segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Mensagem Aos Leitores

As postagens estão suspensas por tempo indeterminado. Quando voltarem pode ser com a alternância de assuntos que já é normal, assim como esta pode não acontecer. Não tenho mais postado por falta de tempo e este é o motivo da suspensão.

Agradeço a compreenção de todos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sauna Indígena

Quando o adolescente se tornava guerreiro, purificava-se com lavagens do corpo na “Sweat Lodge” = “Casa do Suor”. Tratava-se de uma tenda rústica, feita com cobertores e peles apoiadas nas hastes dela. O tecto era hermeticamente lacrado e o ar interno não era nunca renovado. O jovem ficava ao lado de um recipiente com água. Ao externo, entretanto, uma fogueira aquecia a água, sendo levada para dentro emitindo assim o seu vapor. Brevemente o ar interior da tenda, tornava-se sufocante e o jovem começava a tomar muita água fresca, que provocava então uma transpiração abundante. Terminada essa sessão, o jovem levantava-se, corria para o rio próximo, mergulhando. Quando saia, seus companheiros agrupados na margem esfregavam com peles a gordura de urso ou com o óleo dos “Senecas”, ou seja: petróleo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

São Francisco É Terra Boa

São Francisco É Terra Boa

Os Bertussi

Com licença meus amigos vou falar da minha terra
Vou contar de São Francisco dos campos de cima da serra
Eu sou filho daqueles pagos terra boa e sem luxo
É o coração serrano no Rio Grande o mais gaúcho

São Francisco é terra boa gente forte e hospitaleira
Todo serrano é pachola e a serrana é faceira
Muito gado na coxilha no bolso muito dinheiro
Prá cantar de improviso serrano não tem parceiro

São Francisco é um município entre os maiores do estado
A sua maior riqueza é a criação do gado
Fazendas de campo aberto coxilhas a campo fora
Onde canta o quero-quero e onde o minuano chora

Eu saí de São Francisco, o interior fui visitar
Por Tainhas e Contendas, Aratinga e Cambará
Almocei na Jaquirana, resolvi continuar
Só em Cazuza Ferreira é que eu fui pernoitar

Vila Seca e Criúva, Apanhador e Juá
Passei no Passo do Inferno e o Salto fui visitar
Nunca vi tanta beleza, no mundo igual não há
O que eu quero nestes versos é minha terra cantar

Quando chega fim de setembro, na saída do verão
O serrano então demonstra de gaúcho a tradição
Montando no seu cavalo ou nas lidas de galpão
Da ilhapa até a presilha o serrano é campeão

Quando estou longe dos pagos a saudade é de matar
Eu me sinto acabrunhado com vontade de voltar
O serrano é um homem triste vivendo em outra terra
O serrano só morre feliz, morrendo em cima da serra

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sinais

Para comunicar em grandes distâncias, os Índios usavam o mesmo sinal. Eles podiam ser feitos com cavalos, cobertores, espelhos recebidos dos brancos aos caciques, fogueiras, flechas incendiárias e outras variações. Para fazer sinal com o seu “Poney”, o Índio descria arcos, ou então avançava ou retrocedia, percorrendo certa distância, subindo uma colina ou descendo para a planície. Dessa maneira ele conseguia se comunicar com outro grupo. Se depois desaparecia e surgia repentinamente, com o seu animal, queria dizer que existia algum perigo rondando por ali. Os sinais feitos com cobertores podiam ser vistos de muito longe. O Índio que os fazia, pegava o cobertor por um dos cantos com a sua mão direita ou com a esquerda e agitava-o para a frente e para trás, formando uma curva vertical. Quando o cobertor chegava a tocar o chão, também a mão pousava ao solo, tanto a direita, quanto a esquerda. Com o cobertor podia-se fazer todos os sinais; agitá-lo duas ou três vezes para frente, significava que se esperava uma pergunta e dessa maneira se começava um diálogo, com sinais. Se o cobertor aproximava-se do chão e depois era colocada nele, queria dizer que aguardava um armistício ou era a suspensão de uma hostilidade. Com os espelhos, os Índios possuíam um código muito completo. O espelho reflectindo os raios solares chamava a atenção do outro, ou seja, servia de advertimento, depois, com um número mais ou menos prolongado de reflexos, confirmava-se de ter descoberto o seu interlocutor e se repetia a operação, para dizer que tinha entendido. Geralmente os jovens serviam-se do espelho para cortejar uma moça, para chamá-la ou para sinalizar a própria presença de cima de uma colina em proximidade da tribo; desse modo ela era convidada a vir. Os sinais de fumaça assemelhavam-se muito a aqueles dos espelhos e usava-se o mesmo código. Uma fogueira era acesa em cima de uma pequena altura bem visível aos olhares, ou sobre um pico rochoso. Para começar era usada lenha muito seca, depois, quando o fogo estava bem aceso, colocavam-se ramos de mato ainda verde ou grama. Estendia-se então um cobertor sobre o fogo e o retirava em intervalos regulares, deixando subir ao céu a fumaça. Tais sinais tinham certa analogia com o nosso Alfabeto Morse, formava a mensagem. Quando as distâncias eram imensas, usava-se então um mensageiro. À noite os Índios usavam as suas flechas incendiárias. Os Índios também desenhavam as suas mensagens; um cachimbo significava que o grupo passou por ali, queria a paz e se ao contrário representava um “Tomahawk”, significava então uma provocação de guerra. E finalmente existiam também os Sinais Pintados, com os quais os Índios conservavam o testemunho de certos acontecimentos, desenhando ou pintando sinais simbólicos em peles de cervo ou bisonte e também em cortiças. Essa espécie de “Escritura” era para o homem, um modo de manifestar o próprio pensamento.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Primeira Vez

A Primeira Vez

Os Serranos

A primeira vez que eu vi você meu grande amor,
Não quiz acreditar e mesmo assim aconteceu...
A primeira vez que eu vi você...
O vento pela rua assobiava um chamamé...
A primeira vez que eu vi você,
Senti no seu olhar a luz do entardecer,
Aprendi sonhar antes de adormecer,
E a vida foi chegando de uma vez...
E, o amor se fez, quem me dera ter você mais uma vez...
E, o amor se fez, essas coisas só acontecem uma vez...
Pois quando o amor se vai,
A gente não esquece mais
Nasci nos olhos, dei um suspiro
O bem-me-quer se desfolhou
Vai batendo coração porque encontrei meu grande amor
Marquei o dia marquei a hora
No calendário que o amor fez
A estação da paixão, a minha primeira vez

domingo, 22 de janeiro de 2012

Satanta

Por muitos anos o cacique dos “Apaches-Kiowa”, foi “Satanta”, o mais jovem cacique. Em Maio de 1869, o general Mackenzie iniciou a chamada “Pacificação” desta tribo dos “Kiowa” e “Satanta”, “Big Tree” e “Satank” foram aprisionados. Antes do processo, diante ao Tribunal Militar, “Satank” tentou fugir e foi morto. Os demais dois caciques foram condenados antes à morte, depois transformada em prisão perpétua em 1873. Certa vez em Cow Creek em pleno território “Kiowa”, vivia o “Rancher” Peacock. Vendia uísque aos Índios e eles o deixavam em Paz. Um dia “Satanta” chegou ao seu “Ranch” para pedir-lhe uma “carta de recomendação”, para fazer uma “visita” a uma caravana de carroções. Claro, queria presas fáceis, pois a sua tribo não podia perder os seus valorosos guerreiros. “Diga a eles que eu sou um grande e potente cacique guerreiro, e, portanto devem me dar muito “Wohan” e alimentos, somente os melhores” disse o Apache. Invés disso Peacock escreveu: “Esse é “Satanta”, o maior mentiroso e espertalhão das pradarias. O que não conseguirá mendigar de vocês, ele roubará com certeza. Dê-lhes pontapés em seu traseiro sujo, até escorraçá-lo”. Os colonos levaram a sério aquela carta e “Satanta”, enfurecido, sabendo do teor escrito, reuniu os seus guerreiros, guiando-os até o ataque ao “Ranch” de Peacock. Matou-o juntamente a todos os empregados do local, excepto um velho que dormia num banco. Depois incendiou o local e levaram todo o uísque que encontraram.
“Satanta” suicidou-se em Outubro de 1878, saltando de uma das janelas do Hospital onde estava sendo tratado.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Quando A Saudade Partir

Quando A Saudade Partir

Os Monarcas

No rancho que eu fiz pra dois
tenho noites mal dormidas
inverno as penas depois
de tantas horas perdidas
o tal de amor tem manias
jamais vai ser transparente
chega-se a campo alguns dias
depois se aparta da gente.

Quando a saudade partir
vou ter cancha pra viver
quero cantar e sorrir
no meu próprio renascer.

Não há bem para ficar
nem mal que não tenha fim
na estrada vais encontrar
coisas que lembram de mim
sou sempre o mesmo campeiro
que o pago inteiro conhece
pois o dia, meu parceiro
não é o mesmo que amanhece.

Quando a saudade partir
vou ter cancha pra viver
quero cantar e sorrir
no meu próprio renascer.

No rancho que eu fiz pra dois
tenho noites mal dormidas
inverno as penas depois
de tantas horas perdidas
dela restou a lembrança
já querendo se apagar
pra mim, certeza e confiança
que a vida vai continuar.

Quando a saudade partir
vou ter cancha pra viver
Quero cantar e sorrir
no meu próprio renascer.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Saloon

Nas primeiras cidades dos pioneiros o “Saloon”, havia um papel dominante naquela época. Era o ponto de referência de toda uma comunidade e algumas vezes da própria província. Servia para as funções religiosas, como aula de tribunal, sede de comícios eleitorais e públicos, até como sala operatória e era também: hotel, restaurante, estação ferroviária e lugar de troca para cavalos das diligências. Mas era também o lugar de diversão mais variado; bailes, jogos de azar e por último local de refeições para os cowboys. Vendia-se cerveja, uísque, mescal... Há registros de que em uma cidade de 33000 haviam 3000 saloons, tamanha a popularidade destes estabelecimentos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Rio Grande Me Criou

O Rio Grande Me Criou

Os Monarcas

Templada a cinza e a fumaça nos fogões de acampamento
Quebrava queixo de potro e um chapéu de contra o vento
Enraizado no basto dali eu tiro o sustento
O canto me deu a alma razão vida e sentimento

O Rio Grande me criou é o meu mundo é meu destino
Por isso razões me sobram pra me o viver campesino
Sobre o lombo de um cavalo de menino me criei
Coração sempre campeiro desse jeito morrerei

No meu rancho eu tenho tudo pra sempre ter boa morada
No terreiro a criação boa sombra e boa aguada
Uma tropilha de baio pronta pra qualquer quarteada
Pingos de lei e respeito de deixar boi na invernada

Tenho orgulho do que faço por estes rincões afora
Muito touro de a aporreado já cortei meu nó na espora
Mas se uso da destreza quando o bochincho se estoura
E sempre a china mais linda comigo eu levo embora

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Flecha Negra


Após receberem uma carta de Gros-Jean, Tex Willer e Kit Carson se encaminham ao local que servirá de ponto de encontro para o grande inicio desta aventura. Ao chegar no local combinado, os rangers percebem algo errado, pois Gros-Jean não havia chegado e, além disso, rastos de cavalo em frente ao casebre que vinha a ser o ponto de encontro denunciava tudo.

Ao entrar na pequena casa, Tex e Carson encontram um índio de nome Stika Charley com uma flecha preta. Logo após, chega Gros-Jean e este explica a situação a Tex e Carson, que surpresos, vêem sair do meio da floresta um grupo de índios ameaçadores.

Sem pensar duas vezes, os amigos se protegem no casebre e acabam ficando encurralados. Porém Tex sempre tem seus métodos peculiares e tratou logo de bolar um plano para escapar da enrascada.

Assim que escapam, os três amigos seguem em direção norte e logo encontram o Forte Yuron. Lá conseguem cavalos e víveres com o capitão do forte e seguem rumo a missão. Só que nossos amigos não sabiam o que os esperavam: os índios se comunicaram através de sinais de fumaça e passaram o alerta para quase todas as tribos da região caçarem os três amigos.

Tão logo chegam a uma floresta ao norte, os três amigos são recebidos por uma matilha de lobos enfurecida. Então eles fazem uma corrida mortal para se esconder dos lobos e conseguem chegar até o Fortim (um velho forte em ruínas), onde teriam mais chances de enfrentar os lobos.

Do outro lado Tex, Carson e Gros-Jean percebem um índio sendo perseguido por outros de uma tribo diferente e este índio parecia correr em direção onde estava Tex e seus amigos!! Ao se aproximar, o índio Theiuk ajuda os heróis a se safarem do perigo levando os mesmos para uma aldeia bem próximo do Fortim.

Na chegada a aldeia, são recebidos por Kenoh e o sábio Ynglik. Tex e seus companheiros conseguem descansar um pouco e depois continuam o trajeto rumo as terras do norte. Os rangers e seus dois amigos não contavam que na viagem ainda teriam que enfrentar as adversidades da mãe natureza: uma tempestade de neve os surpreende e então são abrigados a parar e fazem um abrigo provisório.

A uns noventa quilômetros de onde estavam Tex e seus amigos, num lugar chamado Vale dos grandes Fogos, um príncipe chamado Sergio Orloff passava por maus momentos em suas terras e resolve armar um plano. E este plano teve uma pitada de ação com a presença de Tex Willer e seus companheiros.

Texto de G.L. Bonelli, desenhos e capa de Aurelio Galeppini.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Testamento De Um Gaúcho

Testamento De Um Gaúcho

Teixeirinha

Eu não sei mesmo quando é que vou morrer
Pois não se sabe a hora, nem o momento
E por saber que a morte não tem dia
Já vou deixando prontinho meu testamento

Meu testamento de morte é este xote
E o ‘meus' parente que preste bem atenção:
Põe este pinho, meu amigo e companheiro
Junto de mim, dentro do mesmo caixão.

[Falado]
"Quero levar o violão comigo. Depois de morto ainda vou fazer serenata! Ê, barbaridade!"

Por ser gaúcho, muito homem e mulherengo
A ‘minhas' mão não amarre com uma fita
Eu quero elas ‘amarrada' com a trança
Da cabecinha duma chinoca bonita

Esta chinoca bonita é uma serrana
Diga a esta china, não quero choro, nem vela
: E a maneira da mortalha que escolhi
Eu quero ir enrolado na saia dela.

[Falado]
"É coisa boa a gente morrer, ir pra baixo do chão, mas ir bem enrolado na saia duma chinoca bonita!"

Pois gostar tanto de mulher não é defeito
Isto herança que meu velho pai deixou
O ‘meus' parente, cumprindo meu testamento
Muito feliz, quando a morte vir, eu vou

Não pode haver coisa melhor pr'um finado
Ser atendido com as coisas que provoca
: E viajar para a última morada
Bem enrolado na saia duma chinoca

domingo, 15 de janeiro de 2012

Tô No Rodeio

Tô No Rodeio Os Monarcas
Vou levantar bem cedo chinoca
Pra cevar o meu chimarrão
Vou encilhar o pingo, é domingo
Tem rodeio e marcação

Meu tordilho é mestre na lida
Nenhum toruna me escapa do laço
Meu "doze-braça" só fecha nas guampa
Tenho certeza no braço

Refrão:
No meu rincão, tem marcação
Laço na mão
Quando pealeio, não faço feio
Tô no rodeio

Vou chegar faceiro em primeiro
Rever os bons amigos que tenho
Berro de touro e relincho de potro
É só ouvir que me venho

Uma festança linda esse rodeio
Toda peonada se chega contente
Contando causos e proezas da lida
Vibrando a alma da gente

Ser o primeiro é sonho patrão
Um bom cavalo ajuda também
Doce de rédea e solto de pata
Ginete sabe o que tem

Senta no freio e encosta num upa
Nenhum laçado se deixa escapar
Finda o rodeio é mais um troféu
Pra esse ginete ganhar.

sábado, 14 de janeiro de 2012

O Despertar Da Múmia


Os Justiceiros, uma associação que comete crimes em nome de uma justiça que não funciona, deixa Tom Devlin impotente perante uma série de homicídios que vem afligindo São Francisco. Esta terrível associação justifica os seus actos em nome de uma ética perdida, porque, segundo ela, os culpados acabam sempre por ficar impunes e fugir da justiça.

Tom Devlin chama Tex e Carson para o ajudarem e, em breve, os dois rangers vão defrontar-se com um véu de mistério. Em ambiente urbano, Tex e Carson defrontam-se contra um misterioso grupo de assassinos, o que parece ser corrente nas aventuras texianas.

O que parece fugir dos habituais cânones são as reais motivações que levam esse grupo a cometer uma série de homicídios e aqui, forçosamente, encontramos uma certa originalidade, mas sobretudo uma acentuada crítica de Nizzi às sociedades atuais. Ora, estas hoje movem-se por teias de corrupção, chantagem e crime, factos que por si só caem, ou pelo menos deveriam, na alçada da justiça.

O que se assiste, bem pelo contrário, é uma ausência generalizada da justiça das leis, uma justiça que não funciona e que até acaba por se demitir em casos onde altos interesses estão em jogo. Por isso, Nizzi apresenta uma aventura protagonizada por uma associação de homens que pretendem fazer justiça pelos seus próprios meios, fazer a sua própria justiça, pelo simples motivo de que os tribunais pouco funcionam.

Esta associação age contra a lei instituída, mas fá-lo sob pressupostos próprios de ética e moral. A bem ver e, até certo ponto, a conduta texiana move-se também ela por certos pressupostos éticos e morais que muitas vezes vão para além da justiça das leis e dos homens.

Mas o que separa esta conduta da prática dos justiceiros são menos os fundamentos e mais os meios e o resultado que se pretende, porque a partir do momento em que estamos perante crimes e obtenção de dinheiro, deixa de existir, para além da justiça, a tal ética e a tal moral.

Toda esta dinâmica está patente ao longo de toda a aventura, o que se revela sempre muito interessante, uma vez que ela conduz fatalmente ao aprofundamento da ideia inicial, a tese de que as leis não funcionam.

Se Tex e Carson acabam por desmantelar o grupo, será que funcionou a verdadeira justiça ou esta, bem pelo contrário, não continuará a demitir-se de atacar rente todos os que não agem de acordo com a lei? Nizzi não responde a esta questão, porque bem no fundo ele próprio sente-se impotente em assumir uma atitude, uma vez que, enquanto a justiça não for cega ela nunca será verdadeira e, com isso, estará a semear o terreno onde outras associações poderão florescer.

Roteiro de Nizzi, arte de Victor de la Fuente e capa de Villa

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

De Bota Nova

De Bota Nova

Composição: Rico Baschera E Gildinho

De bota nova tô chegando pro baile companheiro
que o tranco fandangueiro me chamou pra bailar
na sala bem lisinha quero faze um estrago
depois de toma uns trago me vou pra la e pra ca
não quero nem noticia da lida de mangueira
quando escuto vaneira tristeza não não me agarra
eu venho descontado judiado do seviço findei os
compromissos agora eu quero farra

capricha seu gaiteiro que eu danço e me garanto
já vi que lá no canto tem uma que me quer
preciso de um cambicho e a minha bota nova precisa de
uma sova pra não me aperta o pé(2x)

De bota nova tô chegando vou firme num embalo,nem
lembro do calo que essa bota me fez.
Pior é não ter tempo so pra alegrar a vida e eu não
largava a lida fazia mais de um mês,por isso seu gaiteiro
capricha uma bem boa que um beliscão à toa não tá me encomodando um
calo não é nada tudo que é ruim tem fim que um baile bom
assim so lá de vez em quando.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Retorno Do Tigre Negro


Para atender um pedido de ajuda do amigo Nat Mac Kenneth, Tex dirige-se a Nova Orleans, onde crimes e desaparecimentos de pessoas passaram a ocorrer numa freqüência assustadora. Já no barco que desce o rio Mississipi a caminho de Nova Orleans, acontece um assassinato e Tex consegue matar dois dos assassinos, mas o terceiro tem tempo de atirar-se no rio e fugir na escuridão da noite, perdendo na fuga um boné de marinheiro onde estava escrito o nome Savannah. Em conversa com o xerife depois de terem chegado à cidade, Tex e seus pards descobrem que toda a cadeia de crimes está ligada a um antigo e temível inimigo: o Tigre Negro, que reestabeleceu sua organização com propósito de dominar toda a navegação comercial da região, contando para realizar esse intento com os elementos da pior espécie e ainda conta com os aliados mais perigosos da cidade, os seguidores do vodu.

Roteiro de Claudio Nizzi, arte de Civitelli e capa de Villa.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sonhando Na Vaneira

Sonhando Na Vaneira

Composição: João Pantaleão Gonçalves/pedro Neves

Hoje é dia de surungo
Lá no rancho da Tia Nena
Já passei água-de-cheiro
E glostora nas melenas
Chego a trote bem garboso
Arrastando minhas esporas
No corcovear da vaneira
Vou bailar a noite inteira
Até o romper da aurora.

Quando eu entro num surungo
Minh'alma fica serena
Me sinto dono do mundo
Bailando com essa morena

Morena, minha morena
Dos lábios cor de pitanga
Ai não tem mamãe não deixa
Ai não tem papai se zanga
Sou vivente da campanha
Meu mundo não tem assombro
Embora teu pai não queira
No embalo da vaneira
Tu vai sonhar no meu ombro

Quando eu entro num surungo
Minh'alma fica serena
Me sinto dono do mundo
Bailando com essa morena

Gaiteiro, velho gaiteiro
Não deixe a gaita parar
Que a morena no meu ombro
Já começou a sonhar
Quando a coisa fica boa
A noite morre pequena
Juro por toda minha gente
Nunca vi poncho mais quente
Que os braços dessa morena

Quando eu entro num surungo
Minh'alma fica serena
Me sinto dono do mundo
Bailando com essa morena

O galo cantou mais cedo
Calou-se a gaita manheira
Calou-se o mundo bonito
Sonhado nessa vaneira
Tá na hora, "bamo" embora
Grita Tia Nena na sala
Saio arrastando as chilenas
E o perfume da morena
Levo nas franjas do pala

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Série Tex em cores foi cancelada pela Mythos Editora

Na edição especial comemorativa Tex Coleção 300, o editor de Tex, Dorival Vitor Lopes, comunica que a série Tex em cores foi cancelada.

Diante desta notícia inesperada, sobram naturalmente diversos questionamentos. O que será que deu errado? Esta era a melhor publicação, a melhor série do ranger de todos os tempos. Indiscutível. Seria a revista muito cara? O padrão gráfico era elevado para o mercado brasileiro? Os leitores não quiseram comprar as mesmas histórias antigas - repetecos - que já leram em outras séries? Os leitores só querem ler Tex em preto e branco?

Muitas perguntas... E o que escrevo a seguir talvez vá doer para alguns; ser indiferente para outros; e ainda fazer coro em voz a outros tantos colecionadores. Seja como for, preciso ser autêntico e comentar este cancelamento.

Uma das respostas que justificam este cancelamento considero que tenha sido a estratégia editorial equivocada de revender os encalhes a terceiros que redistribuem os mesmos gibis vendidos a R$ 24,90 e R$ 29,90 a módicos R$ 8,90, como vi ainda sábado à noite (14/01) em shoppings da praia de Capão da Canoa/RS (como também soube que estão também à venda em Porto Alegre e grande Porto Alegre, Tramandaí, Torres, Caxias do Sul e em todas as demais cidades onde tal distribuidora tem braços comerciais).

Ora, produtos que novos valiam R$ 24,90 ou R$ 29,90 de uma hora para outra chegam de volta nas bancas, ainda em estado de novos, praticamente perfeitos, ainda embalados no plástico, redistribuídos gentilmente pela Distribuidora Monteiro e pela Saka (aqui no RS) com precinho de R$ 8,90? Para vender tais revistas a R$ 8,90, quanto será que tal(is) distribuidora(s) deve(m) ter pago nos depósitos em São Paulo, embora comprando em quantidade?

Assim como o contribuinte de IPTU que paga seu imposto em dia não quer ser otário para ver, no ano seguinte, quem não pagou o imposto do ano anterior receber desconto (incentivo?) para colocar o imposto atrasado em dia – como muitas prefeituras aqui no Rio Grande do Sul fazem, da mesma forma o leitor de Tex (e de outros títulos) não quer ser palhaço de pagar R$ 24,90 ou R$ 29,90 na altura do lançamento sendo que, algum (pouco) tempo depois, sabidamente, aqueles títulos vão retornar em redistribuição de terceiros a valores muito, muito mais baratos...

Muitos colecionadores, muitos mesmo, ao saber dos encalhes (que já circulam há algum tempo) me confidenciaram que não comprariam na altura do lançamento porque tinham a certeza de que logo os números perdidos na altura do lançamento em banca estariam à venda a preços mais acessíveis no encalhe... E acertaram... Pelo visto os leitores estão ficando espertos... Já não são bobinhos...

Há outros motivos? Certamente que sim, mas este da redistribuição é o que mais me salta aos olhos nesta segunda-feira.

A internet é ótima ferramenta de divulgação de lançamentos, excelente ferramenta de promoção de produtos, mas também funciona como uma bomba relógio de efeito retardado quando este tipo de ação mercadológica de vender muito mais barato meses depois ocorre, visto que, em tempos de globalização, os leitores também se comunicam entre si – e bastante... E, economizar, pagar menos, quem não deseja?

Perdemos a série Tex em cores. Lamentavelmente.

Créditos:
Texto de de Gervásio Santana de Freitas (coordenador Geral do Portal TexBR). Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/portaltexbr e no Facebook: http://www.facebook.com/portaltexbr

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Os Bugios Da Minha Gaita

Os Bugios Da Minha Gaita

Composição: Edson Dutra E Frutuoso Araújo

Os bugios da minha gaita, que vão pros bailes campeiros
Botam fogo nos fandangos, com seu embalo faceiro
Quando esse fole velho, no meu braço de patrão
A gauchada de solta, nos bailes do meu rincão

Dê-lhe gaita seu gaiteiro, ronca essa baixaria
No compasso do bugio, pra trazer mais alegria

O bugio engrossa o baile, e a noite fica pequena
Me dá gosto ver o balanço do corpaço da morena
A melhor coisa do mundo, te garanto meu patrício
Se o bugio fosse cachaça, eu morreria do vício

Os bugios da minha gaita, que vão pros bailes campeiros
Botam fogo nos fandangos, com seu embalo faceiro
Quando esse fole velho, no meu braço de patrão
A gauchada de solta, nos bailes do meu rincão

Dê-lhe gaita seu gaiteiro, ronca essa baixaria
No compasso do bugio, pra trazer mais alegria

O bugio engrossa o baile, e a noite fica pequena
Me dá gosto ver o balanço do corpaço da morena
A melhor coisa do mundo, te garanto meu patrício
Se o bugio fosse cachaça, eu morreria do vício

domingo, 8 de janeiro de 2012

Um Erro Fatal/Os Exterminadores


Com quatro carroças e vinte bem armados caçadores de peles o Sr. Barrow de Monticello (povoado de Utah) percorre as pradarias da reserva indígena ute por várias semanas perseguindo uma grande manada de búfalos e dizimando-a pouco a pouco. Após abaterem e arrancarem suas peles deixam para trás centenas de carcaças de animais apodrecendo no pasto. A sangrenta cruzada já se aproxima de território navajo.

Um mês depois dos primeiros incidentes Tex, Kit e J. Tigre se encontram em Utah com Escudero, chefe dos Utes, que lhe expõe o problema e suas preocupações. Temendo um conflito entre índios e militares Tex consegue com o chefe indígena o apoio de 20 guerreiros para que lhe ajudarem a por um fim naquela chacina.

Agindo imediatamente o chefe dos navajos e os guerreiros utes enviam sinais de fumaça a outros indígenas, inclusive navajos, e formam um círculo em torno dos caçadores que se encontram espalhados por uns 15 kms. Os caçadores ao perceberem a ameaça em forma de fumaça logo tratam de se reunirem em um grande acampamento.

Sentindo-se mais seguros, os caçadores entram em verdadeiro pânico quando no meio da noite se vêem atacados por dezenas de flechas incendiárias. Em meio ao alvoroço os cavalos fogem e as carroças queimam em uma grande fogueira no centro do acampamento. Os caçadores escondidos de armas em punho, tensos e aterrorizados esperam pelo ataque mortal... que não acontece.

Uma hora depois já sem a maioria dos cavalos, as caroças transformadas num monte de cinzas e temendo pelo pior, o Sr. Barrow ordena que seus homens escavem uma trincheira em volta do acampamento enquanto ele, protegido pela escuridão foge para Monticello buscar ajuda; e salvar-se daquela horrível situação.

Amanhece e ainda sem dormir os sitiados caçadores vêem surgir três cavaleiros. Estes se aproximam e logo deixam bem claro a todos a situação em que eles alí se encontram. Ou deixam imediatamente o local esquecendo as caçadas em território indígena ou serão escalpelados e jogados apodrecendo na pradaria como fizeram aos búfalos. Naquele momento às suas voltas elevam-se numerosos sinais de fumaças como a confirmar as palavras de Tex.

Um dos caçadores se aborrece por estar diante de amigos dos índios e antes que pudesse ofende-los é jogado ao solo por potente soco no queixo, desferido pelo recém chegado. Através de Morty, um dos caçadores, Tex descobre que o agente indígena Christian Mayer "autorizara" Barrow e seus caçadores agirem na região através de um documento Ute em troca de cobertores e rifles. O guia ute Towoka ainda quer discutir mas também recebe dura lição do já impaciente Tex.

Deixando os convencidos exterminadores com seu destino em suas próprias mãos, os três parceiros partem para Monticello em busca dos mentores daquela safadeza. Apressados os caçadores estavam se preparando para partir mas mal tem tempo de escalarem uns montes próximos, quando alguns metros abaixo de seus pés, passa uma perigosa manada de búfalos conduzida por índios navajos.

Os três pards chegam no povoado de Monticello ao entardecer daquele dia. Quase ao centro do povoado deparam-se com Barrow e Mayer que os observam com ar de desdém e superioridade. Os forasteiros não perdem tempo para aborda-los. É então, neste encontro de Tex com estes "influentes cavalheiros da cidade" e deste "amistoso diálogo" que veremos o ato final desta aventura.

Roteiro de G.L. Bonelli, arte e capa de A. Galleppini

sábado, 7 de janeiro de 2012

Morena Rosa

Morena Rosa

Composição: Telmo De Lima Freitas

Olha o tranco da morena rosa
rebocada de ruge e batom
olha o tranco da morena rosa
rebocada de ruge e batom
machucando a vanera
à sua maneira
bombeando pro chão
machucando a vaneira
à sua maneira
bombeando pro chão.

Na penumbra do rancho costeiro
do rancho costeiro
polvadeira à meia costela
à meia costela.

O gaiteiro entonado
floreava o teclado
e bombeava pra ela.

O gaiteiro entonado
floreava o teclado
e bombeava pra ela.

Olha o tranco da morena rosa
rebocada de ruge e batom
olha o tranco da morena rosa
rebocada de ruge e batom
machucando a vanera
à sua maneira
bombeando pro chão
machucando a vanera
à sua maneira
bombeando pro chão.

A doçura da morena rosa
da morena rosa
dá vontade da gente provar
da gente provar.

Apesar de gaviona
escuta a cordeona
e começa a espiar.

Apesar de gaviona
escuta a cordeona
e começa a espiar.

Olha o tranco da morena rosa
rebocada de ruge e batom
olha o tranco da morena rosa
rebocada de ruge e batom
machucando a vanera
à sua maneira
bombeando pro chão
machucando a vanera
à sua maneira
bombeando pro chão.

O semblante da morena rosa
da morena rosa
lua cheia de felicidade
de felicidade.

Quanto mais sarandeia
o corpo incendeia
de tanta vontade.

Quanto mais sarandeia
o corpo incendeia
de tanta vontade.

Olha o tranco da morena rosa
rebocada de ruge e batom
olha o tranco da morena rosa
rebocada de ruge e batom
machucando a vanera
à sua maneira
bombeando pro chão
machucando a vaneira
à sua maneira
bombeando pro chão.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Xote Laranjeira

Xote Laranjeira

Mas deixa estar que eu vou-me embora
Eu vou voltar pro meu rincão
Pra beber água dos teus olhos
Sangue do teu coração

Mas deixa estar que eu vou-me embora
Eu vou voltar pro meu rincão
Que é pra comer churrasco gordo
E tomar mate chimarrão

Mas deixa estar que eu vou-me embora
Eu vou-me embora pra fronteira
Que é pra comer churrasco gordo
E tomar café de chaleira

Mas deixa estar que eu vou-me embora
Eu vou-me embora pra fronteira
Mas eu hei de levar comigo
Este xote laranjeira

Pula daqui pula de lá
Pula do canto
Que eu daqui não me levanto
Tô danado pra brigar

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pôster Tex Nuova Ristampa 172


Nesta nova ilustração de Claudio Villa, vemos Tex Willer lutando um combate de vida ou morte com tomahawks no círculo da morte (o combate era disputado no interior de um círculo em chamas e terminava com a morte de um dos dois oponentes se bem que quem ultrapassasse o círculo de fogo durante as fases da luta era abatido no acto por um dos guerreiros Sioux armados de arco e flecha que rodeavam o círculo) com Mahonga, o chefe dos índios Teton.

Desenho usado pela Mythos Editora como capa de Grandes Clássicos do Tex #15 e inspirado na história “La freccia spezzata” de Guido Nolitta e Erio Nicolò (Tex italiano #261 e #262).

(Para aproveitar a extensão completa do pôster, clique no mesmo)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tô Chegando

Tô Chegando

Os Monarcas

Composição: Juca Morais,jorge Freitas,edson Macuglia,luiz Lanfredi

Vou ajeitar minhas tralhas que a saudade me domina
vou voando igual as gralhas vou pra Santa Catarina,
na bagagem levo o pinho pra cantar de toda a goela no
coração meu carinho e um forte quebra-costela
sou mais um mané da ilha de bombacha e chimarrão
esta gente é minha família tropeiros por tradição

eu vou,eu vou,eu vou,vou pra Santa Catarina
eu vou,eu vou,eu vou,rever minha menina
eu vou,eu vou,eu vou,vo no balanço do trem eu vou eu
vou de pressa e a saudade vai também(2x)

Vou cantar em Rio Do Sul, São José e Blumenau
Vou rever o céu azul do mais lindo litoral
em lages estou chegando da pinha quero o pinhão
São Miguel tá me esperando lá deixei meu coração
Sou mais um mané da ilha de bombacha e chimarrão
esta gente é minha família tropeiros por tradição

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Milonga Campeira

Milonga Campeira

Os Mirins

Enquanto a prata luzia entre os ramos da figueira
Lentamente fui bordando essa milonga campeira
Intercalando silêncio com acordes naturais
Dei cancha guela na noite as vozes dos mananciais

Milonga da noite milonga da lua
Cantar de fronteira compasso charrua
Por mais que te apontem lugares comuns
Jamais tem jeito de jeito nenhum

Temendo assustar os grilos evitei as dissonancias
Pois em derreadeira estãncia queria ser contra-canto
E a noite já bem madura se fez regente de lua
No pampa em clave de lua escreveu a partitura

Pressentindo que a noite de paixão se consumia
Um galo madrugador chamou a barra do dia
Que dê-lhe então em silêncio tal como fez a guitarra
Fui cevar um mate novo ouvindo os sons das cigarras