Em 2011, vamos descobrir uma sinistra conspiração que ameaça a vida de um dos mais próximos amigos e aliados de Tex, o General Davis; iremos rever Johnny Laredo, chefe dos scouts do Forte Apache, que se unem a Tex e Jack Tigre na luta sem quartel contra o misterioso Revekti; exploraremos com os quatro pards as desabitadas “terras fumegantes” do Yellowstone, entre trappers e os índios Nez Percé; encontraremos os agentes especiais da Topeka & Santa Fe Railroad, em guerra contra uma outra companhia ferroviária e o inexpugnável assassino Mondego; e, enquanto se aguarda o Tex Gigante desenhado por Gomez, tomaremos conhecimento de uma caravana de mulheres corajosas.

Este Verão, com uma história que verá os pards arriscarem mais do que a pele na longíqua Spokane Falls, nos trará uma surpresa muito especial: uma nova série anual de histórias inéditas… a cores!


Veja de seguida, quatro páginas inéditas de quatro histórias a serem publicadas este ano






*Texto apresentado no website da Sergio Bonelli Editore em 14 de Janeiro de 2011.
Tradução e adaptação a cargo de José Carlos Francisco.
Copyright: © 2010, Sergio Bonelli Editore S.p.A.

Publicado também em: http://texwillerblog.com/wordpress/?p=24745

domingo, 16 de janeiro de 2011

Bugio De Fole Solto

Bugio de Fole Solto

Os Monarcas

Composição: Percival F Pedroso / Pedro Neves

Essa cordeona dengosa
Me chama pro sarandeio
Onde a china Florisbela
Se debruça nos meneios
Brilhantina com extrato
Se espalham pelo ar
Num rancho de chão batido
Salpicado de luar

Retalhando a tabatinga
Sarandeio a noite inteira
Escondendo a Florisbela
No meio da polvadeira

Vai na chama do lampião
No fole que vai e vem
Com a china Florisbela
Sacudindo o recavém
No bugio de fole solto
Dou-lhe pata e peço cancha
Gastando o taco sa bota
Nos braços dessa pingüancha

Retalhando a tabatinga
Sarandeio a noite inteira
Escondendo a Florisbela
No meio da polvadeira

Retalhando a tabatinga
Nos braços dessa pingüancha
No bugio de fole solto
Dou-lhe pata e peço cancha

sábado, 15 de janeiro de 2011

Matador


No estado de Sonora, México, a família Montoya está acostumada a mandar e desmandar, sempre se considerando acima da Lei. Quando o famoso toureiro Rafael Guerrero se apaixona e engravida Elvira Montoya, desperta a cólera do pai e dos três irmãos da moça. Estes partem então para Guadalupe, para raptar o matador logo após uma apresentação sua na arena da cidade, e levá-lo para ser justiçado na Hacienda Montoya. Porém, Tex e Carson, a convite do governador Montales, estão assistindo a tourada e resolvem atrapalhar os planos dos Montoya.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Chegue Chegando Gaiteiro

Chegue Chegando Gaiteiro

Os Monarcas

Composição: (Elizeu Vargas *Capim*)

Chegue chegando gaiteiro
Que o povo sabe dançar

Que a mulherada ta solta
Bem louca pra namora

Chegue chegando gaiteiro
Me toque um tranco amarrado

Que eu vo dança co a morena
Bem do rostinho colado

E o balanço que vai
E o balanço que vem

Chegue chegando gaiteiro
Que eu vo nessa também

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Gianluigi Bonelli


Gian Luigi Bonelli, ou apenas G.L. Bonelli, é conhecido como "O Pai de Tex". Veja o mesmo ao lado em foto tirada quando de sua visita ao Arizona, nos EUA.

Tendo nascido em Milão, a 22 de dezembro de 1908 e falecido dia 12 de janeiro de 2001, Bonelli fez de tudo a vida, tendo sido até mesmo pugilista profissional.

Sua carreira literária começa no início dos anos 30, escrevendo histórias para o Corrieri dei Piccoli, tradicional publicação italiana, e artigos para o Giornale Illustrato dei Viaggi. Nos anos 30, Bonelli fez títulos variados para a Editora Saev, como Jumbo e Rin-tin-tin e escreveu seus primeiros roteiros, que foram desenhados por Rino Albertarelli e Walter Molina.

Roteirista e criador de dezenas de personagens, passa por várias empresas, até abrir a sua própria editora, reformulando então publicações importantes como L'Audace. O ano de 1948 marcaria para sempre a sua vida.

Por ser um grande admirador das histórias do velho oeste americano, Bonelli cria, em parceria com Aurelio Galleppini, o personagem Tex, sua obra mais importante e que lhe projeta nacional e internacionalmente.

Ao mesmo tempo, continua escrevendo roteiros para muitas outras histórias e criou outros personagens, entre eles El Kid, Davy Crockett e Hondo. Entretanto, aos poucos Bonelli precisa se dedicar mais e mais ao personagem Tex, que exigia cada vez mais do seu tempo.

As próprias atividades editoriais são transferidas para a família: sua esposa Tea Bonelli (falecida em 2000) passa a cuidar da administração, enquanto ele prepara o filho Sergio, que em pouco tempo se torna o editor responsável por um pool de empresas que publicam alguns dos melhores quadrinhos do gênero.

G.L. Bonelli faleceu aos 92 anos devido a problemas de pulmões e de coração, ontem tenhdo completado 10 anos de seu falecimento. A última história escrita por ele foi "Il medaglione spagnolo", publicada em fevereiro de 1991 (no Brasil TEX-323 - O Medalhão Espanhol), uma aventura iniciada por ele e terminada por outras mãos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Antevisão Almanacco del West 2011, de Danubio




O blogue português do Tex, divulga em nova antestreia, 2 páginas do próximo Almanacco del West 2011, a ser lançado no próximo dia 22 de Janeiro de 2011, com o título ”La città del Male“ (A Cidade do Mal).

Argumento e roteiro de Mauro Boselli, com desenhos de Giacomo Danubio que se estreia no mundo de Tex Willer e capa de Claudio Villa.

Uma drástico tratamento para uma cidade sem lei…
Após o brutal assassinato de um rapaz Navajo, Tex e os seus pards encarregam-se de entregar ao juiz da comarca Frank Mason, o arrogante chefe de Waco, uma cidade construída ilegalmente às margens da Reserva. Mas a pista para Gallup está cheia de ciladas e armadilhas. Tex começa a pensar que em Waco o mal deva ser talvez cortado pela raiz.

Quanto ao desenhador da história, Giacomo Danubio, faz a sua estreia não só em Tex, mas na própria Sergio Bonelli Editore uma vez que é o seu primeiro trabalho na editora de Sergio Bonelli tendo vindo da SDF Edizioni onde desenhava a série Deathworld, um horror-western.

Agradecemos à organização do XVI Salão Internacional de Moura, o MouraBD2007, por ter permitido a obtenção das fotografias, durante a exposição dedicada à nova vaga dos desenhadores de Tex Willer.

Artigo publicado originalmente por José Carlos Pereira Francisco em: http://texwillerblog.com/wordpress/?p=24525

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

Rio Hondo


Adam Mac Coy, um velho homem que havia chegado primeiro numa região inóspita, construiu seu rancho perto do Rio Hondo, defendendo-o dos Comanches e tornando-se o maior rancheiro do lugar. Bom sujeito, agora ele deve defender sua propriedade das mãos da "Associação", um grupo de patifes do Leste, chefiados pelo banqueiro Charlie Bascomb, que desejam de qualquer forma a posse de todas as propriedades da região. Adam é ferido quando estava levando seu gado ao agente indígena, porém, em sua ajuda vem chegando Tex, seu velho amigo, junto com Kit Carson, o filho Kit e Jack Tigre. Mas a história reserva surpresas, a filha de Mac Coy e o filho do Bascomb, advogado, namoram: o rapaz descobre as tramóias de seu pai e fica horrorizado com suas atitudes, terminando por ajudar Tex.

sábado, 8 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O Último Paraíso


No Colorado, Tex e seu filho investigam uma série de roubos a bancos praticados pelos irmãos Kimball. Na última ação dos bandidos, Jesse, o caçula da família, é preso. Para descobrir onde os ladrões se escondem, Kit Willer infiltra-se na quadrilha, ganhando a confiança de Jesse, após libertá-lo da prisão. Enquanto alguns membros do bando desconfiam de Kit, Jesse apega-se cada vez mais ao seu salvador. E Tex já entrou no povoado de Último Paraíso para libertar seu filho e prender os bandidos. Mas nem tudo sairá conforme o planejado.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Poncho Molhado

Poncho Molhado

Os Serranos

Composição: José Hilario e Ewerton Ferreira

Poncho molhado olhar na tropa e no horizonte
Vai o tropeiro devagar estrada afora
A chuva encharca que está chovendo desde anteontem
dói dentro d'alma essa demora

Irmão do gado ele se sente nessa hora
E o seu destino também vai nesse reponte
Igual a tropa nesse tranco estrada afora
Sempre encharcado de horizontes

A tropa segue devagar fugindo tonta
Talvez pressinta que seu fim é o matadouro
E o tropeiro entristecido se dá conta

O boi é bicho mais tem alma sobre o couro

O boi é bicho mais tem alma sobre o couro

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pôster Tex Nuova Ristampa 151


Belíssima ilustração de Claudio Villa onde vemos Tex Willer e o índio Yanuk no interior de uma canoa, onde também seguia Kit Carson, navegando junto ao litoral da baía Mackenzie, em pleno Yukon, no noroeste do Canadá, no preciso momento em que avistam um estranho rosto esculpido na parede rochosa de uma ilha misteriosa habitada há séculos por vikings.

Desenho INÉDITO nos países lusófonos e inspirado na história “L’isola misteriosa” de G. L . Bonelli e G. Letteri (Tex italiano #239 e #240).

Artigo publicado originalmente em: http://texwillerblog.com/wordpress/?p=24441

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Mensagem da direção nacional do Movimento O Sul é o Meu País

Mensagem da direção nacional do Movimento O Sul é o Meu País

31 de dezembro de 2010

Chega ao fim mais um ano e não poderíamos deixar de vir a presença de nossos simpatizante, militantes e lideranças para expressar nossos mais sinceros votos de um venturoso ano de 2011.

No entanto, antes de nos despedirmos de 2010, queremos fazer uma breve reflexão sobre um dos nossos principais argumentos a favor da autodeterminação do Povo Sul-Brasileiro, qual seja, o neocolonialismo brasileiro através da odiosa carga tributária que nos é imposta.

Na manhã deste último dia de 2010, quando todos os povos da América Portuguesa preparam-se para dar adeus a este ano, resolvemos dar uma passada pelo Impostômetro (http://www.impostometro.org.br) para lembrarmos quanto o governo brasileiro nos roubou. As cifras são de estarrecer. As 11h26min30seg, deste dia 31 de dezembro de 2010, os governos sugaram dos cidadãos sem dó nem piedade exatos R$ 1.268.270.379.126.12 (Um trilhão, duzentos e sessenta e oito bilhões, trezentos e setenta milhões, trezentos e setenta e nove mil, cento e vinte e seis reais e doze centavos).

Trata-se de uma sangria tributária jamais vista no continente brasílico. Terminamos o ano com a sensação de que mais uma vez quem levou a melhor foi o governo e toda a gama de quadrilheiros, assaltantes, enganadores e sanguessugas instalados em Brasília e nos diversos escalões de governos estaduais e municipais. Com base nestes números, segundo o site Impostômetro, cada habitante da América Portuguesa pagou em impostos em 2010, exatos R$ 6.606,16. Diante destes números o que mais nos causa espécie é que a esmagadora maioria da população paga este valor e nem se dá conta que tal quantia jamais vai retornar em serviços. Para que tenhamos uma idéia, uma família composta de cinco pessoas pagou em 2010 mais de R$ 32 mil em impostos e em 53,9% dos casos, estas pessoas pertencem à classe mais pobre.

Estes números não são uma invenção do Movimento O Sul é o Meu País. Muito pelo contrário, são números levantados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que divulgou estudo sobre carga tributária e capacidade do gasto público no Brasil revelando que são os trabalhadores os responsáveis pela maior parcela da arrecadação tributária no país. O percentual despendido para o pagamento de tributos é inversamente proporcional, pois quem recebe até dois salários mínimos de renda familiar mensal, ou seja, meio salário mínimo percapita por mês (levando-se em conta que o padrão de estrutura familiar no Brasil é composto por quatro pessoas), contribuiu no ano passado, com 53.9% desses recursos para o pagamento de tributos. Ao passo que o esforço dos que se encontram na outra ponta da tabela e recebem acima de 30 salários mínimos ficou na casa dos 29%.

São situações como estas que nos levam a pensar sobre a estrutura de marketing montada por Brasília para levar estes cidadãos esfolados pelos impostos a continuar votando no mesmo grupo que está no poder. Todos sabemos que este grupo dominante é bancado exatamente pelos que pagam menos impostos. De acordo com o presidente do Ipea Márcio Pochmann, “o sistema tributário brasileiro tem uma preferência. Fez a opção pelos ricos e proprietários”. Ele conta que a tributação no país está focada sobre o consumo, principalmente, dos produtos destinados à população de baixa renda. “Mas geralmente quem reclama da carga tributária são os ricos. Rico não querer pagar imposto, não é um fenômeno novo, é secular. Infelizmente somos um país que não tem cultura democrática. O sistema político expressa os interesses daqueles que têm propriedade e têm mais recursos para fazer valer os seus direitos”, argumenta.

Em 2011, queremos estreitar relacionamentos com todos os que simpatizam, militam e coordenam esta grande causa do Povo Sulista. Para tanto, a direção nacional vai continuar seu trabalho em busca de fixar nossas idéias em todos os municípios de nosso futuro País. Portanto, exortamos nossos simpatizantes, militantes e lideranças a pensar sobre o seu papel dentro da causa no novo ano que se aproxima. É hora de uma participação ativa e comprometida com as nossas mais profundas convicções.

Celso Deucher
Presidente Nacional
Movimento O Sul é o Meu País

Brusque, 31 de dezembro de 2010.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2011 traz uma NOVA colecção de TEX com histórias INÉDITAS e a CORES


Finalmente foi desvendado um dos mais bem guardados segredos editoriais de Tex dos últimos tempos! Devido ao estrondoso sucesso (estavam inicialmente previstos 50 números e já ultrapassamos a marca dos 200) da “Collezione Storica a Colori” (Colecção Histórica a Cores), a iniciativa, apresentada semanalmente na Itália desde Fevereiro de 2007 pela Sergio Bonelli Editore em associação com o “La Repubblica” e o “L’espresso”, repropondo as aventuras de Tex, pela primeira vez integralmente em “technicolor”, 2011 trará o nascimento de uma nova série produzida pela casa milanesa, série essa com PERIODICIDADE ANUAL e com a particularidade de apresentar histórias INÉDITAS e COLORIDAS!

O primeiro número, a ser publicado muito provavelmente na Primavera, trará uma história de 158 páginas e será escrita por Mauro Boselli e desenhada por Bruno Brindisi, desenhador este que está a conceder uma longa e exclusiva entrevista ao nosso blogue. Da história em si, nada se pode divulgar ainda a não ser que contará com a presença dos 4 pards.

Voltando a falar da nova colecção, que certamente dará uma nova vida a Tex, tentando captar muitos dos jovens leitores que foram seduzidos pelas cores das inúmeras histórias repropostas a cores na colecção colorida do Ranger nestes últimos anos, recorda-se que esta será a segunda colecção integralmente a cores que apresenta histórias inéditas, já que a primeira foi Dylan Dog Color Fest, igualmente um grande sucesso de vendas na Itália.

Bruno Brindisi foi seguramente uma escolha acertada porque tem um traço que se adapta perfeitamente às cores, tendo inclusive por causa dessa sua especial característica tido já várias das suas histórias produzidas na Bonelli, publicadas a cores, para além dos álbuns realizados para o mercado francês

Embora oficialmente ainda nada tenha sido sobre esta nova colecção, as nossas investigações, a cargo do nosso colaborador Carlo Monni, dão-nos conta que o segundo número, a publicar portanto em 2012 deverá trazer uma história, também de 158 páginas, escrita por Tito Faraci e desenhada por Mario Milano, que deste modo regressa a Tex.

Para 2013 ainda é cedo, se bem que as nossas investigações considerem a hipótese de ser publicada uma história escrita por Roberto Recchioni, argumentista de Dylan Dog e que alguns rumores insistentes indiciam que tenha visto ser aprovado um seu argumento de Tex, mas nada mais são do que rumores…

Artigo publicado originalmente em: http://texwillerblog.com/wordpress/?p=24562

domingo, 2 de janeiro de 2011

Valsa Do Adeus

Valsa Do Adeus

José Mendes

Vai valsa do adeus, estou sofrendo
E ela também está chorando
Valsa do adeus, é por amor
Que eu estou cantando.

Pra não chorar de dor
Valsa do adeus
O que será de mim
Viver sem o meu bem será o meu fim.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Trilhos De Sangue


Atendendo a um pedido do velho amigo MacParland, da Agência Pinkerton, Tex e Carson tentam resolver o intrincado caso de ataques de um grupo de bandoleiros aos trens e canteiros de obras da empresa South & West, que está participando de uma concorrência para a construção da ferrovia que vai cruzar os Estados Unidos. Os dois rangers, ajudados por Tahzay, o filho de Cochise, e seus apaches, logo descobrem que o que está havendo é uma sórdida trama orquestrada pelo inescrupuloso Tyrrel, dono da Western Pacific e concorrente da South & West, que pretende recorrer a todos os meios ilícitos para ganhar a empreitada.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Acordeona


Acordeona

Gildo de Freitas

De madrugada quando dia vem raiando
Eu to tomando no meu rancho chimarrão
E pra tristeza não ser muita no ranchinho

"A acordeona faz carinho e alegra meu coração
Ah acordeona tu te recorda da tua dona
Ah acordeona tu te recorda da tua dona"

Quando enxergo teu retrato na parede
Eu fico doido perco a sede me deito não tenho sono
Minha acordeona reconhece a pobrezinha
Que a gaúcha que era minha ta na mão do outro dono

"Ah acordeona tu te recorda da tua dona
Ah acordeona tu te recorda da tua dona"

Minha acordeona quando toca sempre diz
Que ao infeliz também chegará seu dia
Se acordeona disser isso com certeza
Leve a tristeza e depois traga a alegria

"Ah acordeona tu te recorda da tua dona
Ah acordeona tu te recorda da tua dona"

Eu já te amei como os anjos amavam a lira
Eu já te adorei como anjos adoram a Deus
Mas não enxergo em teu olhar esperança
Até nem quero ser feliz nos braços teus

"Ah acordeona da um desprezo na tua dona
Ah acordeona da um desprezo na tua dona"

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Emboscada No Red River


O projeto da construção de uma ferrovia transcontinental no Canadá, que ligará as províncias do leste com o oceano Pacífico é lançado, mas inescrupulosos empresários se mobilizam para ganhar a qualquer custo a concorrência para os trabalhos. O rapto de Gros-Jean, que acompanhava um engenheiro que fazia os levantamentos topográficos, aciona o coronel Jim Brandon, da Polícia Montada canadense, e este convoca Tex e seus companheiros, que viverão uma perigosa aventura na tentativa de salvar o amigo e levar os patifes à Justiça!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Noite De Tristeza

Noite De Tristeza

Teixeirinha

A noite vem chegando
Sereno esta caindo
Um homem esta chorando
Seu grande amor partido

Um galo esta cantando
Mas é fora da hora
Esta adivinhando
Que eu estou ficando

E ela vai indo embora
Quanto silêncio
Esta noite é só tristeza
Parece qua a natureza

Entendeu meu sofrimento
A lua cheia
Dependurada no céu
As estrelas mais ao léo

Meu amor no pensamento
Um coração ingrato
Vai indo estrada a fora
Neste momento exato

Quando os meus olhos chora
No céu uma estrela corre
Na sua direção
Você não socorre

Um coração que morre
De tanta paixão
Amor querido
Ao encontrar a madrugada

Pare um pouco na estrada
Medite o que vai fazer
Senta descança
Bem na beira do caminho

E lembre que sem carinho
Quem ficou pode morrer
Chegou a madrugada
Meus olhos estão a foite

Olhando pra estrada
Vendo morrer a noite
Está rompendo a aurora
Cai a manhã tão fria

O sol raiu lá fora
O que direi agora
Pro meu novo dia
Espero a tarde

Antes da noite cair
Eu também irei partir
Meu amor não corresponde
Parto agora
Com os olhos rasos de água
Coração cheio de mágoa
Vou morrer não seu aonde

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pôster Tex Nuova Ristampa 150


Dramática ilustração de Claudio Villa, onde vemos Tex Willer sendo atingido gravemente e de forma traiçoeira por Danny Hawkins, um ex-sargento sulista e um infiltrado a soldo de um bando de ladrões que atacava as carroças que traziam lingotes de prata da mina de Black Hole ao depósito da Central Mining em Elk City e que na ocasião se fazia passar por um íntegro condutor da carroça que Tex escoltava.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Uno straniero a Elk City” de Guido Nolitta e Erio Nicolò (Tex italiano #236 a #239).

Fonte: http://texwillerblog.com/wordpress/

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Inconfidência Sulina

Inconfidência Sulina

05 de agosto de 2008

Por Carlos Zatti *

Aqui na capital do Paraná, o governador não se mostrou menos enérgico do que o Ministro da Justiça em Brasília, Maurício Correia.
Mesmo antes do Poder Judiciário se pronunciar, estes dois brasileiros se sentiram no dever de condenar quem apenas usou o direito da manifestação do pensamento, como está consagrado nas Cartas Magnas de todos os países civilizados e democráticos do mundo.

Não satisfeitos com as diligências do Ministério Público e da Polícia Federal, quando Silvério dos Reis, aliás, jornalista Roberto Marinho da Globo — Maurício Correia — o mais acabado tipo tirano, que vem dirigir toda a ação da alta tropa do Executivo brasiliano, na formação da culpa, que mais tarde seria reconhecida como a mais patriótica ação, tanto pelos prós como pelos contra, para a libertação de Minas Gerais (ou do Brasil, segundo alguns), que — entreveramos o Sul ¬— como se uma Ordem Terceira da Penitência segredasse-nos.

Nomeou-se para defender culpados, em documento mui curioso, que seria resumir a culpa na devassa em curso. Mas tudo seria inútil, já que a justiça real estava bem orientada e foram presos os envolvidos na Inconfidência Mineira: o réu Tiradentes deveria ser decapitado e esquartejado, e os demais presos e degredados; para estes, dizia o acórdão da Carta Régia, que quem voltasse ao Brasil sofreria irremediavelmente a pena de morte.

Eram mineiros e cariocas que subiam e desciam as ruas de suas cidades, apressados de preocupações, pelo destino de homens que queriam apenas “Libertas quae sera tamen” ao seu torrão, como se diz hoje em dia: O Sul é o meu País.

Os executores eram sinistros como os executivos, sejam de Brasília, sejam de Curitiba, ou de POA. Cerrando a torva catadura, fez tremer a pobre alma da terra, vencida e apavorada.

Mas ali estavam a altivez e a perfídia postas em tormento; e via-se bem o fim que podiam ter os loucos desejos de uma sonhada liberdade.

E entre o povo, havia a sentença produzido o efeito desejado pela torpe elite governamental. Lá foi o sangue. Aqui foi o medo do justiceiro.

Lá foi a condenação. Aqui a absolvição.

Lá caiu a cabeça de Tiradentes. Aqui caiu a cara dos anti-sulistas.

Dizem que lá a Justiça fez seu papel. Aqui a Justiça fez seu papel.

A execução do réu, considerado o chefe do levante libertário, foi exemplar. A compaixão, de que só estão isentos os que não são humanos, fazia, por outra parte, os seus efeitos. Ainda que ela não confunda o inocente com o réu, nasce da semelhança, que tem entre si todos os homens, e faz padecer com os que padecem. Tudo como um terror universal...

Todo dia 21 de Abril o Exército brasileiro perfila diante da memorável data, assistido pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em justa reverência aos heróis da Liberdade, da Igualdade e da Humanidade.

Ordem e progresso, porque o Sul é o meu País!

A conjura separatista de Vila-Velha sofreu o peso da canalha, na prática infame dos poderes anti-democráticos, com sua sinistra tirania, com seu escarmento de comédia. E, qualquer que for o caso, seja mineiro ou sulista, se pode dizer que sempre vence a danação?

Ó! - Requião—Colares—Amin o vice-reino sulino... Seriam déspotas de uma Maria Louca da corte?! — Mas houveram outros, como Paulus Pimenteira, Cabeça Chata, Betinho do Mar, Canibal Kuri, Chico Beleza e Borguetinho, contrariando os princípios de Tiradentes, Francisco de Andrade, José Maciel, Cláudio Manoel da Costa, Alvarenga Peixoto, Tomaz A. Gonzaga, e outros condenados. — Antes de Felipe dos Santos ser enforcado, e depois de José Martins ser fuzilado. — Ó pátria livre — Sul-livre...

Não. O Poder Judiciário é justo e faz justiça. Os outros poderes, com suas derramas é que não querem perder o “status quo” que o erário lhes dá.

É a cavilação do posto: Brasília está para o Sul como Lisboa estava para o Brasil.

Alguém discorda?
(*) CARLOS ZATTI é escritor e historiador gaúcho, membro do IHGP (Instituto Histórico e Geográfico do Paraná), autor de diversas obras como "Sul" e "O Paraná e o Paranismo", é também Secretário-Geral do Movimento O Sul é o Meu País.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Perseverano

Perseverano

Mano Lima

Tenho espora cantadera
Que é uma tampa de chalera
O tamanho da roseta
Numa toca de peludo
Eu me sampei com égua e tudo
Correndo a novilha preta
Me encontraram dalhe um mês
Pode conta pra vocês
O amigo Perseverano
Que me acho pela espora
Que arrodeava campo fora
Igual o moinho cantando
Não foi facil meus amigos
Pra desentocar o Mano
Meus cabelo tavam duro
Igual a cola de burro
Pois ja estavam enraizando

Tenho um matungo safado
Que da coice até no rabo
Cada vez que eu vou pegar
Pega estribo e veiaqueia
Me derruba e me tonteia
Só pra poder me patiar
Era no mês de setembro
Tenho certeza me alembro
Quando eu me fui galopear
Fiz um paiero bem grosso
Só pra sair fumegando
Quando o bicho veiaquear
Oigalete baita tombo
Tombo igual eu nunca vi
Até aquele meu paiero
Eu não achei mais companheiro
Desconfio que engoli

Tenho a mulata facera
Que é loca de cabortera
E arrojada no facão
Essa morena aragana
Me salta igual caninana
No meio do macegão
Ela dorme enrrudilhada
Tipo cobra mal matada
Prontinha pra me pular
É fraquissima da ideia
E os dente da Jubiléia
Não da pra facilitar
Vivo peliando com a sorte
Total não so muito vil
Se é o perigo que me chama
Vamo embora caninana
Assubinado o amor febril

sábado, 25 de dezembro de 2010

Cemitério Nacional De Arlington

O Cemitério Nacional De Arlington, em Arlington, Virgínia, é o mais conhecido e tradicional cemitério militar dos Estados Unidos, fundado no antigo terreno de Arlington House, o palácio da família da esposa do comandante das forças confederadas da Guerra De Secessão, General Robert Lee, Mary Anna Lee, descendente da mulher de George Washington, primeiro Presidente dos Estados Unidos.

O cemitério se localiza na área em frente a Washington D.C. , do outro lado do rio Potomac, que corta a capital americana, perto dos prédios do Pentágono. Em seus 624 acres, estão enterradas mais de 300 mil pessoas, veteranos de cada uma das guerras travadas pelo país, desde a Revolução Americana até a atual Guerra do Iraque. Os corpos dos mortos antes da Guerra De Secessão foram para lá levados após 1900.

Alguns dos personagens históricos mais famosos enterrados em Arlington são o explorador John Wesley Powell, os astronautas da nave Challenger, os generais Omar Bradley e Jonathan Wainwright da Segunda Guerra Mundial, o Senador Robert Kennedy e seu irmão, o Presidente John Kennedy, ao lado do qual uma pira eterna arde e é visitada por milhares de turistas anualmente.

Mas o local mais popular entre os visitantes de Arlington é o Túmulo ao Soldado Desconhecido, onde os restos de três soldados não-identificados da I Guerra Mundial, Guerra Da Coréia e II Guerra Mundial, são guardados perpetuamente por uma Guarda de Honra do exército, cuja cerimônia de troca de sentinelas é um evento bastante procurado pelos visitantes.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Doce Coração De Mãe

Doce Coração De Mãe

Teixeirinha

Quem tiver sua mãezinha
Cuide dela e trate bem
Mãe é só uma no mundo
Quem perde outra igual não tem
Tenho saudades da minha
Que partiu para o além
Só é feliz neste mundo
Quem sua mãezinha tem

// coro:“mãezinha querida do meu corção
Necessito tanto da sua benção”//

Doce coração de mãe que nos dá
Tanta alegria
Criatura abençoada jóia de amior
Valia
Quem tem sua mãe tem tudo
Ter a minha eu queria
Só me resta uma esperança
De no céu ver ela um dia
Coro
Sempre no dia das mães
Ouço e vejo festejar
Filhos para suas mães
Pelo rádio a dedicar
Ela sorri tão contente
Vem seu filho lhe beijar
Não posso fazer o mesmo
Meu consolo é só chorar
Coro
Eu era meninozinho quando a minha
Mãe morreu
Antes de fechar os olhos
Um beijinho ela me deu
Sinto no rosto a douçura
Ainda do beijo seu
Descansa em paz lá no céu!
Mãezinha que deus me deu
Coro
Se hoje tenho a luz do dia
Por este mundo onde eu trço
Agradeço a minha mãe
A quem dou mais um abraço
Foi ela que me ensinou a dar
O primeiro passo
O meu reconhecimento nas
Orações que eu lhe faço.
Coro

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A Fera Humana


Arthur Rucker reina sobre uma ilha do Caribe, impondo aos moradores a sua lei feita de opressão e violência cega. Quem ousa se opor ao seu poder corre o risco de virar comida de tubarão ou de se transformar em presa numa sádica caçada humana, a diversão preferida do cruel tirano. Na ilha não existe piedade nem justiça, ao menos até o dia em que chega Tex Willer. O ranger é arrastado ao local depois de cair numa emboscada armada por um grupo de mexicanos que, durante o ataque, deixam para trás Kit Carson, ferido mortalmente. Tex, que matou o criminoso filho de Rucker, está destinado a ser a próxima vítima do confronto desigual e, para isso, é solto na floresta que cobre a ilha. O seu carrasco se prepara para a caçada, saboreando antecipadamente a vingança.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Guria Da Zona Sul

Guria Da Zona Sul

Os Monarcas

Composição: Salvador Lamberty / Nelinho

O vento traz o recado que vem lá da zona sul
E a luz de algum arco-íris no teu olhar tão azul
A tarde guarda segredos, quem sabe são todos teus
Eu queria teu sorriso pra enfeitar os olhos meus

Guria da zona sul vem me trazer teu abraço
Meu mundo sem teu carinho tá me faltando um pedaço
Guria da zona sul vem me trazer teu abraço
Meu mundo sem teu carinho tá me faltando um pedaço

A lua espera por ti com flores na passarelas
Minha esperança se enfeita de pétalas amarelas
As nuvens se vão embora na certa que tu virás
Trazendo teus lindos olhos pra iluminar minha paz

Guria da zona sul vem me trazer teu abraço
Meu mundo sem teu carinho tá me faltando um pedaço
Guria da zona sul vem me trazer teu abraço
Meu mundo sem teu carinho tá me faltando um pedaço

Até uma linda calhandra canta esperando por ti
Já escutei o teu nome no canto de um bem-te-vi
Até o relógio assinala o teu horário marcado
O mundo enfeita o cenário para dois apaixonados

Guria da zona sul vem me trazer teu abraço
Meu mundo sem teu carinho tá me faltando um pedaço
Guria da zona sul vem me trazer teu abraço
Meu mundo sem teu carinho tá me faltando um pedaço

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Bando dos Mórmons


Terceiro encontro de Pat Mac Ryan com Tex, depois da sua estreia na aventura Pat, o Irlandês (Clássicos de Tex n° 6). Desta vez o gigante forçudo representa o papel do turco Mustafá no Great American Circus, sem saber que entre seus colegas artistas se ocultam perigosos ladrões de bancos, que deixam um rastro de destruição e morte por onde o circo passa. Aventura ambientada no circo (uma das paixões de Bonelli pai, devidamente transmitida ao filho Sergio), apresenta um dos raros momentos de relax dos nossos heróis, que se divertem com a habilidade do atirador, do mágico e do palhaço. Mas não há muito tempo para atividades lúdicas; afinal, a HQ é de faroeste, e dos mais movimentados, e Tex e Carson têm que descobrir quem são os integrantes do Bando dos Mórmons.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Saudade de Júlio De Castilhos

Saudade de Júlio De Castilhos

José Mendes

Júlio De Castilhos é uma linda cidade
Lá tem a gauchada boa de verdade
Encontrei gentileza e sinceridade
Passei muitas horas de felicidade.

Lá deixei uma morena que tenho saudade
Com muitas loirinha eu passei na cidade
As prendas são lindas, não é falsidade
Os versos que faço é tudo realidade.

Hoje vivo distante de lá muito além
Mais as lindas paisagens não esquecerei
Muitas serenatas pras moças cantei
Pra muitas donzelas saudade deixei.

Hoje vivo nos pampas de outros rincão
Sempre sentindo a falta no eu coração
A saudade que eu tenho deu inspiração
Pra fazer estes versos de recordação.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Marcha Ao Mar

No contexto da Guerra De Secessão, a Marcha ao Mar, ou a Campanha de Savannah, foi a incursão federal realizada no fim de 1864 através do território da Geórgia. As tropas incursoras eram constituídas pelos Exércitos do Cumberland (George Henry Thomas), do Tennessee (James B. McPherson) e do Ohio (John M. Schofield), sob comando geral do Maj. General William Tecumseh Sherman. A marcha começou com a força de Sherman deixando a cidade capturada de Atlanta em 15 de Novembro e terminou com a captura do porto de Savannah em 21 de Dezembro. A campanha, frequentemente designada como a primeira realizada de acordo com o conceito moderno de guerra total, causou extensos danos à infra-estrutura econômica e a moral combativa dos confederados.

Até Outubro, Sherman perseguia o Exército confederado de Tennessee de John Bell Hood pela Georgia, sem contudo conseguir provocar uma batalha decisiva. Notando a esterilidade da estratégia, resolveu seguir com 62.000 homens para o sul, no que se tornaria a Marcha ao Mar. Para lidar com Hood, que ameaçava retornar a Tennessee, deixou para trás Schofield e Thomas. Esses dois generais derrotaram Hood sucessivamante nas batalhas de Franklin e Nashville de forma tão contundente que o Exército de Tennessee dos confederados cessaria de existir como força de combate eficaz.

Na sua marcha pela Georgia, Sherman mudou a face da guerra: em vez de buscar engajamento com as forças inimigas, destruia sistematicamente toda a infra-estrutura econômica que sustentava as forças confederadas, antecipando os conceitos da Guerra Total. Ele rompeu o contato com suas bases de suprimento, vivendo do que tomava da população.

Naturalmente, essa estratégia impunha grande sofrimento aos civis. Para Sherman, a sua atitude era moralmente justificável sob dois aspectos. Primeiro, o apoio do povo da Georgia a rebelião desqualificava-no como parte inocente. Segundo, a crueldade seria inerente a guerra e abster-se de tomar medidas que pudessem abreviá-la, por mais duras que fossem, apenas aumentaria o sofrimento de todos os envolvidos.

Sherman acreditava acertadamente que muitos confederados abandonariam a luta para socorrer suas famílias que passavam privações, e que isso pouparia muitas vidas, dos dois lados.

Em 21 de Dezembro, tendo percorrido 480km e feito a "Georgia urrar" como havia prometido, Sherman encerra a campanha tomando a cidade de Savannah no litoral, ofertando-na como presente de Natal ao presidente Lincoln.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Separatista - por obrigação moral

Separatista - por obrigação moral

12 de novembro de 2008

Por Luciano Damaceno *

“Quando os homens aram, navegam, edificam, tudo obedece ao espírito. Muitos mortais,contudo, dados ao ventre e ao sono, passam a vida, ignorantes e incultos, como peregrinos. Para estes, sem dúvida, contrariamente à natureza, o corpo foi-lhes um prazer, e a alma, um peso. A vida destes, assim como sua morte, eu as entendo num mesmo plano, porque, sobre uma e sobre outra, o silêncio é o mesmo. Na realidade, parece-me que unicamente vive e usufrui a vida aquele que, entregue a qualquer tarefa, busca a glória de um feito ilustre ou de uma boa obra.” (Caio Salustio Crispo- A Conjuração de Catilina).

Essa passagem, de um insigne historiador latino, nos mostra aquilo que tem guiado o homem ao longo de toda a sua Epopéia: a glória das grandes realizações.

Nós, homens da Região Sul, sedentos por corrigir os erros do passado e ansiosos por construir a grandeza que nosso País certamente terá ― nós não devemos jamais perder de vista a aguda Consciência do Destino, a visão exata da nossa missão, e a imensa responsabilidade que temos para com as gerações futuras.

É chegado o tempo das afirmações inflexíveis. É a hora das atitudes imensas e vigorosas.

Depois de quinhentos anos de vicissitudes e incompetências; depois de transformar o seu povo num povo de fracassados, de humilhá-lo até às raias do impossível e de maneiras inimagináveis; depois de arrastar suas vergonhas através da história, e ofender a própria raça humana com sua incapacidade para desenvolver-se― o Brasil não é um país onde possa viver alguém que tenha um mínimo de honra e de respeito por si mesmo.

Um europeu observou que este não é um país sério. E quem padece a vida dentro destas fronteiras, sente, na carne e no orgulho, que não o será nunca.

Nós, homens do Sul, rejeitamos a mediocridade do estado brasileiro.

Não sabemos o que seja viver em um país que respeite o seu povo, trabalhe por ele ou que lhe dê plena liberdade para trabalhar. Estamos sufocados e agônicos. Não sabemos o que seja o bem-estar social, nem a Justiça, nem o Direito.

Mas saberemos. E então nosso próprio conceito de humanidade transformar-se-á.

Já a nossa alma está toda voltada para o grande sol do nosso futuro Estado. Os filhos desta terra erguem o seu braço revolucionário. Exigimos a nossa autodeterminação!

E que se abram todas as portas para a nossa História.

(*) LUCIANO DAMACENO é estudante de Direito na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e integrante da Comissão Municipal do Movimento O Sul é o Meu País de Santa Maria-RS.

http://www.patria-sulista.org/index.php?option=com_content&task=view&id=116&Itemid=68

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A Campanha Da Península

A Campanha Da Península (25 de Junho a 1 de Julho de 1862) foi uma das campanhas iniciais da Guerra De Secessão. O comandante nortista Maj. Gal. George McClellan conduziu o seu recém criado Exército do Potomac, uma poderosa, bem treinada e motivada força militar contra a capital confederada, mas acabou por retirar-se.
McClellan transportou as suas tropas até Fort Monroe, com intenção de atacar a capital confederada Richmond marchando pela Península da Virgínia. O intuito era contornar a área de “Wilderness”, muito propícia para defesa, e progredir sob cobertura dos canhões dos navios que costeariam a península. Inicialmente, Obteve sucesso contra os confederados de Joseph E. Johnston, chegando a poucas milhas de Richmond.

Robert Lee assumiu o comando das forças sulistas e partiu para ofensiva. Seguiu-se uma série de 8 batalhas, conhecidas coletivamente como as Batalhas dos Sete Dias.
Delas, apenas uma, a Batalha de Gaine’s Milll, foi uma clara vitória tática para os confederados. Em Malvern Hill, a batalha final da campanha, Lee sofreu uma acachapante derrota ao tentar assaltar defesas federais inexpugnáveis. O mesmo erro ele repetiria um ano mais tarde em Gettysburg. Mas McClellan, acreditando infundadamente estar em franca inferioridade numérica, tratou as vitórias como derrotas, retirando se paulatinamente até conseguir reembarcar suas tropas em navios, de volta para o norte.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Figueira Amiga

Figueira Amiga

Gildo de Freitas

Esta figueira, meus amigos fica na esquina do Forte com a Assis Brasil.

Figueira como é que pode
Estares modificada
E vejo assim tão cercada
De casas de moradia
Onde estão as ferrarias
Do Carlo e do Zeca Paiva
Francamente eu tenho raiva
De não ver mais quem eu via.

Figueira faz tanto tempo
Que eu estava retirado
Aqui deixei meu passado
E hoje venho a procura
Só não vejo as criatura
Que eu vi e sou testemunha
Pegando cavalo a unha
Para porem a ferradura.

Declamado

Passavam tropas e tropas pelo Passo da Mangueira
E na Estrada da Pedreira pouco adiante do boeirinho
O matador assassino e as facas carneadeiras
Parece até brincadeira que o tempo modificou
Que fim será que levou teus velhos dono figueira
Eu tenho até que teus donos à anos já faleceram
E os herdantes venderam para outros seus direito
Ficaste assim desse jeito cercada de vizinhança
Que fim levou as crianças e aquelas moça tão lindas
Recordo de tudo ainda e não me sai da lembrança.
Quem tu eras, quem tu és, oh figueira bonitona.
Zeca Paiva era o teu dono, a dona Alzira tua dona
Quantas vezes em tua sombra churrasquiei, toquei sanfona
E a evolução por vaidade transformou tudo em cidade, passou a ser cidadona.

Se eu pudesse eu te mudava
Pra um lugar de campo aberto
Para sentires de perto
As coisas de antigamente
Tu com toda essa beleza
E esse estranho ambiente
Não podes viver contente
Distante da natureza.

É isso mesmo figueira, tu és a recordação do meu velho passado.
Vamo encerrar gaiteiro.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O Nascimento De Uma Nação


O filme é apresentado em duas partes divididas por um intervalo. A primeira parte apresenta duas familias pré-guerra: os abolicionistas do norte Stoneman, que consistem no congressista Austin Stoneman (baseado no real senador da reconstrução Thaddeus Stevens), seus dois filhos e sua filha Elsie; e os escravistas do sul Camerons, uma família que inclui duas filhas (Margaret e Dora) e três filhos, notavelmente Ben Cameron. Os garotos da família Stoneman fazem uma visita aos Cameron na propriedade deles do sul. O mais velho dos garotos da família Stoneman se apaixona por Margaret Cameron, e o garoto Ben Cameron idolatra uma fotografia de Elise Stoneman.

Quando a Guerra De Secessão começa, os garotos unem-se a seus respectivos exércitos. Uma milícia negra (com um líder branco) saqueia a casa dos Cameron, e quase desvirginam as garotas Cameron, que são salvas quando os soldados confederados derrotam a milícia. Enquanto isso, o mais novo dos garotos Stoneman e dois dos garotos Cameron são mortos na guerra. Ben Cameron é ferido e levado a um hospital do norte onde ele reencontra Elsie, que trabalha lá como enfermeira.

A guerra acaba e Abraham Lincoln é assassinado no Teatro Ford, permitindo que Austin Stoneman decida com outros congressistas radicais punir o sul pela secessão, deixando-os com a difícil tarefa de reconstrução.

A segunda parte começa descrevendo a reconstrução do sul. Stoneman e seu mulato guarda-costas Silas Lynch vão a Carolina do Sul para observarem pesoalmente os negros perderem seu poder por fraude nas eleições. Enquanto isso, Ben Cameron, inspirado observando crianças brincando de fantasmas, formula um plano para reverter a situação de perda de poder que os brancos sulistas estavam tendo devido a emancipação dos negros. Ele forma então a Ku Klux Klan, apesar de que seu ingresso no grupo deixa Elsie Stoneman enraivada.

Gus, um matador profissional, antigo escravo que sente atração por brancas, pede Flora Cameron em casamento de maneira rude. Ela foge para a floresta, sendo perseguida por ele. Encurralada num precipício, Flora prefere se suicidar a deixar um homem negro tocá-la.

Em resposta a esse incidente, a Ku Klux Klan caça Gus e lincha-o, deixando o corpo dele na calçada do tenente Silas Lynch. Em resposta, Lynch ordena um repressão ao Klan. Os Cameron, temendo a formação de uma nova milícia negra se escondem numa pequena cabana, lar de dois soldados da União, que concordam em ajudar os teoricamente inimigos sulistas a defender seu direito ariano, de acordo com a legenda.

Enquanto isso, com Austin Stoneman fora, Lynch tenta forçar Elsie a se casar com ele. Transtornados, homens do Klan descobrem a situação dela e vão em busca de reforços. Os homens da Ku Klux Klan, essa agora em plena força, vão salvar Elsie. Silmultaneamente, a milícia de Lynch cerca a casa de campo dos Cameron, mas são retaliados a tempo pelo Klan. Vitoriosos, os homens do Klan celebram nas ruas, e o filme mostra na próxima eleição o Klan saindo vitorioso sobre os votantes negros. O filme conclui com a dupla lua-de-mel de Phil Stoneman e Margaret Cameron e Ben Cameron e Elsie Stoneman.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Bandeira Dos Fortes

Bandeira Dos Fortes

Os Serranos

Composição: Edson Dutra

Acorda Rio Grande desperta do sono
É descaso que fazem é grande o abandono
Pobreza nos trazem levando a riqueza
Não há pão na mesa perdeste o entono

Te espelha Rio Grande em passado de glória
São dados reais que a história ilustra
Os teus generais e farrapos briosos
Lutaram furiosos a causa era justa

Rio Grande Rio Grande o protesto está feito
Brasília devolva o que temos direito
Rio Grande Rio Grande batemos no peito
Devolvam devolvam o que temos direito

Levanta Rio Grande sacode tua gente
Que se humilha à toa e sofre calada
A causa é boa lutemos por ela
Entre a verde amarela a vermelha estampada
Meu canto Brasil
Está perene de fé
De conciliação e de democracia
Meu canto é a razão de quem vive sangrando
Mas não sei até quando eu suporto a sangria

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Devil's Hole / O Resgate de Montales


Na primeira aventura nosso herói recebe a incumbência do Comando dos Rangers de ir botar ordem na localidade mineira chamada Devil's Hole, onde, como o próprio nome diz, seus habitantes vivem um inferno criado por dois irmãos bandidos. Os xerifes são mortos sem piedade e até mesmo um dono de mina é alijado de sua propriedade. Na segunda aventura, intitulada O Resgate de Montales, Tex vai mais uma vez ao México, país naquele momento conturbado politicamente. O presidente Manoel Perez foi morto por usurpadores e o governador Montales foi destituído de seu cargo e preso na famigerada ilha Tiburon para ser torturado até que revele a localização do tesouro do Banco Federal do México, colocado sob sua guarda. Tex, o revolucionário Drigo e a belíssima Lupe Velasco enfrentam mil perigos e dezenas de inimigos na tentativa de resgate.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Alma Penosa

Alma Penosa

Teixeirinha

Composição: Teixeirinha

Naquela tarde de uma triste sexta-feira
Traumatizou o mundo tradicionalista
Quando ocorreu uma notícia verdadeira
Que na estrada tombava um grande artista.

Chorava os fãs, chorava o povo e a família
Chorou os colegas artista de profissão
Nos parecia uma mentira mas não era
Morria mesmo artista da tradição.

Para pedro, pedro para, para pedro
O José Mendes parou tragicamente
O rei dos pedros lá no céu abriu a porta
Pra vida morta do cantor de tanta gente.

Caiu a noite com o seu negro manto
Vestiu de luto a cidade e a coxilha
E aquela alma penosa como um pranto
Deixou o corpo como um herói farroupilha.

O José Mendes tombou com seus companheiros
A veraneio espatifou-se na estrada
Não teve tempo nos momentos derradeiros
De dar adeus a seu filhinho e sua amada.

Quanta tristeza, quanta dor, quanta saudade
Deixou o cantor que morreu ainda tão novo
Repousa o corpo lá no São Miguel e almas
Longe das palmas tão distante do seu povo.

Alma penosa quando para o céu rumou
Subiu penosa por deixar o seu filhinho
Os seus fãs e a mulher que ele amou
Nos braços dela o fruto de seu carinho.

Alma penosa lá no céu hoje descansa
Junto de Deus nosso pai que todos crê
A sanfoninha de oito baixos e o violão
Estão calados com saudades de você.

E os seus fãs que lhe amavam aqui na terra
Rezam por ti e compram suas gravações
Não voltas mais cantar no show e nem na festa
Só o que resta é ouvir sua canções.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Rio Selvagem

Um grupo de vaqueiros do rancho Big Sky está caçando cavalos selvagens na Sierra Madera, Texas, quando Tex chega bem a tempo de evitar um tiro que poderia significar a morte do garanhão líder do bando. Com manobras arriscadas, o grupo captura todos os cavalos e Tex acaba salvando a vida de Luke, o filho do dono daquelas terras, sendo imediatamente convidado a pernoitar no rancho.

Lá, o ranger conhece o Sr. Stoddard e sua nora Linda (casada com Luke) e toma conhecimento de uma história de família acontecida há anos e que estava por vir a tona: Clint Jackson, o assassino do irmão de Linda acabara de cumprir 10 anos de prisão em Yuma e, por motivo de bom comportamento, estava livre e chegaria a Rio Selvagem no dia seguinte. Tex nota o estranho comportamento daquelas pessoas (especialmente de Luke) e resolve manter as orelhas em pé.

Quando chega o trem, Clint Jackson já estava sendo esperado pelos vaqueiros do Big Sky, estes liderados por Valens. Começa então uma desleal seção de espancamento ao indefeso Clint, mas o que este não contava era com a providencial ajuda de Tex, que ajuda a derrubar a socos os sete vaqueiros mal intencionados.
Basta um olhar e uma conversa para Tex acreditar na inocência de Clint, que perdera 10 anos de vida pagando por um crime que não cometera e que agora estava decidido a limpar o seu nome e ir em busca de seu grande amor: Linda, a atual esposa de Luke!

Naquela mesma noite, enquanto Tex vai ao saloon da cidade molhar a garganta e sentir a temperatura do local, Linda recebe um bilhete de uma mulher dizendo que Clint a esperava no barracão para conversar. Então sela seu cavalo e vai encontrar-se às escondidas com o ex-presidiário, sem saber que tratava-se de uma armadilha.
Manobrado por Valens devido a fazer parte da folha de pagamento de Stoddard, o Xerife Walton cai numa emboscada e é friamente assassinado em frente à cabana de Clint para que este seja incriminado por assassinato.

Tex, que estava no saloon, suspeita da exagerada amigabilidade de Luke e resolve tirar a história a limpo, mas é aí que as encrencas realmente começam, coincidindo com uma "bomba" que chegava alardeante na cidade: o xerife Walton tinha sido assassinado por Clint, que fugira seqüestrando Linda.

A notícia corre de boca-em-boca na cidade e uma patrulha é rapidamente organizada para capturar e enforcar o suposto culpado. Tex rapidamente percebe a armação e corre à frente de todos para tentar encontrar Clint e Linda antes da massa enfurecida que, naquelas alturas, só queria fazer justiça com as próprias mãos. Mas Tex acaba chegando tarde demais, sendo ele próprio acuado pelos perseguidores implacáveis e, pior, sem chances de escapar sozinho da imensa enrascada que se metera.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cinzeiro Amigo

Cinzeiro Amigo

Teixeirinha

Cinzeiro amigo velho pedaço
De bronze
Tu guardas cinzas dos cigarreiros
Que fumei
Cinzeiro amigo não falas
Não és indiscreto
Me ouves ficas bem quieto
Não contas as vezes que chorei

Este cinzeiro meu amigo
Que te falo
É quem disfarça a minha
Triste solidão
Juntinho dele é que procuro
A esquecer
De quem magôou o meu pobre
Coração
Cinzeiro amigo em cada ponta
De cigarro
Reprisa a história tirada do
Peito meu
É um romance de tristeza e amargura
Que estou sofrendo por alguém
Que me esqueceu

Cinzeiro amigo na expressão
Mais comovida
Meu companheiro das noites
Que não tem fim
Quando a fumaça nos ares
Vai se perdendo
Estás sabendo que ela já
Esqueceu de mim

Talvez um dia ela lembre
Com saudades
Deste infeliz que lhe amou
E a bandonaste
E este crime tu vais ler
Na consciência que o meu amor
Era só teu e tu mataste
Cinzeiro amigo nas horas que
Estou mais triste os restos
De cigarros tu vais acomulando
Ela talvez um dia ela acomule a tristeza
E vai falar neste cinzeiro
Soluçando.